O cenário tributário brasileiro passou por mais um ajuste que afeta diretamente o bolso dos investidores de criptomoedas. A partir de hoje, 27 de maio de 2025, o Nubank, uma das maiores fintechs do país, implementou um aumento nas taxas cobradas por transações com ativos digitais. A decisão vem na esteira de uma mudança significativa na cobrança do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que agora também incide sobre operações de câmbio envolvidas na compra e venda de criptoativos.
Nubank aumenta taxas de compra e saque de criptomoedas devido ao IOF
Nubank reajusta taxas de compra e saque de criptomoedas após aumento do IOF. Veja o impacto para usuários.
O reajuste impacta especialmente os usuários do aplicativo do banco digital, que passaram a pagar taxas maiores tanto para adquirir quanto para sacar criptomoedas. A medida, segundo a própria empresa, reflete a necessidade de adaptação às novas exigências fiscais determinadas pelo Governo Federal.
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Reajuste de taxas atinge compras e saques de criptomoedas

A mudança foi comunicada oficialmente aos clientes por e-mail, em que o Nubank detalhou o novo modelo de cobrança. A taxa aplicada sobre compras de criptomoedas subiu de 1,39% para 1,69%. Já para os saques desses ativos, o valor passou de 0,99% para 1,29%.
De acordo com o banco, “O Governo Federal anunciou novas regras para o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que passam a valer a partir de 23 de maio de 2025. Te explicamos abaixo o que muda nos serviços oferecidos a pessoas físicas e jurídicas”.
A justificativa para o aumento está no novo percentual de 0,38% do IOF sobre operações de câmbio, anunciado pelo governo no dia 22 de maio de 2025. Essa alíquota impacta diretamente qualquer operação que envolva conversão de reais em moeda estrangeira, exatamente o que acontece na maioria das transações com criptomoedas processadas fora do Brasil.
Impacto fiscal: Governo mira arrecadação e combate a rombo orçamentário
O movimento do governo federal tem como pano de fundo um esforço para conter um possível bloqueio de R$ 31,3 bilhões no orçamento da União. O aumento do IOF atinge empresas, planos de previdência de alta renda e transações de câmbio, como uma forma de reforçar a arrecadação sem recorrer a cortes de despesas sociais.
Neste contexto, as fintechs e os usuários de ativos digitais foram diretamente afetados. O IOF, que por muito tempo teve uma alíquota simbólica em determinadas operações, ganha agora papel estratégico na política econômica do país, servindo como ferramenta de ajuste fiscal.
Estratégia do Nubank: repasse de custos e sustentabilidade do serviço
Para o Nubank, a decisão de repassar os custos ao consumidor final reflete uma necessidade de manter a operação sustentável. Ao operar como uma corretora de criptomoedas dentro de seu aplicativo, a empresa precisa realizar operações de câmbio que agora estão mais onerosas devido ao novo IOF.
Na prática, isso significa que a fintech repassa parte do custo tributário diretamente ao usuário, ajustando suas taxas de compra e saque de criptos. A medida é especialmente sensível em um momento de grande valorização no mercado cripto, com o Bitcoin cotado a cerca de US$ 109 mil, o que já gera um ambiente de alta volatilidade e especulação.
Reações do mercado e alternativas para os investidores
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Com os novos custos operacionais, muitos investidores poderão repensar a forma como negociam criptomoedas. A elevação das taxas pode tornar o Nubank menos competitivo em relação a outras corretoras e exchanges, especialmente aquelas com estrutura internacional ou com menor repasse tributário.
Especialistas apontam que, embora o banco ainda ofereça praticidade e integração direta com contas bancárias, o aumento das taxas pode estimular a migração de usuários para plataformas mais econômicas.
Além disso, a medida reacende debates sobre a compatibilidade entre políticas fiscais rígidas e o desenvolvimento do setor financeiro digital, especialmente em relação às criptomoedas, que ainda enfrentam regulação incipiente no Brasil.
Conflito entre inovação e tributação: um dilema em curso

O episódio reforça uma tensão crescente entre a inovação financeira, impulsionada por fintechs como o Nubank, e o modelo tributário vigente no país. O uso de criptomoedas, embora promissor, ainda esbarra em incertezas regulatórias e em um sistema tributário complexo, que dificulta o acesso mais amplo a esses ativos.
Enquanto isso, os consumidores são forçados a arcar com o aumento dos custos e a buscar formas de adaptar sua estratégia de investimentos. Para muitos, a solução poderá estar em plataformas mais especializadas ou até mesmo na reavaliação da frequência e volume de operações em criptoativos.
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