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Pagamento de R$ 5 mil para estudantes: Lula vai pagar?

Proposta de pagar R$ 5 mil a estudantes surgiu nas eleições e acabou incorporada por Lula. Saiba como é o processo para efetivar a promessa.

Marcos CostaPor Marcos Costa3 min de leitura
Foto do presidente Lula sorrindo com a mão para o alto

A proposta de dar R$ 5 mil para estudantes que completassem o ensino médio possivelmente tenha sido umas das sugestões que mais chamou a atenção do eleitorado durante as últimas eleições presidenciais.

A ideia foi citada pela senadora e então candidata à presidência, Simone Tebet (MDB), durante debate realizado pela TV Globo no primeiro turno.

A senadora não ganhou o processo eleitoral, mas saiu dele maior do que entrou. Tanto que sua proposta foi assimilada ao programa de governo vencedor e pode ser implantada no futuro governo Lula. A equipe de transição já estuda a viabilidade de incluir o programa na próxima gestão.

Como viabilizar os R$ 5 mil para os estudantes?

A sugestão para viabilizar a poupança estudantil passaria pela realização de um depósito mensal durante parte da vida escolar do aluno, ao longo do ensino fundamental e médio. A retirada do valor acumulado durante o período seria autorizada após a formatura, como uma forma de desestimular a evasão escolar.

O fenômeno é verificado quando o aluno deixa de frequentar o colégio e abdica da vida escolar. Elena Landau, que chefiou o plano de governo de Tebet, deu algumas explicações sobre como o pagamento de R$ 5 mil para estudantes funcionaria na prática.

Desenho original para pagar os estudantes

À época, ela explicou que o plano consistia em parte dos estudantes receberem, mensalmente, um título do Tesouro Direto – ou seja, um título público federal. Os papéis seriam indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado para mensurar a inflação de produtos e serviços. O critério de participação passaria pelo Cadastro Único (CadÚnico).

O registro das informações sobre as famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza é base para políticas sociais como o Auxílio Brasil, programa de distribuição de renda substituto do Bolsa Família. Sabe-se que, inclusive, o programa social voltará a existir a partir de 2023.  

Simone Tebet no pós-eleição

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Simone Tebet finalizou sua participação no primeiro turno das eleições para presidente em terceiro lugar, com a preferência de aproximadamente 4,9 milhões dos eleitores que recusaram tanto aquele que se consagraria vencedor, o petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quanto o candidato derrotado, o atual presidente que disputava a reeleição, Jair Bolsonaro (PL).

Com 4,16% dos votos, Tebet escolheu apoiar Lula no segundo turno e acabou sendo uma das peças importantes para que muitos dos entusiastas de uma “terceira via” votassem no PT contra Bolsonaro.

Com o governo eleito, a senadora participa do processo de transição e é cotada a ser ministra.

Imagem: BW Press / shutterstock.com

Marcos Costa

Autor

Marcos Costa

Formado em Comunicação - Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em 2018. Acumula experiências como repórter, redator web e copywriter. Já trabalhou nos portais "Bahia Notícias" e "Bnews", além da assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).

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