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Pagamentos digitais impulsionam inclusão financeira no Brasil, destaca estudo

Pagamentos digitais, como o Pix e as criptomoedas, promovem a inclusão financeira no Brasil. Saiba mais sobre esses sistemas.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos6 min de leitura
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Os pagamentos digitais têm desempenhado um papel fundamental na transformação do sistema financeiro no Brasil.

Nos últimos anos, o país tem se destacado globalmente graças à adoção do Pix e o crescimento da utilização de criptomoedas. Esses avanços estão acelerando a inclusão financeira e abrindo portas para milhões de brasileiros que antes estavam à margem do sistema bancário tradicional.

Ao eliminar barreiras e oferecer soluções simples e acessíveis, essas tecnologias prometem redefinir a maneira como os brasileiros lidam com suas finanças.

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O crescimento do Pix no Brasil

Pix gerada por IA
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Lançado pelo Banco Central (BC) em 2020, o Pix rapidamente se tornou o sistema de pagamento preferido dos brasileiros. De acordo com dados do BC, em 2021, o Brasil registrou 7,9 bilhões de transações por meio do Pix. Esse número aumentou exponencialmente em 2025, superando a marca de 57,4 bilhões de transações apenas até setembro, representando um crescimento de 626% em relação ao ano anterior.

Com a facilidade de realizar transferências instantâneas, 24 horas por dia, sete dias por semana, o Pix superou outros meios de pagamento, como os cartões de débito (69,1%) e crédito (51,6%), além de estar à frente do uso de dinheiro (68,9%), conforme pesquisa do BC de 2024. Esse aumento na adesão ao Pix reflete como ele se tornou uma ferramenta essencial para a inclusão digital, beneficiando, especialmente, as populações de menor renda.

O avanço das criptomoedas

Além do Pix, o Brasil tem se destacado também no uso de criptomoedas. Em 2025, o país liderou a movimentação de criptoativos na América Latina, com um volume de transações superior a US$ 318,8 bilhões, o que representa um crescimento de 109,9% em comparação com o ano anterior. Esse crescimento coloca o Brasil à frente de países como Argentina, México, Venezuela e Colômbia em transações com criptomoedas.

O Brasil ocupa a 5ª posição no ranking mundial de adoção de criptomoedas, subindo cinco posições em relação ao ano de 2024. Este aumento é um reflexo direto da crescente utilização de moedas digitais como alternativa de pagamento e investimento. As criptomoedas têm características que as tornam especialmente acessíveis para aqueles que não têm acesso a serviços bancários tradicionais, permitindo transações rápidas e de baixo custo, inclusive em transações internacionais.

Inclusão financeira e acesso facilitado

Uma das maiores vantagens de ambos os sistemas — Pix e criptomoedas — é a sua capacidade de democratizar o acesso ao sistema financeiro. O Pix permite transferências gratuitas entre bancos diferentes, sem a necessidade de intermediários ou cobranças de taxas. Em 2022, 71,5 milhões de pessoas foram integradas ao sistema financeiro brasileiro por meio do Pix, de acordo com dados do Banco Central.

Da mesma forma, as criptomoedas também oferecem soluções vantajosas em termos de custos, já que as transações são realizadas com pouca ou nenhuma taxa e de forma quase instantânea. Além disso, elas não exigem a criação de contas bancárias para efetuar transações, o que facilita ainda mais o acesso de pessoas em áreas mais remotas ou em situações de exclusão financeira.

A pesquisa Geografia do Pix, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de 2024, também mostrou que as populações de menor renda têm maior propensão a utilizar o Pix com frequência, o que reforça ainda mais o papel do sistema como impulsionador da inclusão financeira.

Regulação e sustentabilidade da inclusão digital

Uma das chaves para o sucesso do Pix e das criptomoedas no Brasil tem sido o ambiente regulatório robusto, criado pelo governo para garantir a segurança e a confiança dos usuários. Em 2022, o país criou o Marco Legal dos Criptoativos, uma legislação que oferece clareza jurídica e regula o mercado de criptoativos, como as stablecoins (moedas digitais lastreadas em ativos tradicionais, como o dólar). Além disso, o Banco Central tem promovido consultas públicas sobre a regulamentação de criptoativos, permitindo um diálogo constante com os agentes do setor.

A regulamentação também permite que o Brasil siga os passos de países como os Estados Unidos, que estão criando um ambiente favorável à adoção institucional de criptomoedas, com a negociação de fundos de índice (ETFs) de Bitcoin em bolsas de valores.

O papel das empresas no crescimento dos pagamentos digitais

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Além das iniciativas governamentais, empresas privadas também têm contribuído para a digitalização do sistema financeiro. A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, lançou, em 2023, uma integração entre Pix e criptomoedas, permitindo que os usuários realizem transações com moedas digitais através do sistema Pix, com a conversão automática para reais.

Além disso, a Binance lançou recentemente no Brasil o Binance Card, um cartão pré-pago que permite a conversão em tempo real de mais de 100 tipos de criptomoedas para a moeda fiduciária. Essa inovação torna as criptomoedas ainda mais acessíveis ao público em geral, facilitando o uso diário dessas moedas digitais em milhões de estabelecimentos que aceitam a bandeira Mastercard.

Perspectivas futuras para os pagamentos digitais

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Imagem: yanalya/Freepik

O futuro dos pagamentos digitais no Brasil parece promissor. A combinação de tecnologias como o Pix e as criptomoedas está não apenas acelerando a inclusão financeira, mas também contribuindo para a modernização do sistema financeiro. O país pode se tornar um modelo global de como a inclusão digital pode ser alcançada através da integração de sistemas de pagamento rápidos, seguros e acessíveis.

A estimativa é que o mercado de pagamentos digitais e criptomoedas cresça exponencialmente até 2030. A BlockFi, uma plataforma de análise financeira, prevê que as criptomoedas serão responsáveis por um volume de transações de US$ 4,81 bilhões até 2030, o que representaria um aumento de 200% em relação aos valores de 2023.

Esse crescimento está diretamente ligado à adoção crescente por parte de empresas e usuários, bem como à regulação do setor, que é essencial para garantir a segurança dos envolvidos e permitir a expansão do uso de moedas digitais em diversas esferas da economia.

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Com informações de: Poder360

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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