O Novo Ensino Médio é uma questão que divide as opiniões. Em vigor desde o ano passado, conta com mudanças na grade curricular e na oferta de disciplinas optativas.
Novo Ensino Médio divide opiniões; entenda como funciona
O Novo Ensino Médio divide opiniões. Saiba como ele funciona e confira pontos negativos e pontos positivos do modelo.
Apesar das mudanças, uma pesquisa do Senai e Sesi sobre essas mudanças apontaram que 55% da população brasileira sabem pouco ou nada do novo modelo. Apenas 15% sabem muito sobre o assunto.
Diante disso, há especialistas que destacam pontos positivos, mas o assunto não deixa de ser alvo de críticas por grupos que chegam a defender a revogação do modelo.
Como funciona o Novo Ensino Médio?
É preciso destacar que o modelo é obrigatório e deve ser seguido no ensino médio tanto em escolas públicas quanto nas particulares. Deste modo, desde o ano passado, disciplinas tradicionais – como Português, Matemática e Biologia – passaram a ser agrupadas em áreas do conhecimento.
Ou seja, as matérias de Biologia, Física e Química, por exemplo, agora levam o nome de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. Já as matérias de História, Geografia, Sociologia e Filosofia são as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
Em Linguagens e suas Tecnologias encontram-se disciplinas como Língua Portuguesa, Língua Estrangeira, Artes e Educação Física. Matemática possui uma área própria: Matemática e suas Tecnologias.
Assim, os estudantes podem montar o próprio ensino médio, escolhendo as áreas que querem se aprofundar. Portanto, o objetivo é que nos 3 anos de estudo a difusão seja assim:
- Uma parte fixa, focada nos conhecimentos básicos de cada disciplina;
- Uma segunda parte focada nos interesses pessoais e profissionais do aluno.
Ou seja, enquanto o modelo de ensino anterior tinha como objetivo preparar os estudantes para o ensino superior, a ideia agora é garantir uma formação com foco no mercado de trabalho.
Opiniões sobre o assunto
Dividindo opiniões, quem não aprova o Novo Ensino Médio alega que as escolas públicas não têm a infraestrutura necessária para manter a modalidade. Isso porque os alunos escolhem as aulas que querem cursar, o que pode dividir os alunos em salas diferentes no mesmo horário.
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Ou seja, o que antes era uma turma grande se divide em dois grupos menores, exigindo duas salas de aula disponíveis no mesmo horário. As escolas públicas brasileiras, em sua grande maioria, não possuem espaço físico para isso.
Além disso, o aumento da carga horária também é pouco atraente para os alunos que trabalham. Outro ponto criticado é que os estudantes mais pobres podem acabar desestimulados por cursarem o ensino superior, visto que o Novo Ensino Médio foca no ingresso no mercado de trabalho.
Contudo, há quem diga que um dia letivo de 7 horas pode ser uma vantagem do ensino, visto que os alunos ficarão mais tempo do dia focados nos estudos. A formação em ao menos um curso técnico também é outro ponto positivo abordado.
Por fim, as disciplinas optativas, de acordo com os defensores do modelo, podem ser uma etapa bastante atrativa para os alunos. Dessa forma, a evasão escolar pode diminuir.
Imagem: Razen Zigic / Shutterstock
