O senador Jean Paul Prates foi indicado à presidência da Petrobras na última quinta-feira (29), além de Advogado, ele também é economista mestre em Planejamento Energético e Economia do Petróleo, tendo por consequência, experiência no setor.
Novo presidente da Petrobras já foi a favor da privatização de estatais
Conheço um pouco sobre a trajetória política do indicado à presidencia da Petrobras, o senador Jean Paul Prates.
Para que Prates assuma a presidência da Petrobras, será necessário que o governador eleito de São Paulo, Caio Paes Andrade, atual presidente da petroleira, renuncie ao seu cargo. Além disso, o conselho de administração, que atualmente é de caráter bolsonarista, precisa aprovar a nova gestão.
Lei do Monopólio da Petrobras
Em algum momento da história, o futuro presidente da Petrobras não concordava com as ideias petistas sobre a regularização do setor petroleiro no Brasil e já chegou a se opor ao PT quando concordou com a lei de fim ao monopólio da Petrobras.
Algumas atitudes do indicado de Lula já resultaram até mesmo em uma exploração de reservas brasileiras, por parte de petroleiras internacionais. Tempos depois, o senador posicionou-se contra a venda de ativos da Petrobrás.
Venda de ativos da estatal
Prastes foi líder de um movimento do Congresso que se opunha à venda de ativos da Petrobras. Em seu argumento, ele dizia que a gestão de Bolsonaro usaria subterfúgios para que a empresa entrasse em declínio sem a necessidade de autorização do congresso.
Ele explicou que isso seria diferente da empresa realizar uma venda e se arrepender, indicando que a ação representava que estavam abrindo mão do mercado petroleiro. Por fim, o senador comentou que essa parte competitiva do mercado deve ser um assunto pensado pelo governo, e não pela própria empresa estatal.
A equipe da futura gestão já afirmou que as refinarias não serão vendidas, e que além disso, haverá um incentivo para que a capacidade produtiva de combustível no Brasil seja maior.
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já no início de seu terceiro mandato como chefe de Estado, enfrentará um grande impasse. Trata-se da redução das taxas de juros sobre os preços do diesel, etanol, gasolina e gás de cozinha.
A medida provisória adotada pela gestão de Jair Messias Bolsonaro (PL) tem prazo de validade até o último dia de 2022 e com isso, a futura equipe de Lula vai enfrentar uma crise de inflação.
Crise inflacionária em 2023
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Diante dos altos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, Bolsonaro, através de uma medida provisória com prazo de validade até 31 de dezembro, conseguiu com que o preço dos impostos sobre essas mercadorias fossem reduzidas. Por isso os valores abaixaram e se mantiveram estáveis até então.
Contudo, como explicado, essa medida vai até o fim deste ano, portanto, se a medida não for prolongada, a Petrobras pode passar por uma crise inflacionário logo no início de 2023.
Em sua conta do Twitter, o futuro presidente da Petrobras mostrou seu agaradecimento diante da escolha de Lula e nos comentários do tweet explicou alguns de seus objetivos. Confira:
Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock.com
