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Novo imposto pode elevar preço dos carros e dificultar renovação da frota, segundo Anfavea

Reforma tributária propõe taxar carros elétricos e híbridos no "imposto do pecado". Indústria automotiva critica medida.

Avatar de Bruna Machado Bruna Machado · · 2 min de leitura
Carros estacionados e enfileirados

A proposta de reforma tributária brasileira, que visa implementar o chamado “imposto do pecado” sobre produtos que causam impactos negativos à saúde e ao meio ambiente, gerou polêmica no setor automotivo.

A inclusão de carros elétricos e híbridos na lista de itens a serem taxados preocupa especialistas e entidades do ramo, que temem um retrocesso na busca por um futuro mais sustentável.

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Imposto sobre carros elétricos e híbridos

Carros estacionados e enfileirados
imagem: Virrage Images / shutterstock.com

Um dos pontos mais controversos da proposta é a taxação de carros elétricos e híbridos, considerados alternativas mais limpas e ambientalmente amigáveis em comparação aos veículos movidos a combustíveis fósseis.

A justificativa para a inclusão desses veículos no “imposto do pecado” seria a emissão de poluentes durante a fabricação e o descarte das baterias.

Críticas do setor automotivo

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) se manifestou contra a medida, argumentando que ela vai na contramão dos esforços para reduzir a emissão de gases poluentes e combater as mudanças climáticas.

A entidade destaca que a taxação pode desestimular a compra de carros elétricos e híbridos, atrasando a renovação da frota brasileira e prejudicando o meio ambiente no longo prazo.

Impacto do novo imposto na renovação da frota

Outro ponto de preocupação é o impacto da medida na renovação da frota brasileira, que possui uma das médias de idade dos veículos mais altas do mundo.

A taxação de carros elétricos e híbridos pode tornar esses modelos ainda mais inacessíveis para a população, incentivando a manutenção de carros antigos e mais poluentes em circulação.

Além disso, potencialmente impactará negativamente um setor que emprega 1,2 milhão de pessoas, aumentando os custos de veículos essenciais como ambulâncias e vans escolares.

Desestímulo ao Proconve

A Anfavea também alerta para o desestímulo que a medida pode causar ao Proconve, programa criado em 1986 para reduzir as emissões de poluentes em veículos automotores.

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A taxação de carros elétricos e híbridos, mesmo que menos poluentes, pode levar a um retrocesso nos avanços conquistados pelo programa ao longo dos anos.

imagem: Virrage Images / shutterstock.com

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