Desde que surgiu, em 2020, o Pix tem ganhado popularidade e destaque entre os meios de pagamento. Essa mudança pode ser percebida com a Bilheteria Digital, empresa líder no mercado de vendas online de ingressos para shows e eventos. Ela vem testemunhando uma mudança expressiva no comportamento do consumidor quando se trata de meios de pagamento.
O sistema de transferência instantânea do Banco Central está se consolidando como a opção preferida dos clientes para realizar suas compras. Segundo dados recentes da Bilheteria Digital, houve uma redução significativa no uso de boletos, indo de 12% para 5%. Além disso, as operações tradicionais também sofreram queda, indo de 5% para 3%.
Impacto do Pix no mercado financeiro brasileiro
Desde o lançamento do Pix, as transações financeiras digitais por pessoa quase dobraram, acompanhadas por uma queda significativa nos saques em dinheiro físico em todo o país. Em 2020, a média de operações per capita por meio digital era de 242, um número que saltou para 453 em 2022.
Por outro lado, os saques em caixas eletrônicos e agências bancárias diminuíram de 3,4 bilhões em 2020 para 2,6 bilhões no ano passado. O boleto, por sua vez, sofreu uma queda significativa em sua participação, passando de 28% em 2012 para apenas 11% no ano passado.
Queda do uso de cheques e a era do digital
Um dado que chama a atenção é a quase inexistência do uso de cheques em transações financeiras em 2022, em contraste com os 7% registrados em 2012. Quem comentou recentemente a mudança foi Maurício Moura, Diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central (BC):
“A quantidade e o volume financeiro de saques em ATMs e agências bancárias vem se reduzindo ao longo do tempo de forma gradual. De 2020 em diante, essa redução de uso parece ser mais acentuada, o que pode ser explicado pelas mudanças comportamentais da pandemia, a introdução do Pix e o aumento de transações com cartões.”, disse Moura.
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