A primeira semana do verão será marcada por uma intensa onda de calor no Brasil, atingindo principalmente estados do Centro-Sul durante o período do Natal. As temperaturas devem permanecer vários dias acima da média climatológica, com tardes muito quentes e madrugadas abafadas, cenário típico de eventos extremos de calor.
Brasil entra em onda de calor na semana do Natal; veja como fica o tempo!
Brasil enfrenta onda de calor na semana do Natal, com temperaturas até 5 °C acima da média em várias regiões. Veja a previsão!
O fenômeno se diferencia do calor pontual observado em semanas anteriores pela sua persistência. A previsão indica uma sequência de dias consecutivos com temperaturas elevadas, que devem se estender até o fim da semana, mantendo o desconforto térmico em grande parte do país.
O que caracteriza?
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Definição meteorológica
Segundo critérios adotados por meteorologistas, uma onda de calor ocorre quando as temperaturas ficam pelo menos 5 °C acima da média histórica por um período mínimo de cinco dias consecutivos. Esse padrão já vem sendo observado em diversas regiões brasileiras neste início de verão.
Diferença entre calor comum e onda de calor
Calor isolado
Eventos de calor isolado costumam durar poucos dias e são interrompidos pela chegada de frentes frias ou sistemas de chuva mais organizados.
Calor persistente
Na onda de calor, o bloqueio atmosférico impede a circulação normal do ar, mantendo o calor intenso por vários dias seguidos, inclusive durante a noite.
O que está provocando a onda de calor no Brasil
Atuação de massa de ar quente e seco
A principal causa da onda de calor é a atuação de uma massa de ar quente e seco sobre o Centro-Sul do país. Esse sistema dificulta a formação de nuvens de chuva e favorece a elevação contínua das temperaturas.
Bloqueio atmosférico
Alta Subtropical do Atlântico Sul
A Alta Subtropical do Atlântico Sul atua como um bloqueio atmosférico, impedindo o avanço de frentes frias e sistemas de instabilidade. Com isso, o calor se intensifica e se prolonga por vários dias.
Redução das chuvas organizadas
Embora pancadas isoladas ainda possam ocorrer, elas tendem a ser rápidas e insuficientes para aliviar o calor de forma significativa.
Estados mais afetados pela onda de calor
Sudeste
No Sudeste, o calor ganha força especialmente no interior de São Paulo, no Triângulo Mineiro e no sul de Minas Gerais.
São Paulo
A capital paulista pode registrar máximas próximas de 35 °C, com possibilidade de recordes históricos para o mês de dezembro caso os termômetros alcancem valores ainda mais elevados no interior do estado.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o calor volta a predominar após dias de nebulosidade e chuva passageira, com sensação térmica elevada ao longo da semana.
Centro-Oeste
O Centro-Oeste segue com calor intenso, típico do verão, e pancadas de chuva isoladas.
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul
As temperaturas permanecem altas, com risco de temporais localizados, principalmente no noroeste de Mato Grosso do Sul.
Goiás e Distrito Federal
A chuva ocorre de forma irregular, enquanto os termômetros seguem acima da média.
Sul
No Sul, a situação varia ao longo da semana.
Paraná e Santa Catarina
O período mais crítico ocorre até o dia de Natal, com calor intenso e abafado.
Rio Grande do Sul
Após episódios de chuva forte, o calor tende a diminuir gradualmente nos dias seguintes, com alívio térmico em parte do estado.
Situação no Norte e no Nordeste
Norte
O Norte do país não está sob a influência direta da onda de calor, mas enfrenta tempo abafado e instabilidades frequentes.
Estados com risco de temporais
Amazonas, Pará, Rondônia e Amapá podem registrar chuva intensa, raios e volumes elevados em curto período.
Nordeste
No Nordeste, o calor é mais sentido no interior, onde o tempo permanece seco.
Litoral
No litoral, a ventilação oceânica ajuda a conter as máximas, com alternância entre sol e pancadas rápidas de chuva.
Terça-feira com chuva em parte do país
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Sul com temporais
No Sul, a previsão indica chuva desde as primeiras horas do dia, com risco de temporais, rajadas de vento e volumes elevados em algumas áreas.
Áreas mais afetadas
Regiões do norte e noroeste do Rio Grande do Sul, oeste e sul de Santa Catarina e sudoeste do Paraná concentram os maiores riscos.
Impactos da onda de calor no dia a dia
Saúde
O calor intenso aumenta o risco de desidratação, insolação e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias.
Consumo de energia
O uso elevado de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado pressiona o consumo de energia elétrica, especialmente em grandes centros urbanos.
Atividades ao ar livre
A recomendação é evitar exposição prolongada ao sol nos horários mais quentes do dia, entre 10h e 16h.
FAQ
O que é uma onda de calor?
É um período de pelo menos cinco dias consecutivos com temperaturas 5 °C ou mais acima da média histórica da região.
Quais regiões do Brasil são mais afetadas?
O Centro-Sul do país, especialmente Sudeste, Centro-Oeste e parte do Sul, concentra os maiores impactos.
A onda de calor vai durar até quando?
A previsão indica persistência até o fim da semana do Natal, com possível alívio gradual em algumas regiões após esse período.
O calor extremo pode causar chuva?
Sim, mas geralmente são pancadas isoladas e rápidas, que não reduzem significativamente a temperatura.
Como se proteger durante a onda de calor?
Manter hidratação constante, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e usar roupas leves são medidas essenciais.
Considerações finais
A onda de calor que marca a semana do Natal reforça a tendência de verões cada vez mais quentes e extremos no Brasil. A persistência das altas temperaturas exige atenção redobrada à saúde, ao consumo de água e aos alertas meteorológicos, especialmente em regiões onde o calor será mais intenso e prolongado.
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