A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) fez críticas contundentes ao Nubank após o banco anunciar a demissão de 12 funcionários e a adoção do regime híbrido, que será implementado a partir de 2026. Atualmente, o banco opera totalmente de forma remota, mas passará a exigir dois dias presenciais na semana, evoluindo para três dias em janeiro do próximo ano.
Crítica pesada: Nubank vira alvo e é comparado a empresa de sacos de lixo por deputada Érika Hilton
Deputada Érika Hilton critica Nubank por mudanças no home office e demissões; entenda o caso e os impactos para funcionários. Leia agora!
Segundo Érika Hilton, as medidas tomadas pelo banco representam uma decisão “por pura birra” e visam “infernizar a vida dos funcionários”. A declaração foi feita em sua rede social X e gerou ampla repercussão na imprensa e entre profissionais do setor financeiro.
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Mudanças no regime de trabalho
O Nubank convocou 7 mil dos 9,5 mil funcionários para uma reunião que aconteceu na última sexta-feira (7), abordando a transição do regime remoto para o híbrido. A empresa afirma que a medida visa equilibrar produtividade e colaboração, mas os funcionários demonstraram preocupação com a perda de flexibilidade.
- Fase 1: Dois dias presenciais por semana em 2026
- Fase 2: Três dias presenciais a partir de janeiro de 2026
- Impacto: 12 funcionários desligados por decisão estratégica
Especialistas apontam que mudanças no regime de trabalho em empresas de tecnologia podem gerar tensão, especialmente em bancos digitais que se consolidaram com cultura totalmente remota.
Comparação com a Embalixo
Érika Hilton criticou o Nubank comparando-o com a Embalixo, uma fabricante de sacolas de lixo de Hortolândia. Segundo a deputada, a Embalixo teria implementado medidas consideradas inovadoras:
- Fim da escala 6×1
- Implantação da jornada de 36 horas semanais
- Preservação da qualidade de vida dos funcionários
“Só uma dessas empresas está sendo, verdadeiramente, inovadora e moderna”, escreveu Érika Hilton, destacando o contraste entre a postura do Nubank e de outras companhias que adotam práticas voltadas ao bem-estar dos trabalhadores.
A comparação gerou debate sobre cultura corporativa, inovação organizacional e os limites entre produtividade e qualidade de vida.
Repercussão política
As críticas ao Nubank se inserem em um contexto mais amplo de atuação da deputada Érika Hilton no Congresso. Em outubro, ela protocolou pedido junto à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para declarar a inelegibilidade do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), demonstrando seu engajamento em questões de direitos democráticos e ética política.
No caso do Nubank, a psolista alerta para o impacto social das decisões empresariais sobre trabalhadores e reforça a necessidade de diálogo entre empresas, sindicatos e parlamentares para regulamentar jornadas e condições de trabalho.
Home office versus regime híbrido
O debate sobre o home office e o regime híbrido tem se intensificado no Brasil, especialmente em empresas de tecnologia e fintechs como o Nubank. Pesquisas indicam que:
- 80% dos funcionários valorizam flexibilidade no trabalho
- 60% afirmam que produtividade não diminui em home office
- Empresas que adotam híbrido reportam maior engajamento
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No entanto, críticos apontam que mudanças abruptas podem gerar desmotivação, aumento do turnover e impacto negativo na saúde mental. O caso do Nubank é emblemático por envolver um banco digital que se consolidou com cultura totalmente remota.
Demissões e clima organizacional
A decisão de desligar 12 funcionários foi vista por Érika Hilton como parte de uma estratégia que infringe direitos e flexibilidades conquistadas. A deputada defendeu que as empresas devem buscar inovação sem penalizar quem construiu seu valor.
Especialistas em RH afirmam que:
- Demissões em massa impactam a moral de equipes
- Alterações na jornada podem afetar retenção de talentos
- Comunicação clara é essencial para reduzir insegurança
“O Nubank decidiu infernizar a vida dos funcionários que fizeram dela a empresa mais valiosa do Brasil”, disse a deputada.
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Com informações de: atarde
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