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“Cenário Favorável”: Por que David Vélez afirma que o governo Trump é positivo para o Nubank em 2026

Nubank aguarda licença para operar nos EUA e aposta em digitalização e IA para competir no maior mercado financeiro do mundo.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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O Nubank, um dos maiores bancos digitais do mundo, está cada vez mais próximo de expandir suas operações para os Estados Unidos. A fintech brasileira já obteve uma aprovação condicional para operar como banco no país e agora aguarda a autorização definitiva das autoridades reguladoras.

A informação foi confirmada pelo CEO e fundador da empresa, David Vélez, que afirmou que o ambiente regulatório norte-americano se tornou mais favorável ao surgimento de novos bancos digitais.

Segundo o executivo, mudanças políticas recentes teriam reduzido barreiras de entrada para novas instituições financeiras, ampliando a concorrência em um dos maiores mercados financeiros do planeta.

A possível entrada do Nubank nos Estados Unidos representa um movimento estratégico importante para a empresa, que já conquistou milhões de clientes na América Latina e busca consolidar uma presença global.

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Nubank se tornou gigante na América Latina

Fundado em 2013 na cidade de São Paulo, o Nubank surgiu com a proposta de simplificar o acesso a serviços financeiros e eliminar burocracias comuns nos bancos tradicionais.

A empresa nasceu oferecendo cartão de crédito sem anuidade totalmente controlado por aplicativo. Com o tempo, expandiu seu portfólio para incluir:

  • conta digital
  • empréstimos pessoais
  • investimentos
  • seguros
  • serviços de pagamento

Hoje, a fintech possui cerca de 131 milhões de clientes distribuídos entre Brasil, México e Colômbia, o que a torna uma das maiores plataformas financeiras digitais do mundo.

De acordo com dados divulgados pela própria companhia, seis em cada dez brasileiros adultos são clientes do Nubank, um indicador do enorme alcance da marca no país.

Receita recorde impulsiona expansão internacional

O crescimento da fintech também aparece nos resultados financeiros.

Em 2025, o Nubank registrou receita de US$ 16,3 bilhões (aproximadamente R$ 84,13 bilhões), representando um crescimento de 45% em relação ao ano anterior.

Esse desempenho reforça o posicionamento da empresa como uma das fintechs mais valiosas da América Latina.

Com a base de clientes consolidada na região, a companhia passou a mirar novos mercados globais — especialmente os Estados Unidos, que concentram cerca de metade da atividade financeira mundial.

Aprovação condicional para operar nos Estados Unidos

Em janeiro, o Nubank recebeu autorização preliminar para operar como banco nos EUA. O processo envolve diversas etapas regulatórias e exige análise detalhada por parte dos órgãos supervisores.

O sistema financeiro americano é considerado um dos mais rigorosos do mundo em termos de regulação, especialmente para instituições estrangeiras.

Mesmo assim, Vélez acredita que o cenário atual pode favorecer a entrada da fintech.

Segundo o executivo, políticas econômicas associadas ao governo do ex-presidente Donald Trump teriam estimulado maior concorrência no setor financeiro e reduzido barreiras para novas instituições.

Estratégia do Nubank para competir com bancos tradicionais

Para competir em um mercado altamente consolidado como o dos Estados Unidos, o Nubank aposta em uma vantagem importante: custos operacionais muito menores.

Por operar de forma totalmente digital, a fintech afirma conseguir atender clientes com custos entre 4% e 5% do valor gasto por bancos tradicionais.

Esse modelo reduz despesas com:

  • agências físicas
  • estruturas administrativas complexas
  • atendimento presencial

Essa eficiência operacional permite oferecer produtos financeiros mais simples e, muitas vezes, mais baratos.

Bancos digitais devem dominar o futuro do setor

Na visão de David Vélez, o modelo de banco digital tende a se tornar dominante nos próximos anos.

Segundo o executivo, entre 90% e 95% dos serviços financeiros globais podem ser digitalizados, o que deve transformar profundamente o funcionamento do sistema bancário.

Mesmo assim, ele acredita que os bancos tradicionais não desaparecerão totalmente.

Alguns devem se adaptar e digitalizar seus serviços, enquanto outros poderão perder relevância diante do avanço das fintechs.

Inteligência artificial como pilar estratégico

Outro ponto central da estratégia do Nubank é o uso intensivo de inteligência artificial.

A tecnologia já é utilizada para melhorar diversas áreas da operação, como:

  • análise de crédito
  • atendimento ao cliente
  • prevenção a fraudes
  • personalização de serviços financeiros

Segundo Vélez, a IA permite oferecer recomendações financeiras mais personalizadas para cada cliente.

No entanto, o executivo reconhece que o uso dessa tecnologia também exige cuidados importantes, especialmente no que diz respeito à proteção de dados e à precisão dos algoritmos.

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Modelos de inteligência artificial ainda podem apresentar erros — conhecidos no setor como “alucinações” — o que pode representar riscos significativos para instituições financeiras.

Por isso, muitas decisões críticas continuam dependendo da supervisão humana.

Digitalização não exclui clientes mais velhos

Uma crítica comum ao avanço dos bancos digitais é o possível afastamento de clientes idosos.

No entanto, o CEO do Nubank afirma que esse grupo também tem adotado soluções digitais com rapidez.

Segundo ele, a empresa possui clientes com mais de 90 anos, que conseguem utilizar o aplicativo e realizar operações básicas.

Ainda assim, métricas de satisfação desse público costumam ser menores do que entre usuários mais jovens, o que leva a fintech a investir em melhorias de usabilidade.

Marketing e posicionamento global

Além da inovação tecnológica, o Nubank também aposta em estratégias de marketing para fortalecer sua marca internacionalmente.

A empresa já contou com a cantora Anitta como sócia e embaixadora global da marca.

Mais recentemente, firmou uma parceria com o clube de futebol Inter Miami CF, onde atua o astro Lionel Messi.

O acordo prevê que o banco digital dê nome ao estádio da equipe, ampliando a visibilidade da marca no mercado norte-americano.

Regulação financeira no Brasil é vista como consistente

Apesar da expansão global, Vélez destacou que o Brasil possui um ambiente regulatório considerado estável para o setor financeiro.

Segundo ele, as regras e instituições que supervisionam o sistema bancário mantiveram consistência ao longo de diferentes governos, incluindo os de:

  • Luiz Inácio Lula da Silva
  • Dilma Rousseff
  • Michel Temer
  • Jair Bolsonaro

Essa estabilidade institucional, segundo o CEO, ajudou a atrair investimentos e fortalecer o crescimento das fintechs no país.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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