A proposta de reforma tributária brasileira, que visa implementar o chamado “imposto do pecado” sobre produtos que causam impactos negativos à saúde e ao meio ambiente, gerou polêmica no setor automotivo.
Novo imposto pode elevar preço dos carros e dificultar renovação da frota, segundo Anfavea
Reforma tributária propõe taxar carros elétricos e híbridos no "imposto do pecado". Indústria automotiva critica medida.
A inclusão de carros elétricos e híbridos na lista de itens a serem taxados preocupa especialistas e entidades do ramo, que temem um retrocesso na busca por um futuro mais sustentável.
Leia mais:
Imposto sobre carros elétricos e híbridos

Um dos pontos mais controversos da proposta é a taxação de carros elétricos e híbridos, considerados alternativas mais limpas e ambientalmente amigáveis em comparação aos veículos movidos a combustíveis fósseis.
A justificativa para a inclusão desses veículos no “imposto do pecado” seria a emissão de poluentes durante a fabricação e o descarte das baterias.
Críticas do setor automotivo
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) se manifestou contra a medida, argumentando que ela vai na contramão dos esforços para reduzir a emissão de gases poluentes e combater as mudanças climáticas.
A entidade destaca que a taxação pode desestimular a compra de carros elétricos e híbridos, atrasando a renovação da frota brasileira e prejudicando o meio ambiente no longo prazo.
Impacto do novo imposto na renovação da frota
Outro ponto de preocupação é o impacto da medida na renovação da frota brasileira, que possui uma das médias de idade dos veículos mais altas do mundo.
A taxação de carros elétricos e híbridos pode tornar esses modelos ainda mais inacessíveis para a população, incentivando a manutenção de carros antigos e mais poluentes em circulação.
Além disso, potencialmente impactará negativamente um setor que emprega 1,2 milhão de pessoas, aumentando os custos de veículos essenciais como ambulâncias e vans escolares.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Desestímulo ao Proconve
A Anfavea também alerta para o desestímulo que a medida pode causar ao Proconve, programa criado em 1986 para reduzir as emissões de poluentes em veículos automotores.
Veja também:
Em 2023, quase 10 milhões de brasileiros saíram da condição de extrema pobreza
A taxação de carros elétricos e híbridos, mesmo que menos poluentes, pode levar a um retrocesso nos avanços conquistados pelo programa ao longo dos anos.
imagem: Virrage Images / shutterstock.com
Pode ser do seu interesse:
