Projeto de Lei (PL), que está em tramitação na Câmara dos Deputados, pode prejudicar o Nubank. O PL n. 2685/2022 prevê a criação de um limite que as instituições podem cobrar pela taxa de juros do rotativo do cartão de crédito.
O rotativo do cartão de crédito é uma modalidade de empréstimo onde as operadoras de cartões oferecem crédito automático para os clientes que deixam de pagar as faturas ou pagam apenas uma parte. Entretanto, essa linha possui uma das maiores tarifas do mercado.
Atualmente, as empresas que oferecem esse produto, como o Nubank, cobram uma taxa de juros que chega a 400% ao ano. Portanto, a ideia do PL é diminuir esse valor para combater o endividamento das famílias brasileiras.
Nubank vai ver suas receitas diminuírem
O PL não traz no seu texto qual seria o teto que as empresas precisam cumprir. No entanto, a especulação é que seja algo parecido com o limite do cheque especial (8% ao mês). Nesse cenário, o Nubank veria o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Eƒbitda) diminuir em 20%.
Outras instituições também teriam prejuízos, mas em número menor. Por exemplo, o Ebitda do Bradesco e do Santander diminuiria em 11%, o Itaú perderia 6% e o Inter teria um impacto negativo de 3%.
A margem financeira do Nubank também sofreria um impacto negativo se o PL for aprovado. Dessa forma, a redução seria de 4%. Já a margem do Bradesco, Itaú e Santander sofreriam uma diminuição entre 3% e 4%. No caso do Inter, a diminuição esperada é de 1%.
Impacto no mercado
Assim como o Nubank, o mercado financeiro também sofreria impactos negativos com uma possível limitação do juros do rotativo. Caso o teto seja de 8% ao mês, o prejuízo seria de R$ 15 bilhões por ano, valor que representa 3% da arrecadação de juros.
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