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O que é o movimento anticripto que tem ganhado força?

%Resumo% Um movimento conhecido como "ceticismo cripto" tem ganhado espaço nas redes sociais entre ativistas do mundo todo

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
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Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Com o mercado de criptomoedas cada vez mais consolidado, mesmo diante das crises enfrentadas recentemente, cresce um movimento conhecido como “ceticismo cripto”. Ele atua com base na desconfiança e faz denúncias públicas aos temas relacionados a criptomoedas. 

Os grupos são compostos por ativistas, especialistas em políticas e tecnologia. A maior movimentação, como é esperado, acontece por meio da internet. 

Movimento anticripto  

O ceticismo cripto começou com ações desenvolvidas pelo Zoom. No entanto, o movimento se expandiu e uma nova conferência global já foi agendada. Em 5 e 6 de setembro, deve acontecer o primeiro Simpósio de Regras para Criptomoedas. 

Na conferência, estima-se que mais de 800 pessoas do mundo todo estarão presentes. O evento é totalmente virtual. 

Além disso, mídias como podcasts e vídeos têm trabalhado essa ideia e abordado os riscos presentes nesse tipo de investimento que está em alta. Os conteúdos, geralmente, têm como foco golpes, fraudes, hacks e outras ações ilícitas relacionadas com as criptomoedas. 

No último mês de julho, um documento foi assinado por cerca de 1.500 cientistas da computação e áreas correlatas e enviado ao Congresso dos Estados Unidos. O texto pede um olhar mais crítico em relação às indústrias de criptomoedas. 

O movimento tem ganhado ainda mais força à medida que líderes de diversos países começaram a trabalhar para regular os ativos digitais. 

Existem duas vertentes que regem o movimento. Uma delas acredita que o mercado de criptoativos deve entrar em colapso, enquanto a outra, acredita que ele precisa ser reduzido significativamente.

Universo cripto 

O universo cripto, nos últimos meses, tem sofrido com algumas crises importantes que impactam diretamente os ativos e fazem a volatilidade do cenário surpreender os investidores. 

O Bitcoin, criptomoeda mais popular no mundo, apresentou uma queda significativa no seu valor de mercado. Em sua máxima histórica, a criptomoeda chegou a atingir US$ 69 mil. Atualmente, está negociada na casa dos US$ 20 mil. 

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Além disso, o colapso do token Luna, que fez a criptomoeda Terra evaporar seu valor de mercado, acendeu alertas sobre a instabilidade presente nesse cenário. 

Os fatores da economia mundial fragilizada também impactaram o cenário dos ativos digitais. Em um momento de incertezas, os investidores tendem a migrar seus ativos para investimentos que garantam uma maior segurança. Como se sabe, as criptomoedas são consideradas de alto risco. 

Até mesmo stablecoins, moedas lastreadas em ativos tradicionais, como o dólar e o ouro, que apresentam menor volatilidade, têm apresentado variações surpreendentes e contrariado a sua perspectiva de criação. 

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Imagem: Igor Faun / Shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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