O sistema de transferências instantâneas Pix continua sua trajetória ascendente no Brasil e, em 2024, consolidou-se mais uma vez como o meio de pagamento mais utilizado pela população.
Pagamento por Pix bate recorde e se mantém como o mais usado no Brasil
Pix lidera os pagamentos no Brasil, com 63,8 bilhões de transações em 2024, superando todas as outras modalidades.
Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), foram realizadas 63,8 bilhões de operações via Pix, o que representa um aumento de 52% em relação ao ano anterior.
A plataforma superou não apenas cada uma das demais modalidades de pagamento, como também a soma total delas.
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Crescimento exponencial e consolidação

Lançado em 2020, o Pix rapidamente conquistou a preferência dos brasileiros ao oferecer uma alternativa simples, gratuita (na maioria dos casos), instantânea e disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. Esse conjunto de características tem sido determinante para a popularização do sistema.
“O Pix revolucionou o sistema financeiro brasileiro ao oferecer uma ferramenta simples e segura de pagamentos instantâneos 24 horas por dia, sete dias por semana”, afirmou Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços da Febraban. “Sua crescente popularidade reflete a confiança dos brasileiros na tecnologia e sua importância no cotidiano do dia a dia do brasileiro.”
Comparativo com outros meios de pagamento
Em termos de volume de transações, o Pix não apenas superou todos os outros métodos de pagamento, mas também ultrapassou a soma de cartões de crédito e débito, boletos, TED, cartão pré-pago e cheques, que juntos totalizaram 50,8 bilhões de operações no mesmo período.
Confira a comparação entre os principais meios:
- Pix: 63,8 bilhões de transações
- Cartão de crédito: 19,8 bilhões
- Cartão de débito: 16,7 bilhões
O crescimento acelerado da modalidade também levou à descontinuação do Documento de Ordem de Crédito (DOC) pelos bancos, uma forma de transferência bancária que caiu em desuso desde a implementação do Pix.
Impacto no volume financeiro
Embora o Pix lidere com folga em número de operações, ainda ocupa a segunda posição em valor transacionado, com impressionantes R$ 26,9 trilhões movimentados em 2024. O primeiro lugar neste quesito pertence à TED, com R$ 43,1 trilhões.
Essa diferença pode ser explicada pelo perfil das transações: enquanto o Pix é amplamente usado em compras do dia a dia e transferências pessoais de menor valor, a TED segue sendo uma escolha preferencial em operações de grandes valores, especialmente entre empresas e instituições financeiras.
Linha do tempo da ascensão do Pix
A trajetória de liderança do Pix começou logo após seu lançamento e tem sido marcada por marcos importantes:
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- Janeiro de 2021: superou o número de transações via TED
- 2022: ultrapassou cartões de débito e crédito, respectivamente
- 2023: DOC foi descontinuado devido à queda de uso causada pelo Pix
- 2024: consolidou-se como o principal meio de pagamento, com crescimento contínuo
Popularidade sustentada pela praticidade

A adesão ao Pix não é por acaso. Seu modelo centrado na experiência do usuário e sua integração com aplicativos bancários e fintechs tornaram o sistema intuitivo e prático. Além disso, a gratuidade para pessoas físicas, ao menos em transações comuns, é um diferencial marcante.
A versatilidade também contribui: é possível realizar pagamentos por QR Code, links e até por aproximação em alguns dispositivos. O sistema também evolui constantemente, com o Pix Saque, Pix Troco e planos para novos recursos como Pix Garantido e Pix Internacional.
Perspectivas futuras
Com o sucesso já consolidado, os próximos passos para o Pix envolvem expansão de funcionalidades e integração com mercados internacionais. O Banco Central estuda formas de permitir transações entre fronteiras e uso em pagamentos recorrentes, como assinaturas.
Além disso, o uso do Pix em setores públicos vem ganhando espaço, com iniciativas para pagamento de tributos e serviços governamentais. A digitalização promovida pelo Pix tem sido fundamental na inclusão financeira de milhões de brasileiros, especialmente aqueles antes fora do sistema bancário tradicional.
Com informações de: Febraban
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