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Novo sistema de devolução de Pix: veja como pedir o dinheiro de volta em caso de golpe

Banco Central amplia rastreamento no Pix. Novo sistema promete devolução em até 11 dias após contestação de fraude.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
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O Banco Central (BC) anunciou uma atualização no Mecanismo Especial de Devolução (MED) para ampliar a proteção contra golpes no sistema de pagamentos do Pix. A partir de novembro de 2025, bancos e instituições financeiras passarão a contar com novas funcionalidades que prometem rastrear o caminho do dinheiro de forma mais detalhada, aumentando as chances de recuperação dos valores.

A medida busca reduzir o impacto dos crimes digitais, que ganharam força com a popularização do Pix. Segundo o BC, as alterações permitirão que a devolução ocorra em até 11 dias após a contestação do usuário.

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O que muda no sistema de devolução de Pix

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Até agora, a devolução de recursos só acontecia a partir da conta usada inicialmente na fraude. O problema é que os criminosos agem rapidamente, transferindo os valores para outras contas ou sacando em espécie, dificultando o bloqueio.

Com o novo modelo, o MED terá a função de rastrear todas as movimentações feitas a partir da transação suspeita. Isso significa que, mesmo que o dinheiro seja enviado a várias contas, o sistema poderá identificar o caminho e aplicar bloqueios sucessivos.

Prazo para implantação

  • 23 de novembro de 2025: as instituições poderão adotar a nova ferramenta.
  • 2 de fevereiro de 2026: o uso passa a ser obrigatório para todos os bancos e fintechs participantes do Pix.

Essa etapa de transição permitirá que as instituições testem os novos fluxos antes da obrigatoriedade.

Como pedir o dinheiro de volta

O consumidor continua sendo peça-chave no processo. Para tentar reaver os valores, a vítima deve registrar um pedido de devolução junto à sua instituição financeira. O prazo máximo para a solicitação é de 80 dias após a transação.

Passo a passo para solicitar devolução

  1. Abra a contestação no aplicativo do banco ou instituição.
  2. A instituição avalia o caso e, se considerar suspeita de fraude, os valores do recebedor ficam bloqueados.
  3. O processo é analisado em até sete dias. Se não for fraude, o dinheiro é liberado para o recebedor. Se for, a vítima recebe o valor de volta em até 96 horas.
  4. Devoluções parciais podem ocorrer quando não há saldo integral na conta do fraudador. Nesse caso, o banco do golpista deverá realizar múltiplos bloqueios por até 90 dias após a transação original.

Esse mecanismo busca aumentar a chance de recuperação dos valores, mesmo que o criminoso continue movimentando a conta após o golpe.

Autoatendimento a partir de outubro

Pix devolução
Imagem: rafapress/shutterstock.com

Outra novidade anunciada pelo BC é o autoatendimento para vítimas de fraudes, disponível a partir de 1º de outubro de 2025. Com essa função, o cliente poderá contestar uma transação diretamente pelo aplicativo do banco, sem necessidade de falar com atendentes.

Além de abrir a contestação, será possível acompanhar em tempo real o status do pedido e verificar se os recursos já foram bloqueados ou devolvidos.

Vantagens do autoatendimento

  • Mais agilidade no registro da ocorrência.
  • Redução da burocracia no atendimento.
  • Transparência sobre o andamento do pedido.
  • Maior comodidade para o usuário lesado.

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Essa atualização foi pensada para tornar o processo mais rápido, já que o tempo é crucial em casos de fraude.

Segurança digital continua essencial

Apesar das mudanças no MED, o Banco Central reforça que a prevenção continua sendo a melhor estratégia contra golpes. Entre as principais recomendações estão:

  • Evitar compartilhar dados pessoais em redes sociais e aplicativos de mensagens.
  • Desconfiar de links suspeitos enviados por e-mail ou SMS.
  • Ativar camadas extras de segurança no celular e no aplicativo do banco.
  • Utilizar limites diários para transferências via Pix, como forma de minimizar perdas em caso de golpe.

O BC lembra que o Pix é seguro, mas que a ação criminosa se aproveita da distração ou da confiança das vítimas.

Impacto esperado no mercado financeiro

Especialistas acreditam que a atualização no MED pode reduzir a atratividade de golpes envolvendo Pix. Isso porque, com o rastreamento ampliado, o risco de recuperação dos valores aumenta significativamente.

Para os bancos, a mudança representa um avanço tecnológico, mas também um desafio operacional. Será necessário integrar sistemas internos e treinar equipes para lidar com o novo fluxo de devoluções.

Para os consumidores, a expectativa é de maior confiança no uso do Pix, que se consolidou como principal forma de pagamento entre brasileiros. Segundo dados do Banco Central, mais de 160 milhões de pessoas já utilizam a ferramenta.

Imagem: Freepik e Canva

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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