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iPhones sob ataque: novo malware pode desviar criptomoedas de usuários

Descoberto no fim de 2024, o malware SparkCat afeta iPhones, roubando senhas de carteiras de criptomoedas. Veja como se proteger.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
iPhone

Um novo tipo de malware voltado para dispositivos iOS, sistema de iPhone, está sendo usado para roubar criptomoedas de usuários desprevenidos. Batizado de SparkCat, o software malicioso foi identificado pela empresa de segurança cibernética Kaspersky no final de 2024 e já está comprometendo a segurança de diversos usuários ao redor do mundo.

O que torna essa ameaça ainda mais preocupante é que o código malicioso foi encontrado dentro de aplicativos disponíveis na App Store, a loja oficial da Apple, levantando dúvidas sobre os protocolos de segurança adotados pela gigante da tecnologia.

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Como funciona o malware SparkCat?

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Imagem: Brian A Jackson / Shutterstock.com

O SparkCat se aproveita das permissões concedidas pelos usuários dentro de aplicativos aparentemente inofensivos. O golpe começa com um pedido de acesso à galeria de fotos do iPhone dentro de aplicativos infectados. Uma vez que a permissão é concedida, o malware utiliza tecnologia de reconhecimento de imagem para buscar capturas de tela que contenham senhas de carteiras de criptomoedas ou frases de recuperação.

Após encontrar essas imagens, o software envia os dados para criminosos cibernéticos, que podem acessar as carteiras digitais e desviar os fundos dos usuários sem que eles percebam.

Esse tipo de ataque reforça a importância de boas práticas de segurança digital, como evitar armazenar informações sensíveis por meio de capturas de tela e utilizar autenticação em duas etapas sempre que possível.

Aplicativos infectados ainda estão disponíveis na App Store

De acordo com a Kaspersky, o SparkCat foi detectado em três aplicativos disponíveis na App Store:

  • WeTink (aplicativo de bate-papo por inteligência artificial)
  • AnyGPT (outro app de chatbot de IA)
  • ComeCome (aplicativo de entrega de comida)

Esses aplicativos ainda estão disponíveis para download, o que significa que milhares de usuários podem estar correndo risco. A empresa de segurança investiga se a presença do malware nesses apps foi resultado de um ataque de terceiros ou uma ação deliberada dos desenvolvedores.

A Apple, até o momento, não se pronunciou sobre o caso, o que aumenta a apreensão dos usuários em relação à segurança dos dispositivos iOS.

O impacto na segurança da App Store

Historicamente, a App Store é considerada um ambiente seguro, já que a Apple mantém um rigoroso controle sobre os aplicativos disponibilizados em sua plataforma. No entanto, a descoberta do SparkCat levanta questionamentos sobre a eficácia desses protocolos.

Se apps comprometidos conseguem passar pelas barreiras da Apple, significa que novas ameaças podem estar à espreita, prontas para explorar vulnerabilidades em dispositivos iOS. Esse caso pode pressionar a empresa a revisar seus processos de verificação e a adotar medidas mais rigorosas para proteger seus usuários.

Como se proteger contra esse tipo de ameaça?

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Imagem: fadfebrian/ Freepik

Diante da crescente sofisticação dos ataques cibernéticos, é essencial que os usuários adotem precauções para proteger suas informações e seus ativos digitais. Algumas recomendações incluem:

1. Evite conceder acesso irrestrito a aplicativos desconhecidos

  • Sempre desconfie de aplicativos que solicitam permissão para acessar fotos, contatos ou dados sensíveis sem uma justificativa clara.
  • Antes de conceder qualquer permissão, avalie se ela é realmente necessária para o funcionamento do app.

2. Não armazene senhas ou frases de recuperação em capturas de tela

  • Evite salvar informações críticas em imagens, já que elas podem ser facilmente acessadas por malware como o SparkCat.
  • Prefira armazenar senhas de forma segura, utilizando gerenciadores de senhas confiáveis.

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3. Utilize autenticação em dois fatores (2FA)

  • Habilitar a autenticação em duas etapas adiciona uma camada extra de segurança às carteiras de criptomoedas e outras contas importantes.
  • Utilize apps autenticadores, como Google Authenticator ou Authy, em vez de códigos via SMS.

4. Atualize seus aplicativos e sistema operacional regularmente

  • Manter o iOS e os aplicativos sempre atualizados ajuda a reduzir vulnerabilidades exploradas por hackers.
  • Evite instalar apps de fontes não verificadas.

5. Fique atento a movimentações suspeitas em suas contas

  • Verifique regularmente suas carteiras de criptomoedas para identificar qualquer transação não autorizada.
  • Caso perceba algo estranho, altere imediatamente suas credenciais e consulte especialistas em segurança digital.

O que esperar daqui para frente?

Com a popularização das criptomoedas e o aumento dos ataques cibernéticos, é provável que novos malwares sofisticados continuem surgindo. A descoberta do SparkCat reforça a necessidade de medidas preventivas e de um maior comprometimento das empresas de tecnologia com a segurança de seus usuários.

A expectativa é que a Apple tome providências para remover os aplicativos infectados e adote protocolos mais rígidos para evitar que malwares semelhantes comprometam seus dispositivos no futuro.

Enquanto isso, cabe aos usuários redobrar a atenção e seguir boas práticas de segurança digital para minimizar os riscos de ataques e prejuízos financeiros.

Imagem: Yasu31 / shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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