O ano começou com uma boa notícia para as pessoas que recebem até dois salários mínimos mensais. Logo após o Carnaval, o Governo Federal deve divulgar um programa especial para a renegociação de dívidas, batizado de ‘Desenrola’.
Ótima notícia para quem recebe até 2 salários mínimos
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Após ter feito o anúncio do programa, que foi uma das promessas de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no início de fevereiro, Fernando Haddad (PT) indicou a data de lançamento nesta segunda-feira (13).
Ao discursar no diretório do PT, ao lado de outros caciques do Partido dos Trabalhadores, o ministro da Fazenda aproveitou a oportunidade para anunciar que, além do ‘Desenrola’, outro projeto que deve sair logo mais é a correção da tabela do Imposto de Renda.
Entenda o programa para pessoas de 2 salários mínimos
O programa foi desenvolvido para facilitar a renegociação de dívidas. Esta é uma das medidas adotadas por Haddad para voltar a movimentar a economia. Segundo as informações divulgadas pela assessoria de imprensa do PT, a esperança é que com mais pessoas quitando as suas dívidas, o consumo volte a crescer — e a economia volte a se desenvolver.
Caso aprovado, o ‘Desenrola’ pode contemplar 40 milhões de endividados que ganhem dois salários mínimos — um valor equivalente aos R$2.640.
Destaca-se que o Desenrola foi uma das promessas de campanha de Lula ao longo de sua disputa pela presidência contra Jair Bolsonaro (PL). Com isso, esta foi uma das primeiras medidas anunciadas por Haddad no Ministério da Fazenda.
Desenrola como instrumento de política monetária
Vale destacar que a retomada da economia tem sido um dos assuntos mais discutidos nos últimos dias, com Lula acusando o BC de atrapalhar esse processo ao manter a taxa Selic em 13,75%.
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O ‘Desenrola’ seria uma tentativa do governo de incentivar a economia sem precisar passar necessariamente pelo BC, que resiste em abaixar a Selic, algo que tem sido pedido por Lula desde que ele assumiu a presidência.
Em termos práticos, quando a Selic está em altos patamares, o consumo é freado e as pessoas param de consumir, já que o crédito está mais caro. O órgão regulador adota essa prática para diminuir a demanda pelos produtos e, consequentemente, caírem os preços.
A queda de preços ajudaria na queda da inflação. Com isso, o BC poderia abaixar a Selic para baixar o crédito e incentivar o consumo entre a população. Embora isso seja um consenso no mercado financeiro, economistas declararam apoio a Lula recentemente pedindo pela queda da taxa.
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