No decorrer deste ano, o endividamento das famílias brasileiras cresceu de forma expressiva e atingiu recordes. Em setembro, segundo dados da pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de pessoas endividadas atingiu 79,3% dos lares do país.
O que o próximo governo vai fazer para combater o endividamento recorde dos brasileiros?
%Resumo% O endividamento entre as famílias brasileiras bateu recorde neste ano. Veja o que pensam os presidenciáveis sobre o assunto!
Com os dados divulgados e a eleição presidencial cada vez mais próxima, o novo ocupante da Presidência da República, certamente, encontrará desafios para lidar com essa situação.
Endividamento entre os brasileiros
O levantamento da CNC é realizado mensalmente e já vem apresentando índices preocupantes sobre o endividamento da população brasileira há algum tempo.
Para a pesquisa, são consideradas dívidas com cheque pré-datado, cheque especial, cartão de crédito, carnês, empréstimo consignado, crédito pessoal, prestação de casa e de carro.
Com base no resultado mais recente, o número de pessoas que atrasaram o pagamento de contas também aumentou no nono mês do ano e atingiu cerca de 30% das famílias brasileiras.
Ainda em relação ao período de análise, 39,71% dos cidadãos estavam com o nome negativado, o que corresponde a 64,25 milhões de pessoas, um recorde histórico em 8 anos.
Motivos do alto índice de endividamento
Os altos índices de endividamento acontecem em meio a elevada taxa básica de juros para conter a escalada da inflação no país. Hoje, a Selic é de 13,75%, o maior percentual em 7 anos.
Com os juros mais caros, as dívidas acabam com o seu valor aumentado, o que contribui ainda mais para o endividamento e a inadimplência.
Diante dessa realidade, Lula (PT) ou Bolsonaro (PL), terão que tomar medidas sérias com o objetivo de abaixar esses números e apresentar condições para a quitação das dívidas.
Endividamento: Lula
De acordo com o plano de governo do candidato do PT, caso seja eleito, Lula promoverá a negociação de dívidas das famílias e de pequenas empresas por meio dos bancos públicos e privados.
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O intuito é avançar na regulação e incentivar medidas para diminuir o custo do crédito e ampliar a oferta.
Ainda, há a proposta de criação de um fundo garantidor de crédito para que os brasileiros consigam renegociar suas dívidas no comércio ou nas despesas da casa.
Mais detalhes sobre a questão podem ser consultados no material de campanha do candidato Lula.
Endividamento: Bolsonaro
No plano de governo de Bolsonaro, não há propostas que relacionam diretamente o assunto do endividamento das famílias brasileiras.
Agora em outubro, mês de eleições, a Caixa Econômica Federal anunciou o relançamento de um programa de renegociação de dívidas para pessoas físicas e pessoas jurídicas, com descontos de até 90%, de acordo com a situação de cada caso.
