O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, comunicou na última segunda-feira, 17 de abril de 2023, que o Ministério da Fazenda e o Banco Central do Brasil vão criar um grupo de debate para discutir a redução dos juros rotativos do cartão de crédito.
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Vale destacar que no mês de fevereiro de 2023, a taxa do crédito rotativo chegou a 417% ao ano. Simultaneamente, famílias em situação financeira complicada são quem costumam utilizar este tipo de produto financeiro.
Não à toa, o Governo Federal tem buscado criar um limite neste tipo de taxa de juros, especialmente pelo impacto que ela causa no endividamento da população. Todavia, os próprios bancos cobravam uma aproximação entre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e a Febraban para debater sobre o tema.
Posicionamento da Febraban
Segundo Sidney, a criação do grupo vai ser importante para a chegada de uma solução acerca dos juros rotativos do cartão de crédito. De acordo com o presidente da Febraban, a equipe criada vai “aprofundar tecnicamente quais são as causas do elevado spread no cartão de crédito”
Assim, segundo o presidente da federação, será possível “encontrar as soluções corretas que possam zelar pela racionalidade econômica”. Ainda sobre o encontro, o executivo informou que encaminhou um documento que mostra o impacto do mercado de cartões de crédito para o Produto Interno Bruto brasileiro.
Contudo, segundo o presidente da Febraban, o governo não apresentou uma proposta no encontro realizado na última segunda-feira, no qual estiveram presentes, além de Sidney e Haddad, Rodrigo Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituição Financeiras (CNF). Além disso, participaram o do encontro os CEOs dos seguintes bancos:
Objetivo do governo
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Desde o final de março, o Governo Federal tem estudado formas de criar um limite de juros rotativo para cartões de crédito. Inclusive, o próprio Haddad já classificou a taxa cobrada como “estratosférica”, informando que tomaria alguma providência sobre o tema.
Ademais, a tendência é que o debate ganhe mais força nos próximos meses, especialmente porque esta é uma das pautas cobradas pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por fim, a Febraban participa do debate como possível intermediadora entre Estado e instituições financeiras.
Imagem: Geobor/Shutterstock.com
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