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Número de mulheres na Bolsa de Valores ultrapassa 1 milhão

Segundo a B3, o número de mulheres na Bolsa de Valores tem crescido, contudo, a distância entre os gêneros também. Saiba mais.

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos2 min de leitura
Imagem de uma mulher mexendo em um aplicativo de corretora de investimentos pelo celular.

A B3 (B3AS3) divulgou um relatório em que aponta um crescimento no número de mulheres na Bolsa de Valores nos últimos anos. Assim, o número de investidoras ultrapassou a marca de 1 milhão.

Além disso, o ‘Raio X do Investidor’, levantamento realizado em parceria entre a Anbima e o Datafolha, também indicou um crescimento desse público no mercado financeiro. Segundo a pesquisa, 33% das mulheres entrevistadas informaram ter algum tipo de aplicação financeira, em 2022.

Contudo, ainda que a marca seja expressiva, a distância entre os gêneros investindo na bolsa brasileira aumentou ao longo dos últimos anos. Entenda mais!

Dados referentes às mulheres na Bolsa de Valores

Segundo a sexta edição do ‘Raio X do Investidor Brasileiro’, 33% das entrevistadas apontaram ter algum tipo de investimento em 2022. Enquanto em 2021 esse indicador apontava que 28% das mulheres possuíam algum tipo de aplicação financeira.

Além disso, o levantamento da Anbima aponta que metade das mulheres que investem atualmente são da classe C, estão entre 35 e 59 anos e completaram o ensino médio completo. Além disso, o objetivo de ter segurança financeira é o principal fator que atrai esse público ao mercado financeiro.

Contudo, 79% das mulheres que não investem alegam que as condições financeiras são o principal entrave para essa jornada. Assim, materializando o impacto causado pela distinção de salário entre os gêneros.

Distância entre gêneros

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Enquanto o número de mulheres na Bolsa de Valores aumentou, a disparidade entre os gêneros também cresceu. Em suma, apenas 22,89% dos investidores do mercado, em 2023, são mulheres.

Um ano atrás, em 2022, esse grupo representava 22,95%. Enquanto em 2021 era 23,19% e em 2020 era 26,24%. Ou seja, há um crescimento na desigualdade entre os gêneros que ainda não foi solucionada, apesar dos avanços atuais.

Imagem: Kovalova Olena/shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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