As ações da Oi (OIBR3) derreteram no pregão desta quarta-feira (1º), acumulando queda de 24,53% por volta das 16h05, cotadas a R$ 0,40. Na mínima do dia, o papel chegou a recuar 28%. O movimento reflete a crescente incerteza do mercado sobre a sobrevivência da empresa, que enfrenta sua segunda recuperação judicial e agora tem no horizonte a possibilidade de falência.
OIBR3 registra queda de até 28% com falência iminente; saiba o que ainda sustenta a companhia
Ações da Oi (OIBR3) despencam após decisão judicial que afasta diretoria e pode decretar falência da companhia. Entenda os próximos passos.
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Decisão judicial altera rumo da companhia

A juíza Simone Gastesi Chevrand determinou a suspensão das obrigações extraconcursais da Oi — dívidas contraídas após o início do processo de recuperação judicial de 2023 — por 30 dias.
Mudanças na administração
A magistrada nomeou o administrador judicial Bruno Rezende para assumir a gestão da empresa e designou Tatiana Binato para coordenar a transição dos serviços públicos prestados.
Objetivo da medida
Segundo a decisão, a medida visa assegurar a continuidade de serviços essenciais enquanto a empresa tenta negociar com credores. A juíza destacou a situação financeira precária da operadora e a necessidade de garantir uma transição ordenada.
Serviços estratégicos mantêm Oi ativa
O ponto central para que a falência não fosse decretada de imediato está na relevância dos serviços prestados pela Oi. A companhia ainda detém contratos estratégicos, incluindo participação em áreas onde outras operadoras não têm cobertura.
Importância do CINDACTA
Entre eles, está a manutenção de sinais que atendem a 70% do CINDACTA (Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo).
Avaliação de especialistas
De acordo com o advogado especialista em falências Charles Hanna Nasrallah, esses serviços foram determinantes para a decisão da magistrada. Caso não houvesse contratos públicos e compromissos estratégicos, a falência já teria sido decretada.
Impacto no mercado financeiro
A reação dos investidores foi imediata. O colapso das ações reflete não apenas a deterioração da confiança na Oi, mas também o risco de perdas adicionais para acionistas e credores.
Visão dos analistas
Analistas apontam que o mercado enxerga a liquidação como cenário cada vez mais provável, apesar do prazo de 30 dias concedido pela Justiça. Esse período é visto como uma última janela para a Oi buscar alternativas, mas sem garantias de sucesso.
Dívidas bilionárias e caixa insuficiente
A Oi acumula mais de R$ 1,5 bilhão em dívidas extraconcursais, segundo documentos apresentados à Justiça.
Falta de liquidez
A companhia alegou que seu caixa, estimado em apenas R$ 21 milhões, é insuficiente para honrar compromissos de curto prazo, incluindo obrigações já previstas para outubro de 2025.
Alternativas estudadas
Diante da crise, a operadora avaliava recorrer ao Chapter 11 nos Estados Unidos, um tipo de recuperação judicial internacional. Além disso, pediu uma liminar para suspender por 60 dias a cobrança de débitos, mas o prazo acabou reduzido para 30 dias pela juíza.
O futuro da Oi: falência ou nova tentativa de recuperação?

A decisão da Justiça abre duas possibilidades para a Oi: avançar para a falência, com liquidação de ativos, ou tentar seguir em recuperação judicial.
Expectativa sobre os 30 dias
Especialistas acreditam que, caso a falência se confirme, haverá leilão de ativos para pagar parte das dívidas. No entanto, esse processo deve ser longo e envolver disputas jurídicas, já que a Oi pode recorrer em diferentes instâncias.
A importância dos serviços essenciais
Mesmo fragilizada financeiramente, a Oi continua desempenhando um papel relevante no setor de telecomunicações.
Telefonia e dados
Além da telefonia fixa e da exploração de centrais de dados, sua rede atende áreas remotas e serviços estratégicos do Estado brasileiro.
Risco de impacto no setor de telecomunicações
A eventual falência da Oi pode gerar reflexos para todo o setor de telecomunicações no Brasil.
Consolidação do mercado
A liquidação de seus ativos pode abrir espaço para a consolidação entre concorrentes, além de levantar questões sobre continuidade de contratos públicos.
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Histórico de crises da Oi
Não é a primeira vez que a Oi enfrenta dificuldades. A companhia entrou em sua primeira recuperação judicial em 2016, em um processo que se tornou o maior da história do Brasil.
Reincidência em crise
Apesar de planos de reestruturação, a operadora nunca conseguiu se recuperar totalmente, culminando na abertura de um novo processo em 2023. Agora, enfrenta novamente risco de falência.
Possíveis cenários
Os próximos passos da Oi podem seguir diferentes caminhos:
Falência decretada
Liquidação de ativos e encerramento das operações.
Continuidade em recuperação judicial
Tentativa de novo acordo com credores.
Venda de ativos estratégicos
Alienação de infraestrutura para gerar caixa.
Entrada de novos investidores
Alternativa considerada pouco provável, mas que poderia manter a empresa ativa.
Expectativa para os próximos 30 dias

O prazo estabelecido pela Justiça será crucial para o destino da Oi. Nesse período, caberá à administração judicial avaliar a viabilidade de manter a empresa em recuperação ou decretar falência.
Conclusão
O futuro da Oi (OIBR3) segue incerto e dependerá das negociações nos próximos 30 dias. Embora ainda haja chance de evitar a falência, a deterioração financeira e a pressão dos credores tornam esse desfecho cada vez mais provável. Caso ocorra, o impacto se estenderá ao mercado de telecomunicações e ao setor público, dada a relevância dos serviços prestados pela companhia.
