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Novo presidente da Petrobras já foi a favor da privatização de estatais

Conheço um pouco sobre a trajetória política do indicado à presidencia da Petrobras, o senador Jean Paul Prates.

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Petrobras

O senador Jean Paul Prates foi indicado à presidência da Petrobras na última quinta-feira (29), além de Advogado, ele também é economista mestre em Planejamento Energético e Economia do Petróleo, tendo por consequência, experiência no setor.

Para que Prates assuma a presidência da Petrobras, será necessário que o governador eleito de São Paulo, Caio Paes Andrade, atual presidente da petroleira, renuncie ao seu cargo. Além disso, o conselho de administração, que atualmente é de caráter bolsonarista, precisa aprovar a nova gestão. 

Lei do Monopólio da Petrobras

Em algum momento da história, o futuro presidente da Petrobras não concordava com as ideias petistas sobre a regularização do setor petroleiro no Brasil e já chegou a se opor ao PT quando concordou com a lei de fim ao monopólio da Petrobras. 

Algumas atitudes do indicado de Lula já resultaram até mesmo em uma exploração de reservas brasileiras, por parte de petroleiras internacionais. Tempos depois, o senador posicionou-se contra a venda de ativos da Petrobrás.

Venda de ativos da estatal

Prastes foi líder de um movimento do Congresso que se opunha à venda de ativos da Petrobras. Em seu argumento, ele dizia que a gestão de Bolsonaro usaria subterfúgios para que a empresa entrasse em declínio sem a necessidade de autorização do congresso. 

Ele explicou que isso seria diferente da empresa realizar uma venda e se arrepender, indicando que a ação representava que estavam abrindo mão do mercado petroleiro. Por fim, o senador comentou que essa parte competitiva do mercado deve ser um assunto pensado pelo governo, e não pela própria empresa estatal. 

A equipe da futura gestão já afirmou que as refinarias não serão vendidas, e que além disso, haverá um incentivo para que a capacidade produtiva de combustível no Brasil seja maior. 

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já no início de seu terceiro mandato como chefe de Estado, enfrentará um grande impasse. Trata-se da redução das taxas de juros sobre os preços do diesel, etanol, gasolina e gás de cozinha. 

A medida provisória adotada pela gestão de Jair Messias Bolsonaro (PL) tem prazo de validade até o último dia de 2022 e com isso, a futura equipe de Lula vai enfrentar uma crise de inflação. 

Crise inflacionária em 2023

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Diante dos altos preços dos combustíveis e do gás de cozinha, Bolsonaro, através de uma medida provisória com prazo de validade até 31 de dezembro, conseguiu com que o preço dos impostos sobre essas mercadorias fossem reduzidas. Por isso os valores abaixaram e se mantiveram estáveis até então.

Contudo, como explicado, essa medida vai até o fim deste ano, portanto, se a medida não for prolongada, a Petrobras pode passar por uma crise inflacionário logo no início de 2023.

Em sua conta do Twitter, o futuro presidente da Petrobras mostrou seu agaradecimento diante da escolha de Lula e nos comentários do tweet explicou alguns de seus objetivos. Confira:

Imagem: Alf Ribeiro / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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