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Pix com limite de R$ 200? Entenda a nova regra que vai pegar muita gente de surpresa!

A partir de 1º de novembro, o Pix terá novas regras de segurança. Saiba o que muda nos limites de transferência e como isso te impacta.

Eduardo MendesPor Eduardo Mendes5 min de leitura
Pix

O Pix, um dos meios de pagamento mais populares e eficientes do Brasil, vai passar por mudanças significativas a partir do dia 1º de novembro de 2024. As novas regras, anunciadas pelo Banco Central (BC), foram pensadas para aumentar a segurança dos usuários, limitando o valor das transferências realizadas em dispositivos novos ou não cadastrados. A medida tem como objetivo prevenir fraudes e golpes, que se tornaram cada vez mais comuns à medida que o uso do Pix cresceu.

Neste artigo, vamos explicar detalhadamente as novas regras do Pix, como elas impactam os usuários e o que você deve fazer para continuar utilizando essa ferramenta de maneira segura.

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O que muda no Pix a partir de novembro?

Transações Pix
Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

A principal mudança que entra em vigor no dia 1º de novembro está relacionada aos limites de transferência quando um usuário realiza uma transação a partir de um dispositivo novo ou que ainda não foi registrado no banco. O Banco Central determinou novos valores máximos para as transferências, que serão aplicados de acordo com o dispositivo utilizado para a operação.

Novos limites de transferência

  1. Dispositivos novos ou não cadastrados:
    • Transferência máxima de R$ 200 por transação.
    • Limite diário de R$ 1.000 em transferências feitas a partir de celulares ou computadores não cadastrados.
  2. Dispositivos já registrados:
    • Não há mudanças nas transferências realizadas a partir de dispositivos que já são conhecidos pelo sistema bancário.

Essa nova regra tem como objetivo dificultar a ação de fraudadores, que costumam roubar ou clonar dispositivos e utilizá-los para transferir grandes quantias de dinheiro por meio do Pix. O cadastro prévio de dispositivos é uma medida de segurança que garante que o banco conheça o aparelho e possa liberar limites maiores para transferências com mais tranquilidade.

Por que o Banco Central está implementando essas mudanças?

Nos últimos anos, o Pix se tornou o meio de pagamento favorito dos brasileiros devido à sua praticidade e rapidez. No entanto, com sua crescente popularidade, surgiram novas formas de golpes e fraudes, levando o Banco Central a buscar alternativas para proteger os usuários sem comprometer a eficiência do sistema.

Segundo o Banco Central, o aprimoramento dos mecanismos de segurança é essencial para garantir que o Pix continue sendo uma ferramenta confiável e segura. A ideia é prevenir que criminosos usem técnicas como engenharia social ou roubo de dispositivos para acessar contas e realizar transferências fraudulentas.

Cadastro de dispositivos: Como funciona?

A exigência de cadastro é válida apenas para dispositivos de acesso que nunca tenham sido utilizados para iniciar uma transação Pix por um usuário específico. Se você comprar um novo celular ou acessar sua conta bancária de um novo computador, precisará cadastrar o dispositivo antes de realizar transferências acima dos limites estabelecidos.

O cadastro pode ser feito de forma simples, diretamente pelo aplicativo do seu banco. Assim que o dispositivo for registrado, você poderá realizar transferências normalmente, sem as restrições impostas para novos aparelhos.

Impacto para instituições financeiras

As mudanças no Pix não afetam apenas os consumidores. As instituições financeiras que oferecem o serviço também terão que se adaptar às novas regras e aprimorar seus sistemas de gerenciamento de risco.

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Entre as novas exigências do Banco Central, os bancos deverão:

  • Usar soluções de gerenciamento de risco antifraude que utilizem informações armazenadas no BC para identificar transações atípicas ou não compatíveis com o perfil do cliente.
  • Divulgar informações sobre segurança em canais de fácil acesso para os clientes, orientando-os sobre como evitar fraudes.
  • Revisar as marcações de fraude em suas bases de dados pelo menos a cada seis meses, aplicando medidas preventivas como limites temporários de transferência ou bloqueio cautelar para transações suspeitas.

Essas medidas tornam o sistema de pagamento mais seguro, ajudando a proteger tanto os clientes quanto as próprias instituições contra fraudes.

Pix automático: o que vem pela frente?

Além das novas regras de segurança que entram em vigor em novembro, o Banco Central está preparando outra novidade para o sistema Pix: o Pix automático, que será lançado em junho de 2025.

Essa ferramenta funcionará de forma similar ao débito automático, permitindo que os usuários programem o pagamento recorrente de contas, como mensalidades, serviços de assinatura e faturas, sem precisar autorizar manualmente cada transação.

Como vai funcionar o Pix automático?

O Pix automático vai permitir que o usuário configure o pagamento de uma despesa recorrente, como a mensalidade de uma academia ou a conta de luz, de forma automática. O cliente poderá definir um limite máximo para cada débito e terá total controle sobre os pagamentos, podendo cancelar a autorização a qualquer momento.

Esse recurso será gratuito para o pagador e promete facilitar a gestão de pagamentos para consumidores e empresas. Segundo o Banco Central, o Pix automático também deve ajudar a reduzir custos operacionais e diminuir a inadimplência, tornando o processo de cobrança mais eficiente.

Eduardo Mendes

Autor

Eduardo Mendes

Eduardo Mendes é cofundador do Seu Crédito Digital, especialista em SEO, jornalista e bacharel em Administração de Empresas pela UFRGS. Apaixonado por finanças e empreendedorismo, escreve em blogs desde 2014 e atua criando conteúdos, vídeos e análises para ajudar o público a tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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