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Pagamento por Pix bate recorde e se mantém como o mais usado no Brasil

Pix lidera os pagamentos no Brasil, com 63,8 bilhões de transações em 2024, superando todas as outras modalidades.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Pix

O sistema de transferências instantâneas Pix continua sua trajetória ascendente no Brasil e, em 2024, consolidou-se mais uma vez como o meio de pagamento mais utilizado pela população.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foram realizadas 63,8 bilhões de operações via Pix, o que representa um aumento de 52% em relação ao ano anterior.

A plataforma superou não apenas cada uma das demais modalidades de pagamento, como também a soma total delas.

Leia mais: Fraude no INSS gera mais impacto na opinião pública que crise do Pix, diz Quaest

Crescimento exponencial e consolidação

pix
Imagem: Freepik e Canva

Lançado em 2020, o Pix rapidamente conquistou a preferência dos brasileiros ao oferecer uma alternativa simples, gratuita (na maioria dos casos), instantânea e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. Esse conjunto de características tem sido determinante para a popularização do sistema.

O Pix revolucionou o sistema financeiro brasileiro ao oferecer uma ferramenta simples e segura de pagamentos instantâneos 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban. “Sua crescente popularidade reflete a confiança dos brasileiros na tecnologia e sua importância no cotidiano do dia a dia do brasileiro.”

Comparativo com outros meios de pagamento

Em termos de volume de transações, o Pix não apenas superou todos os outros métodos de pagamento, mas também ultrapassou a soma de cartões de crédito e débito, boletos, TED, cartão pré-pago e cheques, que juntos totalizaram 50,8 bilhões de operações no mesmo período.

Confira a comparação entre os principais meios:

  • Pix: 63,8 bilhões de transações
  • Cartão de crédito: 19,8 bilhões
  • Cartão de débito: 16,7 bilhões

O crescimento acelerado da modalidade também levou à descontinuação do Documento de Ordem de Crédito (DOC) pelos bancos, uma forma de transferência bancária que caiu em desuso desde a implementação do Pix.

Impacto no volume financeiro

Embora o Pix lidere com folga em número de operações, ainda ocupa a segunda posição em valor transacionado, com impressionantes R$ 26,9 trilhões movimentados em 2024. O primeiro lugar neste quesito pertence à TED, com R$ 43,1 trilhões.

Essa diferença pode ser explicada pelo perfil das transações: enquanto o Pix é amplamente usado em compras do dia a dia e transferências pessoais de menor valor, a TED segue sendo uma escolha preferencial em operações de grandes valores, especialmente entre empresas e instituições financeiras.

Linha do tempo da ascensão do Pix

A trajetória de liderança do Pix começou logo após seu lançamento e tem sido marcada por marcos importantes:

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  • Janeiro de 2021: superou o número de transações via TED
  • 2022: ultrapassou cartões de débito e crédito, respectivamente
  • 2023: DOC foi descontinuado devido à queda de uso causada pelo Pix
  • 2024: consolidou-se como o principal meio de pagamento, com crescimento contínuo

Popularidade sustentada pela praticidade

Pix bate recorde em 2024 com 63,8 bilhões de transações e lidera pagamentos no país
Imagem: Freepik e Canva

A adesão ao Pix não é por acaso. Seu modelo centrado na experiência do usuário e sua integração com aplicativos bancários e fintechs tornaram o sistema intuitivo e prático. Além disso, a gratuidade para pessoas físicas, ao menos em transações comuns, é um diferencial marcante.

A versatilidade também contribui: é possível realizar pagamentos por QR Code, links e até por aproximação em alguns dispositivos. O sistema também evolui constantemente, com o Pix Saque, Pix Troco e planos para novos recursos como Pix Garantido e Pix Internacional.

Perspectivas futuras

Com o sucesso já consolidado, os próximos passos para o Pix envolvem expansão de funcionalidades e integração com mercados internacionais. O Banco Central estuda formas de permitir transações entre fronteiras e uso em pagamentos recorrentes, como assinaturas.

Além disso, o uso do Pix em setores públicos vem ganhando espaço, com iniciativas para pagamento de tributos e serviços governamentais. A digitalização promovida pelo Pix tem sido fundamental na inclusão financeira de milhões de brasileiros, especialmente aqueles antes fora do sistema bancário tradicional.

Com informações de: Febraban

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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