Em nova ação, cibercriminosos fazem uso de vírus para aplicar golpes do Pix. O malware é capaz de invadir o aparelho do usuário e interferir em suas transações bancárias alterando valores e destinatários.
Nas últimas semanas têm crescido os números de relatos semelhantes quanto à ação dos golpistas. Siga na leitura e entenda a situação.
Golpe do Pix usa vírus que invade dispositivos
O malware foi descoberto no fim de 2022, pela empresa de cibersegurança ThreatFabric. O vírus em questão é o BrasDex, capaz de invadir silenciosamente o sistema dos dispositivos de usuários enquanto acessam suas contas bancárias para realizar transações.
A ação do golpe do Pix identificada pela ThreatFabric já teria atingido pelo menos 10 instituições financeiras brasileiras conhecidas do público como: Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Inter, Itaú e Nubank foram alvos dos golpistas.
De acordo com a empresa de segurança digital AllowMe, mais de mil golpes do Pix com o vírus BrasDex já foram registrados. Além do prejuízo financeiro, as vítimas ainda têm seus dados sensíveis na mão de cibercriminosos que podem fazer uso das informações em novas ações.
Entenda a ação dos golpistas
O golpe do Pix funciona de maneira que o vírus BrasDex se instala no smartphone do usuário, realizando a pesca de seus dados, técnica dos golpistas conhecida como “phishing”. O contato inicial é feito por meio de mensagens que contam com links que dão abertura para que o malware se instale no aparelho.
“Quando o correntista programa uma transação via PIX, direcionando-a para um de seus contatos, uma nova tela parece carregar, mas trata-se, na verdade, de uma máscara branca, atrás da qual o criminoso está alterando valores e destinatários. Em seguida, o usuário é instado a confirmar a transação, digitando sua senha. Só quando realizada a transferência e emitido o comprovante é que ele se dá conta de que o dinheiro foi para outra pessoa, geralmente um laranja cooptado pela quadrilha”, destaca o líder de Professional Services da AllowMe, Fernando Guariento.
Por essa razão, cabe reforçar uma indicação já conhecida, mas que segue sendo a melhor forma de se proteger do golpe do Pix e ações similares de cibercriminosos: a desconfiança de mensagens suspeitas. O envio de mensagens contendo links – referentes a promoções e condições especiais que demandam o fornecimento de dados sensíveis sem ter partido de canais oficiais das instituições e marcas – possui grande possibilidade de ser golpe.
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