Os preços dos combustíveis em Portugal devem apresentar movimentos opostos na semana de 14 a 20 de setembro de 2026. Enquanto o gasóleo tende a ficar mais caro, a gasolina deverá registrar uma redução significativa, segundo as projeções divulgadas nesta sexta-feira, 11 de setembro.
Dados da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) indicavam preço médio de 2,112 euros por litro para o gasóleo e de 2,10 euros para a gasolina. Para a semana seguinte, as estimativas apontavam para aproximadamente 2,15 euros no diesel e 2,04 euros na gasolina.
A diferença mostra como as cotações internacionais, os custos dos produtos refinados e a política fiscal podem afetar de maneira distinta cada combustível.
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A principal mudança prevista é a alta do gasóleo. A estimativa de 2,15 euros por litro representa um acréscimo de cerca de quatro cêntimos em relação à média indicada para 11 de setembro.
Para um motorista com um depósito de 50 litros, isso significa um desembolso aproximado de 107,50 euros para completar o tanque pelo preço médio projetado.
Na gasolina, o cenário é inverso. A previsão aponta para queda de aproximadamente seis cêntimos por litro, levando o preço médio para perto de 2,04 euros. Nesse caso, um abastecimento de 50 litros custaria aproximadamente 102 euros.
É importante destacar que esses números representam médias e previsões. O valor efetivamente cobrado pode ser diferente conforme o posto, a localização, a marca e as condições comerciais oferecidas ao consumidor.
Por que o gasóleo sobe enquanto a gasolina cai?
A diferença entre os dois combustíveis está relacionada à formação dos preços no mercado internacional. As cotações do petróleo são importantes, mas não são o único elemento que determina quanto o motorista paga na bomba.
Também entram na conta os preços internacionais dos produtos refinados, custos de transporte e distribuição, margens comerciais, impostos e medidas temporárias adotadas pelo governo português.
A própria DGEG explica que seus preços médios diários são calculados a partir das informações comunicadas pelos postos de abastecimento, ponderadas pelas quantidades vendidas no período disponível e considerando determinados descontos praticados pelos estabelecimentos.
Por isso, uma queda ou alta do petróleo bruto não necessariamente aparece de forma imediata e na mesma proporção no preço da gasolina e do gasóleo.
Crise internacional continua pressionando os combustíveis
O mercado europeu de energia permanece influenciado pela instabilidade geopolítica. O governo português vem adotando medidas para reduzir o impacto da volatilidade internacional sobre famílias e empresas.
Em setembro, o próprio Executivo destacou que os preços dos combustíveis continuam sendo afetados por fatores externos, incluindo os conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã, a guerra entre Rússia e Ucrânia e restrições na capacidade de refinação europeia.
Esse ambiente aumenta a sensibilidade dos preços aos movimentos do petróleo e dos derivados negociados internacionalmente. Para o consumidor, isso significa que uma mudança brusca nas cotações pode alterar as previsões de uma semana para outra.
Desconto no ISP ajuda a limitar o impacto no consumidor
Além das condições do mercado internacional, a tributação exerce papel importante no preço final dos combustíveis em Portugal.
O Governo português utiliza o Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) como uma das ferramentas para compensar parcialmente aumentos extraordinários. Em março, por exemplo, foi estabelecido um mecanismo de redução temporária do imposto sempre que a alta dos combustíveis ultrapassasse determinado patamar em relação à referência definida pelo Executivo.
A estratégia busca devolver ao consumidor parte do aumento da receita de IVA provocado pela própria elevação dos preços dos combustíveis.
Em setembro, o Governo também informou que o desconto no ISP continuava representando uma redução relevante por litro, considerando o efeito conjunto com o IVA.
Isso significa que o preço observado na bomba não depende apenas da cotação internacional. A política fiscal pode amortecer ou ampliar parte da variação.
Preços podem mudar de um posto para outro

Quem abastece em Portugal não deve considerar a média nacional como preço obrigatório. O mercado é liberalizado, e cada operador pode definir seus próprios valores dentro das regras aplicáveis.
A DGEG mantém um portal oficial que reúne os preços comunicados pelos postos de abastecimento e permite ao consumidor comparar os valores praticados em diferentes localidades. As alterações de preço devem ser comunicadas antes de entrarem em vigor.
Essa diferença pode representar uma economia relevante principalmente para quem abastece grandes quantidades ou utiliza o veículo diariamente.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
