O ministro substituto do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Osmar Júnior, destacou que o enfrentamento à fome deve ser entendido como uma responsabilidade estrutural e contínua do país. A declaração foi feita durante a abertura da 3ª Plenária Ordinária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Ministro substituto Osmar Júnior afirma: ‘não há país digno com fome’
O ministro substituto Osmar Júnior afirmou que o combate à fome deve ser um compromisso de Estado. Saiba mais!
Segundo o ministro, a retomada de políticas públicas sociais e alimentares nos últimos anos mostrou resultados concretos. Ele apontou que as ações do governo têm sido fundamentais para reconstruir a rede de proteção social e garantir o direito básico à alimentação.
Compromisso do governo com a erradicação da fome

Durante a plenária, Osmar Júnior ressaltou que a superação da fome não se limita à retomada de programas sociais, mas exige uma política permanente de Estado. De acordo com ele, enquanto houver brasileiros em situação de insegurança alimentar, será necessário manter e aprimorar ações específicas para combater o problema.
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O ministro enfatizou que o governo federal tem buscado integrar diferentes áreas — como desenvolvimento social, agricultura e educação — para construir soluções sustentáveis. Essa articulação tem como meta assegurar que a erradicação da fome não dependa apenas de ciclos políticos, mas seja consolidada como uma prioridade nacional.
Políticas públicas que impulsionaram o progresso
Nos últimos anos, a retomada de políticas sociais e programas estruturantes tem contribuído para reduzir a pobreza e a desigualdade alimentar. Entre os principais instrumentos estão o Bolsa Família, o apoio à agricultura familiar e o fortalecimento da alimentação escolar.
Bolsa Família e transferência de renda
O novo formato do Bolsa Família, relançado com critérios atualizados e benefícios adicionais para famílias com crianças, adolescentes e gestantes, tem sido apontado como um dos principais vetores para o avanço social. O programa ampliou a cobertura e garantiu que milhões de famílias tivessem condições mínimas de segurança alimentar.
Agricultura familiar como base da soberania alimentar
Outro eixo essencial das ações do governo é o incentivo à agricultura familiar. Essa política fortalece a produção local de alimentos e estimula a economia das pequenas comunidades rurais. Além de gerar emprego e renda, o modelo garante diversidade alimentar e reduz a dependência de importações.
Alimentação escolar e acesso à comida saudável
O fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) também tem sido determinante. A inclusão de produtos da agricultura familiar nas merendas das escolas públicas estimula o consumo de alimentos frescos e regionais, promovendo hábitos alimentares saudáveis desde a infância.
Brasil fora do Mapa da Fome
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) anunciou, em julho de 2025, que o Brasil deixou novamente o Mapa da Fome. O indicador é baseado na média trienal de 2022 a 2024, e o país atingiu menos de 2,5% da população em situação de subnutrição.
Esse avanço foi conquistado em tempo recorde, após um período de retrocesso nos índices de segurança alimentar. A conquista reflete o conjunto de decisões políticas voltadas para a redução da pobreza e o fortalecimento da rede de proteção social.
Consea: o papel da sociedade na formulação das políticas
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) tem papel central na elaboração e monitoramento das políticas públicas de combate à fome. Criado em 1993 e restabelecido em 2023, o órgão é o principal canal de diálogo entre o governo e a sociedade civil na área da segurança alimentar.
Estrutura e atuação do Consea
O Consea integra o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e reúne representantes de diferentes ministérios, entidades sociais e movimentos populares. Sua função é garantir que as políticas de alimentação sejam construídas de forma democrática, intersetorial e participativa.
Durante a 3ª Reunião Plenária Ordinária, que ocorre até 8 de outubro, os conselheiros debatem estratégias e diretrizes para orientar as próximas etapas do sistema de segurança alimentar. As deliberações devem influenciar diretamente as ações federais e locais nos próximos anos.
Participação social como base da política alimentar
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O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macêdo, destacou no evento que a participação social é o pilar fundamental para a continuidade das políticas públicas. Segundo ele, o sucesso das ações de combate à fome depende da colaboração entre governo, sociedade civil e movimentos sociais.
Ele ressaltou que o retorno do Bolsa Família e o fortalecimento da agricultura familiar foram possíveis graças ao envolvimento direto das comunidades e à escuta ativa das demandas locais. Essa abordagem participativa tem permitido a construção de soluções mais efetivas e duradouras.
Desafios e próximos passos

Apesar dos avanços, o governo reconhece que a erradicação completa da fome exige esforço contínuo. O cenário econômico, o aumento do custo de vida e a vulnerabilidade social ainda impõem desafios para parte da população.
Sustentabilidade e geração de renda
Para consolidar os resultados, o MDS aposta na ampliação de programas de inclusão produtiva, como o apoio a cooperativas, empreendimentos solidários e iniciativas locais de geração de renda. A ideia é promover autonomia econômica e reduzir a dependência exclusiva das transferências sociais.
FAQ – Perguntas frequentes
O que disse o ministro substituto Osmar Júnior sobre a fome?
O ministro afirmou que o combate à fome deve ser um compromisso permanente e estrutural, reconhecido como política de Estado.
Qual é o papel do Consea?
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional assessora o governo na formulação e monitoramento das políticas de alimentação, com ampla participação da sociedade civil.
Considerações finais
A trajetória recente mostra que o país possui capacidade e conhecimento técnico para erradicar a fome — o que falta é manter o compromisso coletivo de que nenhum brasileiro deve ser privado do direito mais essencial: o de se alimentar com dignidade.
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