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Nubank atualiza taxas de criptoativos por causa do IOF; entenda o impacto

Nubank reajusta taxas de criptomoedas após alta do IOF. Entenda o impacto e veja alternativas. Leia agora!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
Berkshire hathaway se desfaz completamente das ações do nubank

O mercado de criptomoedas no Brasil enfrenta um novo desafio fiscal: a partir de 27 de maio de 2025, o Nubank reajustou suas taxas de compra e saque de ativos digitais em resposta à elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

A medida representa mais do que um simples ajuste tarifário — ela reflete as mudanças profundas nas diretrizes econômicas do Governo Federal.

Segundo a fintech, o aumento é resultado direto da nova incidência do IOF sobre operações de câmbio, que impacta todas as transações com conversão de reais para moedas estrangeiras, inclusive aquelas ligadas à negociação de criptoativos.

Leia mais:

Brasil em busca do equilíbrio regulatório: o futuro dos criptoativos entre inovação e segurança sistêmica

O que muda nas taxas do Nubank para criptoativos?

nubank bank
Imagem: Freepik e Canva

Reajustes nas operações de compra e saque

O Nubank comunicou aos clientes que as novas taxas já estão em vigor para todos os usuários do aplicativo. A alteração mais significativa está nas seguintes operações:

  • Compra de criptomoedas: taxa aumentou de 1,39% para 1,69%.
  • Saque de criptomoedas: passou de 0,99% para 1,29%.

Por que houve aumento?

A alíquota de 0,38% do IOF sobre operações de câmbio, anunciada em 22 de maio, afetou diretamente a estrutura de custos do Nubank.

Como a compra e venda de criptomoedas envolve câmbio internacional — com a conversão de reais para dólares ou outras moedas —, o imposto acaba sendo repassado ao consumidor.

O que é o IOF e por que ele foi alterado?

IOF como ferramenta de política fiscal

O IOF é um imposto federal que incide sobre operações financeiras como empréstimos, câmbio, seguros e investimentos.

Em 2025, o Governo Federal decidiu aumentar o IOF sobre operações de câmbio como parte de um plano emergencial para equilibrar o orçamento público e evitar um bloqueio de R$ 31,3 bilhões nas contas da União.

Objetivo da medida

A decisão política foi clara: preservar gastos sociais sem comprometer a arrecadação. Para isso, o governo optou por aumentar tributos em setores com maior liquidez e capacidade contributiva — como grandes empresas, planos de previdência e o setor de criptoativos.

Como o aumento do IOF afeta os usuários do Nubank?

Custos mais altos para pequenos investidores

A elevação das taxas representa um impacto direto para os usuários, especialmente aqueles que fazem pequenas operações com criptomoedas. A diferença de 0,30 pontos percentuais no custo de compra pode parecer pequena, mas se torna significativa ao longo do tempo ou em transações recorrentes.

Redução da competitividade

Com o aumento das taxas, o Nubank pode perder competitividade frente a outras exchanges e corretoras de criptomoedas, que operam com estruturas internacionais e, em muitos casos, conseguem diluir melhor os custos com IOF.

Estratégia do Nubank: repasse para manter sustentabilidade

Operação como corretora exige adaptação

O Nubank atua como uma corretora de criptoativos dentro do seu aplicativo, ou seja, precisa realizar operações de câmbio em segundo plano para adquirir os ativos digitais para os clientes. Com o IOF mais caro, manter as margens operacionais exige o repasse desse custo adicional.

Transparência com os clientes

A fintech informou os reajustes com antecedência e optou por manter os serviços ativos, reforçando seu compromisso com a continuidade da oferta de criptoativos — mesmo em um ambiente regulatório mais rígido.

Contexto do mercado de criptomoedas em 2025

Valorização do Bitcoin e alta volatilidade

O reajuste acontece em meio a uma forte valorização do Bitcoin, que em maio de 2025 chegou a US$ 109 mil. Isso torna as criptomoedas ainda mais atrativas para investidores, mas também mais sensíveis a aumentos de custos operacionais.

Reação do público e do mercado

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A resposta do mercado tem sido mista: enquanto alguns usuários criticam a medida, outros compreendem a necessidade de ajustes fiscais. No entanto, cresce o interesse por plataformas alternativas que ofereçam taxas mais competitivas ou operem em ambientes regulatórios distintos.

Alternativas ao Nubank para transações com criptomoedas

Exchanges internacionais

Plataformas como Binance, Kraken e Coinbase ainda mantêm taxas mais baixas em algumas modalidades, especialmente para usuários que operam diretamente com stablecoins ou stable pairs, o que reduz a incidência de IOF.

Corretoras nacionais com taxas fixas

Algumas corretoras brasileiras, como Mercado Bitcoin e Foxbit, oferecem estrutura de taxas mais estáveis ou planos diferenciados para grandes volumes, o que pode atrair usuários insatisfeitos com os reajustes do Nubank.

Riscos e tendências futuras no setor de criptoativos

Smartphone com o app do Nubank aberto e algumas moedas ao fundo
Imagem: Diego Thomazini / shutterstock.com

Regulação ainda é um desafio

O aumento do IOF sinaliza que o governo está atento ao setor de criptoativos, que historicamente operava em uma zona cinzenta da legislação fiscal. A tendência é de que novas regulações surjam, especialmente após o início da operação do Drex (real digital) pelo Banco Central.

Educação financeira é essencial

Com a crescente complexidade tributária, é fundamental que investidores estejam atentos às mudanças e busquem compreender como impostos e taxas afetam seus rendimentos reais em ativos digitais.

Conclusão: Nubank e os desafios da nova política fiscal

O aumento das taxas de criptomoedas no Nubank é reflexo direto de uma mudança estratégica na política econômica do país.

Embora a medida tenha sido recebida com críticas por parte dos investidores, ela também evidencia a maturação do setor de criptoativos no Brasil e sua crescente integração com o sistema financeiro tradicional.

Para os usuários, o momento é de atenção redobrada: comparar taxas, entender tributos e buscar plataformas mais alinhadas ao seu perfil de investimento pode fazer a diferença no rendimento final das operações.

Imagem: Freepik e Canva

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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