O PagBank (PAGS34) iniciou o ano de 2025 com resultados sólidos e recompensas diretas aos investidores. Na terça-feira (13), a empresa anunciou a distribuição de aproximadamente R$ 250 milhões em dividendos, após registrar um lucro líquido recorrente de R$ 554 milhões no primeiro trimestre do ano. A performance ficou ligeiramente abaixo da média das estimativas de mercado, mas confirma a robustez financeira da companhia no cenário atual.
PagBank tem lucro 6% maior no 1T25 e paga seu primeiro dividendo aos acionistas
PagBank anuncia lucro de R$ 554 milhões no 1T25 e distribuirá R$ 250 milhões em dividendos. Saiba mais detalhes!
Com uma receita líquida de R$ 4,9 bilhões, crescimento de 13% em relação ao 1T24, e uma alta de 14% no lucro por ação, o PagBank reforça sua estratégia de valorização dos acionistas, tanto com o novo programa de dividendos quanto com a continuidade do plano de recompra de ações.
Leia mais:
Quais são as maquininhas de cartão do PagBank? Confira as taxas e preços

Crescimento consistente e novos dividendos
O lucro líquido recorrente de R$ 554 milhões entre janeiro e março representa uma alta de 6% na comparação com os mesmos meses de 2024. Embora tenha ficado ligeiramente abaixo da expectativa média dos analistas, que apontava para R$ 558,9 milhões (segundo dados da LSEG), o resultado foi considerado positivo, principalmente diante do cenário de juros elevados e aumento da concorrência no setor de meios de pagamento.
Paralelamente à divulgação do balanço, o PagBank anunciou sua primeira distribuição de dividendos, no valor de US$ 0,14 por ação, totalizando cerca de R$ 250 milhões, a serem pagos no dia 6 de junho de 2025. Segundo o diretor financeiro Artur Schunck, essa política visa consolidar uma nova forma de retorno financeiro aos acionistas, além do tradicional programa de recompra.
“A decisão de dividendo foi muito mais voltada a ter mais uma ferramenta de retorno para os acionistas”, explicou Schunck em coletiva com jornalistas.
Política de dividendos contínua
A empresa também informou que pretende manter a distribuição de dividendos de forma anual, com um percentual estimado em 10% do lucro líquido anual. A medida demonstra confiança na geração de caixa e no excesso de capital disponível, mesmo com os investimentos em expansão de carteira de crédito e aumento da base de clientes.
Programa de recompra segue ativo
Mesmo com o anúncio dos dividendos, o programa de recompra de ações permanece ativo. A empresa já executou 75% da segunda fase do plano, totalizando cerca de R$ 353 milhões em ações recompradas até março de 2025. A expectativa é de que, ao fim desta etapa, um novo programa de recompra seja lançado, o que pode impulsionar ainda mais o valor das ações da companhia (PAGS34).
“Baseado no nosso histórico, isso deve acontecer”, completou Schunck ao ser questionado sobre a possibilidade de um terceiro ciclo de recompras.
Resultados operacionais do 1T25
Além dos indicadores financeiros, o PagBank também apresentou números expressivos em seus indicadores operacionais, reforçando sua posição como uma das principais empresas do setor de meios de pagamento e banco digital do país.
Receita líquida cresce 13%
A receita líquida atingiu R$ 4,9 bilhões no primeiro trimestre, crescimento de 13% na comparação com os R$ 4,3 bilhões do mesmo período de 2024. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado, segundo dados da LSEG.
Lucro por ação sobe 14%
O lucro por ação (LPA) subiu para R$ 1,72, representando um avanço de 14% em relação aos R$ 1,51 registrados no 1T24. A empresa havia projetado, no início do ano, um crescimento de 11% a 15% no LPA em 2025, o que indica que a meta está no caminho certo.
O diretor financeiro afirmou que a projeção pode ser revisada para cima, dependendo da trajetória da taxa Selic ao longo do ano.
“É preciso esperar o pico da Selic para ver como os negócios vão se comportar frente a esse patamar de juros”, ponderou Schunck.
Expansão da carteira de crédito

Um dos principais vetores de crescimento do PagBank no trimestre foi sua carteira de crédito, que saltou 34%, alcançando R$ 3,7 bilhões. O índice de inadimplência acima de 90 dias, por sua vez, permaneceu estável em 2,3%, demonstrando controle de risco e qualidade dos ativos.
Este avanço reforça a estratégia da empresa de atuar não apenas como uma plataforma de pagamentos, mas também como uma instituição financeira completa, oferecendo produtos de crédito para pessoas físicas e jurídicas.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
TPV e engajamento bancário em alta
O volume total processado de pagamentos (TPV) atingiu a marca de R$ 129 bilhões, representando um crescimento de 16% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. A métrica reafirma a consolidação do PagBank como um dos principais players do mercado de adquirência no Brasil.
Já o “cash in”, indicador que mede o engajamento dos usuários com a conta bancária da empresa, totalizou R$ 83 bilhões, uma alta expressiva de 26% na comparação anual. O dado é particularmente relevante para mostrar o fortalecimento do relacionamento com os clientes.
Base de clientes: mais de 32 milhões
O PagBank encerrou o mês de março com 32 milhões de clientes cadastrados, sendo 17,7 milhões ativos, ou seja, que realizaram alguma movimentação recente. Esse crescimento contínuo na base ativa é um reflexo direto da ampliação de serviços oferecidos, da presença digital e do aumento da confiança na marca.
A empresa segue investindo em novos produtos, como seguros, crédito, câmbio, investimentos e marketplace, com foco em ampliar a recorrência e a retenção de clientes.
Contexto de mercado e perspectivas

Mesmo com um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados, o PagBank mantém margens sólidas e segue rentabilizando sua base de usuários. A estratégia de combinar crescimento orgânico com recompensa ao acionista (por meio de dividendos e recompra) tem agradado o mercado.
Analistas veem com bons olhos a capacidade da empresa de equilibrar expansão com distribuição de capital, o que tende a aumentar a atratividade das ações PAGS34 no médio e longo prazo.
A expectativa agora gira em torno dos próximos trimestres e da possibilidade de revisão das metas para o ano, sobretudo se houver cortes na taxa Selic, o que beneficiaria diretamente a operação de crédito da companhia.
Imagem: Diego Thomazini/shutterstock.com
