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Nubank se filia à Febraban e avança em plano para obter licença bancária em 2026

Nubank entra na Febraban e busca licença bancária. Entenda o que muda para clientes e o futuro do banco digital no Brasil.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
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O Nubank deu mais um passo estratégico rumo à consolidação como banco tradicional no Brasil. A fintech anunciou sua filiação à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em um movimento diretamente ligado ao plano de obter uma licença bancária plena junto ao Banco Central.

A decisão marca uma mudança relevante no posicionamento institucional da empresa, que já é a maior instituição financeira do país em número de clientes, mas ainda não opera formalmente como banco sob a regulação completa.

Neste artigo, você entende o que está por trás dessa decisão, quais são os impactos para clientes e como isso pode transformar o sistema financeiro brasileiro.

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Nubank entra na Febraban: o que significa na prática

A entrada do Nubank na Febraban representa mais do que uma simples filiação institucional. Trata-se de um sinal claro de alinhamento com o sistema bancário tradicional.

A Febraban reúne os principais bancos do país e atua como interlocutora do setor junto ao governo, ao Banco Central e ao Congresso Nacional.

Por que isso é importante

Ao se tornar membro, o Nubank passa a:

  • Participar diretamente de discussões regulatórias
  • Influenciar decisões sobre o sistema financeiro
  • Atuar em pautas como inovação, crédito e inclusão financeira

Além disso, a filiação ajuda a fortalecer a imagem da fintech como uma instituição madura e preparada para operar sob regras mais rígidas.

Nubank ainda não é banco? Entenda a situação atual

Apesar da percepção popular, o Nubank ainda não possui licença bancária completa no Brasil.

Atualmente, a empresa opera com três autorizações principais:

  • Instituição de pagamento
  • Sociedade de crédito, financiamento e investimento (SCFI)
  • Corretora de títulos e valores mobiliários

O que isso significa na prática

Sem a licença bancária plena, o Nubank:

  • Não pode captar depósitos da mesma forma que bancos tradicionais
  • Opera crédito com recursos próprios ou via mercado
  • Tem limitações em alguns produtos financeiros

Mesmo assim, a empresa já atende mais de 113 milhões de clientes no Brasil, alcançando mais de 60% da população adulta, segundo dados divulgados pela própria instituição.

Plano para obter licença bancária

O Nubank confirmou que pretende obter a licença bancária e avalia dois caminhos possíveis.

As duas alternativas em análise

  1. Solicitar a licença diretamente ao Banco Central
  2. Adquirir uma instituição que já possua licença bancária

A decisão ainda não foi definida, mas o objetivo é claro: ampliar a atuação e oferecer um portfólio mais completo de produtos.

Nova regra do Banco Central pressiona fintechs

A movimentação do Nubank também ocorre após uma mudança importante na regulamentação do setor financeiro.

O Banco Central, em conjunto com o Conselho Monetário Nacional (CMN), estabeleceu novas regras para o uso dos termos “banco” e “bank”.

O que diz a nova regulamentação

  • Apenas instituições com licença bancária poderão usar esses termos
  • Fintechs terão até 1 ano para se adequar
  • Será necessário apresentar plano de adaptação em até 120 dias

Na prática, isso força empresas como o Nubank a tomar uma decisão: ou mudam de nome ou se tornam oficialmente bancos.

Impactos para clientes do Nubank

Para o usuário comum, a possível transformação do Nubank em banco pode trazer mudanças importantes — em geral, positivas.

O que pode melhorar

  • Ampliação de produtos (como financiamento imobiliário e crédito mais diversificado)
  • Maior segurança regulatória
  • Acesso a novas linhas de crédito

O que tende a permanecer

  • Interface digital e foco em tecnologia
  • Atendimento simplificado
  • Estrutura sem agências físicas

Ou seja, a expectativa é que o Nubank mantenha sua identidade digital, mas com mais robustez regulatória.

Relação com a Febraban já teve conflitos

A entrada do Nubank na Febraban também chama atenção por ocorrer após um período recente de tensões entre a fintech e a entidade.

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O que gerou o atrito

O CEO do Nubank, David Vélez, afirmou publicamente que a empresa pagava mais impostos que bancos tradicionais e promovia maior concorrência no setor.

A Febraban respondeu, questionando:

  • A estrutura de crédito da fintech
  • O nível de inadimplência
  • A concentração em linhas de crédito mais caras

Apesar das divergências, a filiação indica uma aproximação e abertura para diálogo entre diferentes modelos de negócio.

Nubank já segue padrões exigidos para bancos

Mesmo sem a licença completa, o Nubank afirma que já cumpre diversas exigências aplicáveis aos bancos tradicionais.

Entre elas:

  • Princípios de Basileia (regras internacionais de capital)
  • Prestação de contas à Receita Federal
  • Monitoramento pelo COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)

Além disso, a instituição está classificada no segmento S2 do Banco Central, que inclui instituições de porte relevante, mas ainda abaixo dos grandes bancos (S1).

O que esperar do futuro do Nubank

Com mais de 131 milhões de clientes globalmente e resultados expressivos — como receita de US$ 16,3 bilhões e lucro de US$ 2,9 bilhões em 2025 — o Nubank já é um dos maiores players financeiros do mundo.

A obtenção da licença bancária pode representar:

  • Expansão ainda maior no Brasil
  • Entrada em novos segmentos de crédito
  • Competição mais direta com grandes bancos

Para o consumidor, isso tende a significar mais opções, melhores condições e maior inovação.

Considerações finais

A filiação do Nubank à Febraban marca um momento estratégico na evolução da fintech, sinalizando sua intenção de se consolidar como banco completo no Brasil.

A mudança ocorre em um cenário de maior regulação e amadurecimento do setor financeiro, onde inovação e conformidade precisam caminhar juntas.

Se confirmada a licença bancária, o Nubank poderá ampliar significativamente sua atuação — mantendo o DNA digital que o tornou popular, mas com novas possibilidades de crescimento.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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