O Nubank, uma das maiores fintechs do Brasil, anunciou oficialmente a cobrança de R$6,50 por cada saque feito com o cartão de débito. O comunicado, divulgado na última sexta-feira (31), reforça a importância de os clientes conhecerem as condições e custos envolvidos em cada operação financeira.
Apesar de o Nubank ser reconhecido pela ausência de tarifas em diversos serviços, essa cobrança específica tem gerado questionamentos entre os consumidores. A seguir, entenda todos os detalhes sobre a taxa, por que ela é aplicada e o que o cliente pode fazer para evitá-la.
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O que muda para os clientes do Nubank

De acordo com o comunicado da fintech, cada saque no cartão de débito passará a ter um custo fixo de R$6,50. Essa tarifa será aplicada sempre que o cliente utilizar um terminal de autoatendimento para retirar dinheiro físico da conta digital.
Além disso, há um detalhe importante: alguns terminais podem adicionar uma taxa de conveniência, cobrada pela rede administradora do caixa eletrônico. Ou seja, o valor final do saque pode ultrapassar os R$6,50 dependendo do local da operação.
O Nubank ressalta que essa cobrança não é uma forma de lucro para o banco, mas sim um repasse dos custos operacionais das redes externas de autoatendimento.
O que diz o comunicado oficial do Nubank
Segundo a nota publicada no portal oficial do Nubank, a taxa tem caráter de repasse. O texto explica:
“Além da tarifa de saque de R$6,50, os clientes que forem sacar podem ou não ter que pagar, também, uma taxa de conveniência pelo saque. Isto, cobrada pela rede que administra e controla o terminal onde o saque acaba sendo realizado.”
A empresa também esclarece o destino desse valor:
“Essa tarifa, cobrada pelo Nubank, é somente um repasse dos custos que temos com a rede externa de terminais de autoatendimento (os caixas automáticos) onde são realizados os saques.”
Por que o Nubank cobra a taxa de R$6,50?
O Nubank enfatiza que o valor corresponde aos custos de manutenção da infraestrutura física dos caixas eletrônicos utilizados pelos clientes. Como o banco digital não possui agências próprias, ele precisa utilizar a estrutura de redes externas, o que gera custos de operação e impostos.
“Os R$6,50 são, portanto, apenas a soma dos custos que o Nubank paga em cima de cada saque, acrescido de impostos. É importante ressaltar: a Tarifa de saque cobrada do Nubank e repassada para os clientes serve para arcar com os custos da estrutura física de nossos parceiros”, diz o comunicado.
Em quais situações a taxa é aplicada
Nem todas as movimentações financeiras no Nubank envolvem cobranças. A tarifa de R$6,50 é aplicada apenas nos saques feitos com o cartão de débito.
Confira abaixo os principais casos:
Quando há cobrança
- Saques realizados em terminais da rede Banco24Horas
- Retiradas em caixas automáticos de bancos parceiros
- Operações de saque com o cartão de débito da conta Nubank
Quando não há cobrança
- Transferências via Pix, TED ou boleto
- Pagamentos de contas, boletos e compras com o cartão de crédito
- Depósitos e movimentações internas no aplicativo
Ou seja, a cobrança é exclusiva para quem deseja sacar dinheiro físico. Todas as demais operações digitais continuam isentas de taxas.
Há alternativas gratuitas ao saque no débito?
Sim. O Nubank recomenda que os clientes utilizem o Pix sempre que possível. A ferramenta é gratuita, instantânea e funciona 24 horas por dia.
Além disso, o cartão de crédito Nubank pode ser utilizado para pagamentos presenciais ou online, reduzindo a necessidade de saques em dinheiro.
Outra opção é usar aplicativos de pagamento e carteiras digitais, que permitem transferir ou pagar valores sem custos adicionais.
Comparativo com outros bancos digitais

Para contextualizar, outras fintechs também aplicam tarifas semelhantes aos saques. Veja a comparação abaixo:
| Banco Digital | Tarifa por Saque | Observações |
|---|---|---|
| Nubank | R$6,50 | Valor fixo + possível taxa de conveniência |
| Inter | 4 saques grátis/mês, depois R$6,90 | Rede Banco24Horas |
| C6 Bank | 4 saques grátis/mês | Depois R$8,00 por saque |
| Mercado Pago | R$5,90 | Taxa única por saque |
| PicPay | R$6,90 | Cobrança por operação |
O valor cobrado pelo Nubank não é o mais alto do mercado, mas também não oferece saques gratuitos como alguns concorrentes.
O que pensam os clientes
Nas redes sociais, alguns clientes demonstraram surpresa e insatisfação com a taxa, especialmente aqueles que usam o serviço apenas ocasionalmente. Por outro lado, há quem entenda que a cobrança é compreensível diante da ausência de estrutura física própria da fintech.
Especialistas do mercado financeiro também ressaltam que a cobrança está alinhada com o modelo de negócios dos bancos digitais, que priorizam a eficiência digital e evitam custos fixos de agências.
Dicas para evitar a cobrança
Para quem deseja economizar, o ideal é planejar as operações financeiras e evitar saques desnecessários. Veja algumas orientações práticas:
Use o Pix sempre que possível
O Pix substitui o saque físico em quase todas as situações cotidianas — desde transferências entre pessoas até pagamentos em comércios.
Mantenha saldo digital
Faça o controle das despesas diretamente no aplicativo do Nubank. O app permite visualizar gastos em tempo real, evitando o uso de dinheiro físico.
Aproveite o cartão de crédito
Em locais que aceitam cartão, prefira o crédito ou o débito eletrônico. Isso ajuda a evitar custos com saques e mantém o controle financeiro em dia.
Como identificar o custo total no aplicativo Nubank
O aplicativo do Nubank exibe o valor da tarifa de saque antes da confirmação da operação. Ou seja, o cliente sabe exatamente quanto será descontado antes de concluir o processo.
Ao realizar o saque, o app apresenta o valor de R$6,50, e se houver taxa adicional da rede do terminal, ela também é informada de forma transparente.
O posicionamento da empresa
Em contato com a imprensa, o Nubank reforçou seu compromisso com a transparência:
“O Nubank acredita na importância de oferecer informações claras sobre todas as tarifas cobradas. Nosso foco é manter os clientes cientes dos custos e oferecer alternativas digitais sem custo adicional.”
A instituição também destacou que está constantemente avaliando melhorias nos serviços e estudando parcerias para reduzir os custos operacionais dos saques.
Perspectiva de futuro: tarifas mais justas e conveniência digital

O movimento do Nubank é reflexo de uma tendência entre bancos digitais, que buscam equilibrar o acesso físico ao dinheiro com a redução de custos operacionais. Com o avanço do Pix e dos pagamentos por aproximação, o uso de dinheiro em espécie tende a cair, reduzindo a necessidade de saques.
Especialistas acreditam que, no futuro, essas tarifas poderão ser substituídas por planos personalizados — onde clientes mais ativos em determinadas modalidades possam receber benefícios ou isenções de taxa.
Conclusão
Com o anúncio da tarifa de R$6,50 por saque no débito, o Nubank reforça sua política de transparência e sustentabilidade operacional, mas também reacende o debate sobre o custo de conveniência nos bancos digitais.
Apesar da cobrança, o banco continua oferecendo transferências gratuitas, pagamentos ilimitados e acesso a crédito sem tarifas ocultas — mantendo-se competitivo no mercado financeiro digital.
Portanto, antes de realizar um saque, vale analisar se a operação é realmente necessária ou se pode ser substituída por alternativas digitais mais vantajosas.
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