O Tesouro Direto receberá um pacote de novidades em julho, cujo principal objetivo é popularizar o programa. Para tal, os títulos públicos poderão ser usados, por exemplo, em cauções de aluguel e financiamentos.
Novidade: Tesouro Direto poderá ser usado em garantia de financiamento e caução de aluguel
O Tesouro Direto receberá um pacote de novidades em julho, onde o principal objetivo é popularizar o programa. Saiba mais!
E mais, empresas poderão utilizar o título como diferencial para manterem profissionais, por meio de aplicações em títulos destinados aos filhos dos empregados. Papéis de estímulo à educação também estão previstos na nova medida.
De acordo com Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, o Tesouro Direto cresceu muito nos últimos anos. Mas, ainda assim, está longe de alcançar o seu potencial. Entenda mais sobre as novidades que visam alavancar a popularidade do programa.
Financiamento com Tesouro Direto
Entre as medidas tomadas, uma das mais chamativas é o poder de utilizar os títulos para financiamentos bancários, financiamento de automóveis e muitos outros benefícios. Assim, poderá ser usado como uma “moeda de troca”.
Segundo o secretário, faz-se necessário que as fintechs achem soluções onde os títulos do Tesouro Direto possam ser lastreados, no caso do financiamento. Além disso, é previsto que os ativos possam ser usados como caução para aluguéis.
Para alugar um imóvel, é necessário recorrer a um fiador ou, sob o mesmo ponto de vista, depositar alguns meses de aluguel de maneira antecipada. Em ambos os casos, esse é um valor que fica parado, por isso o projeto pretende atingir o uso dos títulos como caução.
Investimento na educação
Como o projeto Renda+ teve boa aceitação do público geral, está em estudo o lançamento de um título com foco no ciclo educacional, especialmente para o universitário.
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A ideia é que, mesmo aqueles que já estão com filhos no Ensino Médio, tenham a chance de economizar. Por isso, o papel deverá ter vencimento de três a 18 anos, voltado para pais que focam em pagar ao menos parte dos estudos dos filhos.
Em contrapartida aos títulos que tradicionalmente podem realizar pagamentos mensais, este conta com parcelas fixas num período de quatro a cinco anos, o tempo da faculdade. Mesmo que o jovem não frequente uma universidade, ainda poderá sacar o dinheiro.
Ceron comenta o trabalho feito em parceria com Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), onde estudos revelam que incentivos como esse ajudam o desempenho escolar. Somado a isso, colabora ainda com a diminuição na evasão escolar, visto que os estudantes enxergam uma oportunidade para o futuro.
Imagem: Number1411 / shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
