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País quer aumentar a carga horária de trabalho para 69 horas semanais

Um país declarou que estuda aumentar a carga horária de trabalho para até 69h semanais. Saiba mais sobre o caso aqui.

Paula PifferPor Paula Piffer2 min de leitura
Imagem das mãos de uma mulher, segurando um celular. Na outra mão, tem um lápis e faz notas em um calendário que está sobre uma mesa. - Escala 6x1

Um país estuda aumentar a carga horária de trabalho de sua população de 52 horas semanais para 69 por semana. Isso porque empresários alegam falta de flexibilidade na regra. Contudo, a oposição está reclamando de falta de descanso.

A Coreia do Sul não está para brincadeira quando o assunto é trabalho. Dessa forma, o governo estuda uma reforma trabalhista que vai na contramão do que tem acontecido em países europeus. Ou seja, ao invés de reduzir a jornada de trabalho de sua população, aumenta.

Além disso, o presidente Yoon Suk Yeol apoia a reforma que aumenta a carga horária de trabalho. Isso porque as empresas sul-coreanas relataram ter dificuldades ao cumprir os prazos da atual jornada. Dessa forma, se aprovada, a população pode trabalhar legalmente cerca de 13 horas por dia, 6 dias por semana.

Quais são as opiniões?

As companhias justificam o aumento na carga horária para maior controle e flexibilidade dos trabalhadores. Segundo o empresariado, fica a critério dos trabalhadores as horas trabalhadas e as de descanso, além de acumular horas extras, a fim de tirar férias prolongadas.

No entanto, a oposição não vê o aumento com bons olhos. Isso porque aumentar de 12h para 29h extras semanais – adicionais a uma jornada de 40h semanais – pode gerar uma onda de desemprego no país. Ou seja, as empresas poderiam dispensar trabalhadores e exigir que os que ficaram trabalhem períodos mais longos.

A proposta vai para análise e aprovação

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Nada está decidido na Coreia do Sul, pois a reforma que trata do aumento da carga horária precisa de uma aprovação da Assembleia Nacional para passar a valer. Nesse sentido, o Partido Democrata, oposição ao atual presidente, tem a maioria na casa. Dessa forma, pode vetar a proposta.

Além disso, o prazo é de que a votação aconteça até julho de 2023. Ademais, o público sul-coreano tem 40 dias para opinar sobre o aumento da jornada de trabalho, antes que a reforma entre em votação na assembleia do país.

Imagem: TippaPatt / Shutterstock

Paula Piffer

Autor

Paula Piffer

Formada em Comunicação Social, com ênfase em Publicidade e Propaganda, atualmente é pós-graduanda em Negócios Digitais pela USP.

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