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Nubank se envolve em grande polêmica sobre inclusão racial; entenda

Um projeto de inclusão e diversidade racial idealizado pelo Nubank virou alvo de disputa judicial e bate-boca nas redes sociais. A briga envolve o CEO do banco,

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Celular exibindo em sua tela a interface do aplicativo Nubank.

Um projeto de inclusão e diversidade racial idealizado pelo Nubank virou alvo de disputa judicial e bate-boca nas redes sociais. A briga envolve o CEO do banco, David Vélez, e o americano Gem McCreary, fundador da ONG Talento Total, contratada para potencializar carreiras de jovens negros e indígenas.

O conflito gira em torno de um fundo filantrópico de R$ 18,4 milhões criado pelo Nubank em 2021. Desse valor, R$ 2,2 milhões foram destinados à Talento Total para a preparação e o treinamento de candidatos negros e indígenas para MBAs e pós-graduações em direito em universidades internacionais renomadas.

Nubank: Acusações e ameaças nas redes sociais

Celular exibindo em sua tela a interface do aplicativo Nubank.
Imagem: Miguel Lagoa / shutterstock.com

A polêmica começou neste mês, quando McCreary divulgou no LinkedIn que a ONG estava sendo processada pelo Nubank para cancelar o contrato e exigir a devolução do dinheiro. O fundador da Talento Total acusou o Nubank de usar recursos de origem questionável no fundo e disse ter feito denúncias em órgãos americanos como a SEC, o FBI e o Departamento de Justiça.

Em resposta, Vélez acusou a Talento Total de fazer mau uso do dinheiro do fundo e ameaçou processar McCreary pelas publicações. Segundo o CEO do Nubank, o dinheiro estava sendo usado para “viagens pessoais, álcool e entretenimento”.

Processo judicial e acusações de inadimplência

A Sitawi, gestora financeira do fundo, também entrou na briga e moveu um processo judicial contra a Talento Total. A gestora pede a devolução de cerca de R$ 1,3 milhão com juros e correção, alegando que a ONG descumpriu datas do cronograma, não aplicou o recurso da forma acordada e deixou de contratar profissionais previstos para a execução.

A Talento Total rebate as acusações e afirma que o projeto foi executado, inclusive com a aprovação de cinco participantes entre 2023 e 2024 em universidades de elite. A ONG também nega ter usado o dinheiro para fins pessoais e diz que os gastos com bebida alcoólica e alimentação eram necessários para realizar coquetéis e eventos de integração entre estudantes e representantes das universidades.

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Futuro incerto para o projeto de inclusão racial

O caso ainda está em andamento na Justiça e ainda não há definição sobre quem tem razão. As acusações graves e a troca de farpas nas redes sociais demonstram a complexa relação entre o Nubank e a Talento Total, e colocam em xeque o futuro do projeto de inclusão racial idealizado pelo banco.

Imagem: Miguel Lagoa / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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