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O que impede o governo de aumentar o teto do Minha Casa, Minha Vida para R$ 500 mil?

Entenda quais fatores dificultam no processo de aumentar o limite do teto do Minha Casa, Minha Vida. Saiba mais!

Mateus VasconcellosPor Mateus Vasconcellos3 min de leitura
Imagem de casas do Minha Casa, Minha Vida

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), desde o início de sua gestão tem buscado dar uma atenção especial aos programas sociais de seu governo. Neste cenário, uma das pautas é aumentar o teto do Minha Casa, Minha Vida para R$ 500 mil.

Ou seja, reformular o programa social de moradia para poder atender a demanda de um número maior de pessoas. Todavia, ainda que seja uma política que beneficiaria parte dos brasileiros, existem uma série de entraves acerca desta mudança.

Assim, a tendência é que o debate acerca do aumento no teto do Minha Casa, Minha Vida, siga entre as pautas do governo. Ademais, recentemente, o MCMV passou por alterações, possibilitando que o limite de financiamento aumentasse.

Objetivos de aumentar o teto do Minha Casa, Minha Vida

Ainda que o objetivo de Lula seja fazer o teto do Minha Casa, Minha Vida chegar a R$ 500 mil, o governo deve conseguir uma ‘pequena vitória’ sobre o tema na próxima semana. Afinal, o conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, deve aprovar alteração no limite de financiamento.

Dessa forma, o programa subiria de R$ 264 mil para R$ 350 mil em todo país. Ou seja, uma alta de R$ 86 mil, que representa 32,57%. Além disso, outros pontos serão debatidos sobre o teto do Minha Casa, Minha Vida:

  • Limite de R$ 350 mil para todo Brasil. Atualmente somente Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília têm acesso ao teto de R$ 264 mil;
  • Atualmente, o limite varia conforme o porte do município, sendo que o limite mínimo é de R$ 145 mil;
  • Lula deseja aumentar o limite da renda familiar permitida de R$ 8 mil para R$ 10 mil ou R$ 12 mil.

Posição contrária à política

Contudo, ainda que fosse aumentar a atuação do programa, técnicos da Casa Civil e da Caixa Econômica Federal, principal financiadora do projeto, discordam da política para aumentar o teto do Minha Casa, Minha Vida para R$ 500 mil.

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Em suma, os argumentos para evitar tal mudança variam, sendo que entre os principais é possível destacar que tal mudança no teto do Minha Casa, Minha Vida impactaria diretamente no orçamento do FGTS, que reservou cerca de R$ 66 bilhões para este ano.

Por fim, integrantes do Conselho Curador e do setor de construção, levantam a possibilidade do risco de concentração de recursos nas faixas de renda mais elevadas, caso altere o teto do Minha Caixa, Minha Vida. Assim, desvirtuando o programa que foi criado para atender a população de baixa renda.

Imagem: Joa Souza / Shutterstock.com

Mateus Vasconcellos

Autor

Mateus Vasconcellos

Formado em jornalismo, atuou como redator e roteirista desde 2017.

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