Entrou em vigor nesta terça-feira (1º) o novo salário mínimo do estado de São Paulo, que foi reajustado para R$ 1.804. A medida sancionada no início de junho representa um aumento significativo de R$ 286 em relação ao salário mínimo nacional, atualmente fixado em R$ 1.518 — uma diferença percentual de 18,8%.
O reajuste tem como objetivo beneficiar especificamente trabalhadores de categorias que não possuem piso salarial definido por convenção ou acordo coletivo, garantindo um patamar mínimo mais justo para diversas profissões no estado.
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Quem recebe o novo piso estadual de São Paulo?

O novo salário mínimo estadual será aplicado a 76 categorias profissionais que não contam com pisos salariais negociados diretamente por meio de convenções ou acordos coletivos. Entre as principais profissões beneficiadas estão trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos e pessoas com deficiência, serventes, trabalhadores agropecuários, pescadores e mensageiros.
Lista completa das categorias beneficiadas
- Trabalhadores domésticos
- Cuidadores de idosos
- Cuidadores de pessoas com deficiência
- Serventes
- Trabalhadores agropecuários e florestais
- Pescadores
- Contínuos
- Mensageiros
- Trabalhadores de serviços de limpeza e conservação
- Trabalhadores de manutenção de áreas verdes e logradouros públicos
- Auxiliares de serviços gerais de escritório
- Empregados não especializados do comércio, indústria e serviços administrativos
- Cumins, barboys e lavadeiros
- Ascensoristas
- Motoboys
- Trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias
- Trabalhadores não especializados de minas e pedreiras
- Operadores de máquinas agrícolas, florestais, da construção civil e de mineração
- Classificadores de correspondência e carteiros
- Tintureiros
- Barbeiros, cabeleireiros, manicures e pedicures
- Dedetizadores
- Vendedores
- Trabalhadores de costura e estofadores
- Pedreiros
- Trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas
- Trabalhadores na fabricação e confecção de papel e papelão
- Trabalhadores de proteção e segurança pessoal e patrimonial
- Trabalhadores de turismo e hospedagem
- Garçons, cobradores de transportes coletivos e barmen
- Pintores, encanadores, soldadores, chapeadores, montadores de estruturas metálicas, vidreiros, ceramistas, fiandeiros, tecelões e tingidores
- Trabalhadores de curtimento
- Joalheiros e ourives
- Operadores de máquinas de escritório, datilógrafos, digitadores, telefonistas, operadores de telemarketing
- Atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros
- Trabalhadores de redes de energia e telecomunicações
- Mestres, contramestres, marceneiros e trabalhadores em usinagem de metais
- Ajustadores mecânicos, montadores de máquinas e operadores de instalações químicas
- Supervisores de produção e manutenção industrial
- Administradores agropecuários e florestais
- Trabalhadores de serviços de higiene e saúde
- Chefes de serviços de transportes e comunicações
- Supervisores de compras e vendas
- Agentes técnicos em vendas e representantes comerciais
- Operadores de estações de rádio e televisão, equipamentos de sonorização e projeção cinematográfica
Como foi aprovado o novo piso salarial estadual?
O reajuste do salário mínimo estadual foi aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) no dia 13 de maio, durante duas sessões extraordinárias. O projeto inicial contemplava diversas categorias, mas a inclusão dos cuidadores de pessoas com deficiência foi feita por meio de uma emenda proposta pela deputada estadual Andréa Werner (PSB), que preside a Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Alesp.
Essa inclusão reforça o compromisso do estado com a valorização de profissionais que prestam cuidados essenciais a grupos vulneráveis da sociedade.
Diferenças entre o piso estadual e o salário mínimo nacional

A partir de 1º de julho de 2025, o piso salarial paulista passa a ser R$ 286 superior ao salário mínimo nacional, que atualmente está fixado em R$ 1.518. Essa diferença de 18,8% demonstra uma política estadual de valorização do trabalho local, buscando garantir maior poder de compra e melhores condições para trabalhadores que, em geral, atuam em funções essenciais, porém de baixa remuneração.
Importância do piso salarial estadual
Diferentemente do salário mínimo nacional, que é uma referência para todo o país, o piso estadual pode ser ajustado conforme as condições econômicas e sociais de cada estado. São Paulo, por sua economia mais robusta, tem adotado pisos superiores para garantir a sobrevivência digna dos trabalhadores que não possuem salários definidos por acordos coletivos.
Impactos sociais e econômicos do novo salário mínimo
O aumento do piso salarial para R$ 1.804 tem impactos diretos na vida de milhares de trabalhadores e também na economia local.
Para os trabalhadores
Os profissionais beneficiados terão aumento significativo em sua remuneração, o que representa melhoria no padrão de vida, maior acesso a bens e serviços e redução da desigualdade social. O reajuste é especialmente importante para categorias vulneráveis, como cuidadores e trabalhadores domésticos, cuja remuneração tradicionalmente é baixa.
Para o setor empresarial
Embora o aumento represente um custo maior para empregadores, especialmente micro e pequenos empresários, o reajuste pode contribuir para maior dinamismo econômico, pois os trabalhadores com mais poder de compra tendem a consumir mais, estimulando a economia local.
Para o governo estadual
O reajuste do piso salarial também implica ajustes nas políticas públicas de fiscalização e proteção dos direitos trabalhistas, garantindo que o novo valor seja efetivamente pago e respeitado nas relações de trabalho.
Perspectivas futuras para o salário mínimo em São Paulo

O novo piso salarial é resultado de um processo que envolve diálogo entre o governo, trabalhadores e empregadores. Para os próximos anos, a tendência é que o estado continue revisando o valor do salário mínimo de acordo com a inflação, custo de vida e negociações políticas.
Além disso, há expectativa de ampliar o número de categorias beneficiadas, especialmente com foco em inclusão social e valorização de profissões menos reconhecidas.
Conclusão
O reajuste do salário mínimo estadual para R$ 1.804 representa uma conquista importante para trabalhadores de diversas categorias em São Paulo, sobretudo para aqueles sem pisos salariais fixados por negociação coletiva. A diferença de 18,8% em relação ao salário mínimo nacional mostra a preocupação do estado em garantir remuneração mais digna e justa, acompanhando as necessidades econômicas locais.
A inclusão de cuidadores de pessoas com deficiência demonstra avanço na valorização de profissões que prestam serviços essenciais à população. Cabe agora à fiscalização garantir o cumprimento do novo piso e ao governo a manutenção de políticas que protejam os direitos trabalhistas.
