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Novas regras do Pix ajudam a recuperar dinheiro perdido em golpes

Banco Central atualiza regras do Pix para agilizar devolução de valores perdidos em golpes. Saiba como funciona o mecanismo.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Pix

O Pix, meio de pagamento instantâneo mais utilizado no Brasil, registrou movimentações de R$ 26,46 trilhões em 2024. Com a popularidade crescente, as fraudes também aumentaram. O Banco Central (BC) anunciou recentemente mudanças no MED para acelerar a recuperação de valores perdidos por vítimas de golpes.

Na última quinta-feira, o BC detalhou a atualização do sistema, que permitirá a devolução de recursos em até 11 dias após a contestação de um Pix suspeito. A medida busca reduzir perdas financeiras e aumentar a confiança dos consumidores no meio de pagamento.

Fraudes no Pix

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Imagem: Freepik e Canva

Crescimento das fraudes

A rapidez com que os golpes são aplicados faz com que recursos sejam transferidos para múltiplas contas antes que o bloqueio seja efetivo. Esse cenário expõe a necessidade de um mecanismo mais eficiente de devolução.

Leia mais: Banco Central atualiza Pix para agilizar ressarcimento de golpes

Problemas do sistema anterior

Atualmente, quando um Pix é fraudulento, a devolução só pode ser feita a partir da conta que recebeu os recursos. O recebedor tem sua conta bloqueada temporariamente, mas os fraudadores conseguem transferir os valores rapidamente para outras contas, dificultando a recuperação.

Rastreamento de recursos

O MED passará a rastrear o caminho completo dos recursos transferidos, identificando todos os participantes envolvidos nas transações originadas por fraudes. Isso permitirá múltiplos bloqueios e devoluções parciais, até que o valor total seja recuperado.

Passo a passo

Para solicitar a devolução de um Pix perdido por golpe, o cliente deve seguir os seguintes passos, conforme orientação do Banco Central:

  1. Registrar o pedido de devolução na instituição financeira responsável pelo Pix, em até 80 dias após a transação.
  2. A instituição avalia o caso. Se confirmar a fraude, bloqueia os recursos na conta do recebedor.
  3. Em caso de fraude confirmada, o dinheiro será devolvido integralmente ou parcialmente em até 96 horas, se houver saldo disponível na conta do fraudador.
  4. Caso a devolução seja parcial, o banco do fraudador deverá realizar bloqueios ou devoluções parciais sempre que houver novos créditos, até que o valor total seja restituído ou até 90 dias após a transação original.

Fintechs e a atuação do governo no combate a fraudes

O governo também reforçará a fiscalização sobre fintechs, integrando-as ao monitoramento da Receita Federal. A medida tem como objetivo coibir crimes financeiros e garantir que empresas do setor sigam normas rigorosas de segurança, alinhadas com o combate a fraudes.

Casos recentes e aprendizado

pix banco central
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

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Na última sexta-feira, um ataque hacker atingiu uma empresa que conecta bancos ao sistema do BC. Houve desvio de recursos de instituições financeiras, embora não tenha ocorrido vazamento de dados pessoais. O episódio reforça a importância do MED atualizado, mostrando que sistemas robustos de devolução e monitoramento são essenciais para proteger clientes e instituições.

FAQs – Perguntas frequentes

Quem pode solicitar a devolução de um Pix?

Qualquer cliente que tenha sido vítima de golpe ou fraude em transações Pix, desde que o pedido seja feito em até 80 dias após a transação.

O que muda com a obrigatoriedade do botão de reclamação?

O botão permitirá que clientes comuniquem fraudes diretamente no aplicativo ou plataforma do Pix, tornando o processo mais rápido e organizado.

Considerações finais

As novas regras do Pix, implementadas pelo Banco Central, representam um avanço significativo no combate às fraudes e na recuperação de valores perdidos. Com mecanismos de devolução mais rápidos, rastreamento de transações e integração das fintechs no monitoramento, o sistema se torna mais seguro para usuários e empresas. A expectativa é que essas medidas reduzam prejuízos e aumentem a confiança da população no uso do Pix, consolidando-o como o principal meio de pagamento do país.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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