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O rendimento das contas bancárias mudou com a taxa Selic em 13,75%?

A taxa básica de juros segue em alto patamar após a última reunião do Copom do Banco Central. Veja se isso afeta as contas bancárias!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Imagem de uma pessoa utilizando o celular; na imagem são ilustrados recursos de um app de banco.

A taxa básica de juros, a Selic, ficou em 13,75% pela sexta vez consecutiva, a partir da última decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central. A alíquota é referência para uma série de investimentos e também é usada pelas instituições financeiras. 

Em relação aos padrões históricos, o nível atual dos juros é considerado bastante alto. Não à toa, o Governo Federal tem realizado críticas nesse sentido e pressionado para uma queda. 

Para se ter ideia, hoje, o Brasil possui a maior taxa de juros reais do mundo. Mas, afinal, essa realidade afeta as contas bancárias dos brasileiros?

Impacto da Selic nas contas bancárias 

Com a Selic em 13,75%, as contas bancárias apresentam rendimentos bastante atrativos para os investidores. Isso porque muitos bancos usam a taxa como referência para definir as taxas de juros que iriam remunerar as contas de seus clientes. Assim sendo, como a alíquota se manteve a mesma, a rentabilidade das contas permanecem as mesmas. 

Vale lembrar, contudo, que nos casos de contas-corrente, não há nenhum tipo de alteração. Aliás, essas modalidades já não apresentam rendimento normalmente. Para essas pessoas, é evidente, nada muda.

Por que a Selic está tão alta?

A Selic chegou a esse patamar elevado em um ciclo de altas iniciadas ainda em 2021, como uma tentativa de barrar o aumento da inflação. Na época, a taxa era de 2% e foi sendo alterada aos poucos até chegar aos 13,75% em agosto do ano passado. 

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Quando a inflação está elevada, o Banco Central do Brasil aumenta a taxa Selic como uma forma de frear o aumento de preços. Isso ocorre porque a elevação dos juros torna o crédito mais caro, o que diminui o consumo e, consequentemente, a demanda por produtos e serviços. Com isso, os preços tendem a se estabilizar ou a cair.

A taxa inflacionária do país começou a apresentar queda há alguns meses. Os juros, no entanto, devem permanecer na casa dos dois dígitos durante o ano todo.

Imagem: TierneyMJ/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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