O Nubank (ROXO34) acaba de dar mais um passo no mercado de criptoativos ao lançar o NBIT11, o primeiro ETF (Exchange Traded Fund) brasileiro com exposição ao Bitcoin (BTC) por meio de contratos futuros negociados na B3.
Nubank lança NBIT11: primeiro ETF de contratos futuros de Bitcoin na B3
O Nubank (ROXO34) lança o NBIT11, primeiro ETF de contratos futuros de Bitcoin listado na B3. Saiba como funciona, taxas, vantagens e riscos do novo fundo.
A novidade foi anunciada pela Nu Asset, braço de gestão de fundos de investimento do banco digital, em parceria com a Nasdaq, e promete facilitar o acesso de investidores ao universo cripto dentro de uma estrutura tradicional e regulada.
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O que é o NBIT11?
O NBIT11 é um fundo de índice listado na B3 que replica o desempenho de contratos futuros de Bitcoin. Em vez de comprar a criptomoeda diretamente, os cotistas acompanham sua variação de preço por meio de um índice desenvolvido pela Nasdaq: o Nasdaq Brazil Bitcoin Futures TR (NQBTCBRT).
Isso significa que o investidor tem exposição ao Bitcoin sem precisar lidar com questões técnicas como armazenamento em carteiras digitais, custódia de ativos ou segurança contra ataques cibernéticos.
Como funciona o ETF do Nubank?
Estrutura baseada em contratos futuros
Diferente de fundos que compram Bitcoin à vista, o NBIT11 investe em contratos futuros de BTC negociados na B3. Esses contratos permitem que investidores se exponham à oscilação do ativo sem a necessidade de comprá-lo diretamente.
Custos e liquidez
- Investimento inicial: a partir de R$ 50;
- Taxa de administração global: 0,50% ao ano, com redução progressiva conforme o patrimônio do fundo cresce;
- Liquidez: cotas podem ser resgatadas em D+2.
Essa estrutura proporciona acesso simplificado, transparente e regulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Por que o Nubank lançou o NBIT11?

Segundo Andrés Kikuchi, diretor executivo da Nu Asset Management, o objetivo é ampliar as alternativas de investimento em criptoativos para os clientes do banco.
“O NBIT11 foi desenvolvido como mais uma alternativa para investidores que desejam se expor ao mercado de criptoativos. Com exposição financeira ao preço futuro do Bitcoin, o ETF oferece acesso de forma simples e alinhada às práticas do mercado financeiro tradicional”, afirmou Kikuchi.
A iniciativa reforça o posicionamento do Nubank como um dos principais impulsionadores da adoção de criptoativos no Brasil.
Vantagens do NBIT11 para investidores
Exposição simplificada ao Bitcoin
O fundo elimina a necessidade de comprar BTC diretamente, o que envolve preocupações com carteiras digitais, chaves privadas e volatilidade cambial.
Custos mais baixos
Por meio da gestão em escala, o ETF reduz custos operacionais e torna o acesso ao Bitcoin mais barato para o investidor final.
Transparência e segurança
Como todo ETF listado na B3, o NBIT11 segue as regras da CVM e conta com auditoria e supervisão, algo que não ocorre em negociações de criptomoedas feitas em corretoras internacionais não reguladas.
Riscos de investir no NBIT11
Apesar das vantagens, é importante lembrar que o Bitcoin é altamente volátil, e essa característica se reflete nos contratos futuros replicados pelo ETF.
Oscilações bruscas
O BTC já registrou quedas superiores a 80% em ciclos anteriores, e qualquer movimento forte impacta diretamente o desempenho do NBIT11.
Estrutura de contratos futuros
Ao replicar contratos futuros em vez do ativo físico, o ETF pode apresentar diferenças em relação ao preço à vista do Bitcoin, especialmente em cenários de forte volatilidade.
Risco regulatório
O mercado de criptoativos ainda está em processo de regulamentação global, e mudanças nas normas podem afetar diretamente produtos financeiros como o NBIT11.
Detalhes técnicos: índice da Nasdaq e performance
O NBIT11 replica o Nasdaq Brazil Bitcoin Futures TR (NQBTCBRT), índice desenvolvido especialmente para o lançamento.
Esse índice acompanha os contratos futuros de Bitcoin com vencimento mensal mais próximo na B3, permitindo que o fundo reflita de forma mais precisa as expectativas do mercado sobre o preço da criptomoeda.
Desde sua criação, os contratos futuros de Bitcoin já movimentaram mais de R$ 2 trilhões em volume financeiro na bolsa brasileira, o que mostra o crescente interesse dos investidores institucionais e pessoas físicas pelo ativo.
ETF de Bitcoin no Brasil: contexto e importância
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Histórico de ETFs cripto no país
O Brasil já conta com ETFs de criptoativos, como os que replicam índices de Bitcoin e Ethereum à vista. No entanto, o NBIT11 é o primeiro a se basear em contratos futuros, marcando um avanço na sofisticação dos produtos financeiros disponíveis ao público.
Expansão da demanda
Com investidores buscando diversificação, produtos como o NBIT11 oferecem exposição regulada e acessível a um dos ativos mais discutidos do mercado global.
Competitividade do Nubank
Com mais de 100 milhões de clientes, o Nubank aproveita sua base para consolidar presença no setor de investimentos e disputar espaço com outras gestoras que já oferecem ETFs cripto.
O que muda para o investidor brasileiro?
Acesso democratizado
Com aporte mínimo de apenas R$ 50, o ETF torna o investimento em Bitcoin acessível a uma parcela muito maior da população.
Alternativa regulada
Investidores que têm receio de usar corretoras estrangeiras encontram no NBIT11 uma forma segura e regulamentada de entrar no mercado.
Integração com outros ativos
Como é negociado na B3, o ETF pode ser facilmente combinado em carteiras que já incluem ações, fundos imobiliários e renda fixa, ampliando a diversificação.
Comparação com outros ETFs de Bitcoin
| ETF | Base | Gestora | Taxa de Administração | Característica |
|---|---|---|---|---|
| NBIT11 | Contratos futuros BTC | Nu Asset (Nubank) | 0,50% a.a. (decrescente) | Primeiro baseado em futuros |
| QBTC11 | Bitcoin à vista | QR Asset | 0,75% a.a. | Primeiro ETF de BTC da América Latina |
| HASH11 | Índice diversificado cripto | Hashdex | 1,30% a.a. | Inclui várias criptomoedas |
O NBIT11 se diferencia por ser o primeiro ETF brasileiro vinculado a contratos futuros, o que pode atrair investidores interessados em uma abordagem mais técnica da exposição ao Bitcoin.
Conclusão: o impacto do NBIT11 no mercado

O lançamento do NBIT11 pelo Nubank representa um marco para o mercado financeiro brasileiro, unindo o universo cripto à estrutura regulada da B3.
Ao oferecer um ETF acessível, seguro e transparente, o banco digital amplia as alternativas de investimento e reforça a tendência de integração entre finanças tradicionais e ativos digitais.
Embora o produto traga riscos inerentes ao Bitcoin, sua estrutura em contratos futuros e o respaldo de uma gestora como a Nu Asset fazem do NBIT11 uma opção relevante para quem busca exposição ao ativo dentro do mercado tradicional.
