O salário do presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, pode passar de R$ 116 mil para R$ 167 mil, uma alta de 43,9%. Para que isso ocorra, no entanto, uma assembleia de acionistas da estatal será realizada nesta quinta-feira (27).
Novo aumento na Petrobras: presidente poderá ganhar R$ 167 mil
O valor proposto para o salário do presidente da Petrobras corresponde a 128 salários mínimos. Confira mais detalhes.
O reajuste, se aprovado, não atingiria apenas o presidente, mas também diretores, que podem começar a receber uma remuneração de R$ 159 mil. Ou seja, eles ganhariam R$ 48 mil a mais do que recebem atualmente (R$ 111 mil).
A proposta é aumentar o salário dos administradores da Petrobras pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado de 2013 a 2022. Aliás, esse reajuste já havia sido aprovado em março pelo Conselho de Administração, com sete conselheiros votando a favor, contra quatro abstenções.
Diretoria executiva da Petrobras recebe outros benefícios
Atualmente, a diretoria executiva da Petrobras é composta pelo presidente e por outros oito diretores. Além da remuneração mensal, os executivos do alto escalão recebem bônus de férias, gratificação de Natal, auxílio-moradia, plano de saúde, entre outros.
Há ainda o recebimento de uma remuneração variável paga anualmente. O valor dessa gratificação gira em torno de dez salários e depende do resultado da estatal e de métricas serem alcançadas. Todavia, o montante liberado entre os executivos pode variar.
No ranking das 10 maiores remunerações de presidentes de estatais do país, a Petrobras ocupa o primeiro lugar. Na sequência aparecem a Transpetro e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com R$ 101 mil e R$ 80 mil, respectivamente.
Petroleiros criticam reajuste
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O reajuste na remuneração dos administradores da Petrobras é criticado pelos petroleiros. Inclusive, eles reclamam da falta de aumento da categoria. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o ganho real não ocorre desde 2016.
A correção monetária dos salários da categoria foi 74,8% de 2013 a 2022, bem diferente da alta de 182,2% nas remunerações dos diretores da empresa. Ao UOL, Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, disse ser inadmissível que seja votada uma proposta de aumento em um período de fome no país, alta na taxa de desemprego e petroleiros sem ganho real.
Imagem: Donatas Dabravolskas / shutterstock.com
