O ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), afirmou nesta quinta-feira (21) que o fortalecimento do mercado interno, aliado à valorização salarial, é a estratégia central do governo para reduzir a dependência econômica do Brasil em relação aos Estados Unidos. A declaração foi dada durante participação no programa “Bom dia, ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
‘Um país de classe média é o que queremos’ diz ministro Luiz Marinho
Ministro do Trabalho Luiz Marinho defende fortalecimento do mercado interno e valorização salarial para reduzir dependência dos EUA.
Marinho destacou que, mesmo diante das turbulências internacionais, o Brasil tem conseguido criar bases sólidas de crescimento sustentado. Para ele, as políticas de valorização do salário mínimo e de ampliação da isenção do Imposto de Renda formam o pilar para a construção de um país de classe média robusta.
“Nós queremos um país de classe média. Nós queremos aquela pessoa que hoje ganha pouco, passe a ganhar mais. E é isso que o mercado de trabalho brasileiro tem demonstrado”, afirmou o ministro.
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Valorização salarial como motor econômico

De acordo com Marinho, o governo Lula 3 já registrou a criação de mais de 4,4 milhões de empregos formais desde 2023. Esse avanço no mercado de trabalho ampliou a massa salarial e impulsionou o consumo das famílias.
“Políticas como a valorização do salário mínimo e a ampliação da isenção do Imposto de Renda, que pode chegar a salários de até R$ 5.000, são os motores desse crescimento”, disse.
Na visão do ministro, essas medidas criam um ciclo virtuoso, no qual o aumento da renda gera maior capacidade de consumo, estimulando setores produtivos e fortalecendo a economia como um todo.
Reduzindo a dependência dos Estados Unidos
O debate sobre a necessidade de fortalecer o mercado interno surge em meio às tensões comerciais com os EUA, que recentemente impuseram tarifas de até 50% sobre exportações brasileiras.
Segundo Marinho, o país precisa diminuir a vulnerabilidade às oscilações externas e construir uma base de consumo interna sólida.
“É nisso que nós devemos apostar, para ter uma classe trabalhadora que tenha capacidade de consumo e, nesse consumo, dar sustentabilidade à economia crescente do país”, afirmou.
Brasil mais competitivo no cenário global
O ministro ressaltou que, ao estimular o poder de compra da população, o Brasil se torna menos exposto a crises externas e ganha competitividade. Uma classe média fortalecida serve como âncora para sustentar o crescimento econômico mesmo em períodos de instabilidade internacional.
A aposta do governo é que a consolidação de um mercado consumidor interno robusto amplie a atração de investimentos e reduza a dependência de mercados externos, como o norte-americano.
Emprego e formalização como prioridade
Outro ponto destacado por Marinho foi a formalização do emprego. O ministro comemorou o saldo positivo na geração de vagas com carteira assinada e reforçou que o desafio é garantir que o crescimento econômico seja acompanhado de inclusão social.
Para ele, a criação de empregos formais não apenas aumenta a arrecadação, mas também garante direitos trabalhistas e previdenciários. Esse processo, segundo Marinho, faz parte de uma estratégia mais ampla de valorização do trabalho e redistribuição de renda.
Classe média como projeto de país
A fala de Marinho reflete uma visão de longo prazo para o Brasil: formar uma sociedade majoritariamente de classe média. O ministro defende que esse objetivo só será alcançado se políticas públicas forem direcionadas para elevar os rendimentos dos trabalhadores e reduzir desigualdades históricas.
Nesse contexto, o salário mínimo segue como uma ferramenta estratégica. Além de reajustes acima da inflação, a política de valorização deve ter continuidade como forma de fortalecer o consumo interno.
Consumo interno como pilar do crescimento
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Economistas apontam que o Brasil tem espaço para expandir sua classe consumidora interna, que já representa uma das maiores da América Latina. Com maior poder de compra, famílias passam a consumir mais bens e serviços, o que estimula investimentos privados e gera novos postos de trabalho.
Esse ciclo, defendido por Marinho, reduz a dependência do país em relação às exportações de commodities, tornando a economia menos vulnerável a oscilações internacionais.
A relação com os Estados Unidos

As declarações do ministro acontecem em um momento delicado das relações bilaterais entre Brasil e EUA. As tarifas impostas por Washington afetaram diretamente setores estratégicos, como aço e produtos agrícolas.
O governo brasileiro tenta negociar uma saída diplomática, mas, segundo especialistas, a construção de uma base econômica sólida no mercado interno é fundamental para mitigar os efeitos de medidas protecionistas.
Desafios à frente
Apesar dos avanços relatados, analistas alertam que a consolidação de um país de classe média exige políticas consistentes e de longo prazo. Entre os desafios estão:
- manter a trajetória de crescimento do emprego formal;
- reduzir desigualdades regionais;
- garantir estabilidade fiscal para sustentar investimentos sociais;
- avançar em reformas estruturais que modernizem o mercado de trabalho.
As declarações de Luiz Marinho reforçam a linha adotada pelo governo Lula 3 de priorizar a valorização salarial, a criação de empregos e a ampliação do poder de compra da população. O objetivo, segundo o ministro, é claro: transformar o Brasil em um país de classe média consolidada, menos dependente de fatores externos e mais resiliente às instabilidades internacionais.
Se bem-sucedida, essa estratégia poderá marcar uma mudança estrutural na economia brasileira, fortalecendo o consumo interno como principal motor de crescimento.
Com informações de: Poder360
