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Novo golpe do Pix: golpistas utilizam vírus para roubar

O malware é capaz de interferir em transações bancárias mudando valores e destinatários.

Avatar de Hannah Aragão Hannah Aragão · · 2 min de leitura
Imagem focada na mão de uma pessoa tocando celular que mostra logo do Pix em ambiente escuro

Em nova ação, cibercriminosos fazem uso de vírus para aplicar golpes do Pix. O malware é capaz de invadir o aparelho do usuário e interferir em suas transações bancárias alterando valores e destinatários.

Nas últimas semanas têm crescido os números de relatos semelhantes quanto à ação dos golpistas. Siga na leitura e entenda a situação.

Golpe do Pix usa vírus que invade dispositivos

O malware foi descoberto no fim de 2022, pela empresa de cibersegurança ThreatFabric. O vírus em questão é o BrasDex, capaz de invadir silenciosamente o sistema dos dispositivos de usuários enquanto acessam suas contas bancárias para realizar transações.

A ação do golpe do Pix identificada pela ThreatFabric já teria atingido pelo menos 10 instituições financeiras brasileiras conhecidas do público como: Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Inter, Itaú e Nubank foram alvos dos golpistas.

De acordo com a empresa de segurança digital AllowMe, mais de mil golpes do Pix com o vírus BrasDex já foram registrados. Além do prejuízo financeiro, as vítimas ainda têm seus dados sensíveis na mão de cibercriminosos que podem fazer uso das informações em novas ações.

Entenda a ação dos golpistas

O golpe do Pix funciona de maneira que o vírus BrasDex se instala no smartphone do usuário, realizando a pesca de seus dados, técnica dos golpistas conhecida como “phishing”. O contato inicial é feito por meio de mensagens que contam com links que dão abertura para que o malware se instale no aparelho.

“Quando o correntista programa uma transação via PIX, direcionando-a para um de seus contatos, uma nova tela parece carregar, mas trata-se, na verdade, de uma máscara branca, atrás da qual o criminoso está alterando valores e destinatários. Em seguida, o usuário é instado a confirmar a transação, digitando sua senha. Só quando realizada a transferência e emitido o comprovante é que ele se dá conta de que o dinheiro foi para outra pessoa, geralmente um laranja cooptado pela quadrilha”, destaca o líder de Professional Services da AllowMe, Fernando Guariento.

Por essa razão, cabe reforçar uma indicação já conhecida, mas que segue sendo a melhor forma de se proteger do golpe do Pix e ações similares de cibercriminosos: a desconfiança de mensagens suspeitas. O envio de mensagens contendo links – referentes a promoções e condições especiais que demandam o fornecimento de dados sensíveis sem ter partido de canais oficiais das instituições e marcas – possui grande possibilidade de ser golpe.

Imagem: rafapress/shutterstock.com

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