O Banco Central (BC) anunciou uma atualização no Mecanismo Especial de Devolução (MED) para ampliar a proteção contra golpes no sistema de pagamentos do Pix. A partir de novembro de 2025, bancos e instituições financeiras passarão a contar com novas funcionalidades que prometem rastrear o caminho do dinheiro de forma mais detalhada, aumentando as chances de recuperação dos valores.
Novo sistema de devolução de Pix: veja como pedir o dinheiro de volta em caso de golpe
Banco Central amplia rastreamento no Pix. Novo sistema promete devolução em até 11 dias após contestação de fraude.
A medida busca reduzir o impacto dos crimes digitais, que ganharam força com a popularização do Pix. Segundo o BC, as alterações permitirão que a devolução ocorra em até 11 dias após a contestação do usuário.
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O que muda no sistema de devolução de Pix

Até agora, a devolução de recursos só acontecia a partir da conta usada inicialmente na fraude. O problema é que os criminosos agem rapidamente, transferindo os valores para outras contas ou sacando em espécie, dificultando o bloqueio.
Com o novo modelo, o MED terá a função de rastrear todas as movimentações feitas a partir da transação suspeita. Isso significa que, mesmo que o dinheiro seja enviado a várias contas, o sistema poderá identificar o caminho e aplicar bloqueios sucessivos.
Prazo para implantação
- 23 de novembro de 2025: as instituições poderão adotar a nova ferramenta.
- 2 de fevereiro de 2026: o uso passa a ser obrigatório para todos os bancos e fintechs participantes do Pix.
Essa etapa de transição permitirá que as instituições testem os novos fluxos antes da obrigatoriedade.
Como pedir o dinheiro de volta
O consumidor continua sendo peça-chave no processo. Para tentar reaver os valores, a vítima deve registrar um pedido de devolução junto à sua instituição financeira. O prazo máximo para a solicitação é de 80 dias após a transação.
Passo a passo para solicitar devolução
- Abra a contestação no aplicativo do banco ou instituição.
- A instituição avalia o caso e, se considerar suspeita de fraude, os valores do recebedor ficam bloqueados.
- O processo é analisado em até sete dias. Se não for fraude, o dinheiro é liberado para o recebedor. Se for, a vítima recebe o valor de volta em até 96 horas.
- Devoluções parciais podem ocorrer quando não há saldo integral na conta do fraudador. Nesse caso, o banco do golpista deverá realizar múltiplos bloqueios por até 90 dias após a transação original.
Esse mecanismo busca aumentar a chance de recuperação dos valores, mesmo que o criminoso continue movimentando a conta após o golpe.
Autoatendimento a partir de outubro

Outra novidade anunciada pelo BC é o autoatendimento para vítimas de fraudes, disponível a partir de 1º de outubro de 2025. Com essa função, o cliente poderá contestar uma transação diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de falar com atendentes.
Além de abrir a contestação, será possível acompanhar em tempo real o status do pedido e verificar se os recursos já foram bloqueados ou devolvidos.
Vantagens do autoatendimento
- Mais agilidade no registro da ocorrência.
- Redução da burocracia no atendimento.
- Transparência sobre o andamento do pedido.
- Maior comodidade para o usuário lesado.
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Essa atualização foi pensada para tornar o processo mais rápido, já que o tempo é crucial em casos de fraude.
Segurança digital continua essencial
Apesar das mudanças no MED, o Banco Central reforça que a prevenção continua sendo a melhor estratégia contra golpes. Entre as principais recomendações estão:
- Evitar compartilhar dados pessoais em redes sociais e aplicativos de mensagens.
- Desconfiar de links suspeitos enviados por e-mail ou SMS.
- Ativar camadas extras de segurança no celular e no aplicativo do banco.
- Utilizar limites diários para transferências via Pix, como forma de minimizar perdas em caso de golpe.
O BC lembra que o Pix é seguro, mas que a ação criminosa se aproveita da distração ou da confiança das vítimas.
Impacto esperado no mercado financeiro
Especialistas acreditam que a atualização no MED pode reduzir a atratividade de golpes envolvendo Pix. Isso porque, com o rastreamento ampliado, o risco de recuperação dos valores aumenta significativamente.
Para os bancos, a mudança representa um avanço tecnológico, mas também um desafio operacional. Será necessário integrar sistemas internos e treinar equipes para lidar com o novo fluxo de devoluções.
Para os consumidores, a expectativa é de maior confiança no uso do Pix, que se consolidou como principal forma de pagamento entre brasileiros. Segundo dados do Banco Central, mais de 160 milhões de pessoas já utilizam a ferramenta.
Imagem: Freepik e Canva
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