Este ano, ao que tudo indica, pode ser um dos piores da história quando o assunto é vazamento de dados de cidadãos brasileiros. Desta vez, cerca de 12 milhões de brasileiros tiveram suas informações disponibilizadas na internet.
Novo vazamento expõe dados de cartões de crédito de 12 milhões de pessoas
Cerca de 12 milhões de informações sensíveis sofreram vazamento por conta de algoritmos inseguros da empresa Eduzz. Entenda o caso.
Nos últimos sete dias, os dados – que vão desde CPF, CNPJ, números de celular a cartões de crédito – estão à venda num fórum ilegal. Este mesmo já foi o ambiente de venda de 223 milhões de informações sigilosas em janeiro.
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Entenda melhor os vazamentos
O hacker que diz deter esses dados afirma que todos foram coletadas no mês de fevereiro deste ano. Atualmente, tais dados custam US$ 50 mil (ou seja, algo em torno de R$ 285 mil), e contém: CPF, CNPJ, e-mail, número de telefone, senhas e números de cartões de crédito de 12.476.181 de contas.
De acordo com o Estadão, é possível ter acesso a uma prévia das informações no fórum ilegal, porém os dados não são exibidos por inteiro – o que pode significar que ele não os tenha ou possa ser uma forma de evitar que tudo seja divulgado.
Empresa Eduzz é a nova vítima dos vazamentos
O hacker diz que os dados, em sua grande parte, vem da Eduzz, uma empresa de venda de produtos digitais focados em médios e pequenos empreendedores. A Eduzz é responsável por gerir outros serviços que também sofreram exposição com o ataque. São eles: Alumy, Blinket, Nutror e Jobbz. Todas essas plataformas possuem um cadastro único e compartilhado entre si.
Em um comunicado aos clientes, a empresa diz que os dados supostamente vazados são referentes a uma parcela limitada de toda a base deles, e contêm informações como nome, CPF, telefone e endereço.
A Eduzz não confirma que todos os cartões foram vazados na internet, afinal, segundo ela, quem detém as informações são os parceiros, e eles não foram vítimas do golpe cibernético. Ela reitera também que parte das informações dos cartões de crédito ficam armazenadas na empresa, mas o CVV, por exemplo, não.
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O criminoso que colocou à venda as informações afirma que a Eduzz utiliza SHA1, um sistema de criptografia que se mostra inseguro e inviável há mais de 4 anos, por conseguir ser transposto facilmente.
Por fim, a empresa de produtos digitais diz que repudia este ato e reforça para os clientes trocarem as senhas. Ainda afirma que está trabalhando em conjunto com consultorias especializadas em segurança da informação e com times externos e internos para minimizar ao máximo os danos causados.
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Imagem: Ms. Li / Shutterstock.com
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