A Argentina acaba de anunciar uma mudança significativa em suas relações comerciais com a China: ela deixará de usar o dólar como moeda para pagar suas importações vindas do país. Essa medida pode ter impactos significativos na economia argentina e nas relações comerciais entre as duas nações.
País revela que deixará de utilizar o dólar em importações provenientes da China
A Argentina acaba de anunciar uma mudança significativa em suas relações comerciais com a China. Saiba mais.
A decisão foi tomada com o intuito de proteger as reservas internacionais em meio a um período de intensa volatilidade cambial na condição econômica da Argentina.
O ministro da Economia do país, Sergio Massa, afirma que a medida possibilitará que se programe um volume de importações de mais de US$ 1 bilhão em yuans a partir do próximo mês, reduzindo a dependência da moeda norte-americana nas operações com a China.
Essa não é a primeira iniciativa entre os países
Pequim e Buenos Aires já haviam estabelecido um acordo de “swap”, ou intercâmbio de moedas, anteriormente. Ele permite à nação sul-americana acessar yuans em caso de necessidade e visa combater a tempestade que vem atingindo as reservas do país.
Em um cenário de restrição cambial, a necessidade de dólares tem diminuído ainda mais as reservas limitadas do Banco Central argentino. Diante disso, Sergio Massa destacou que recorrer ao swap proporciona mais liberdade e maior capacidade de atuação por parte do Banco Central.
Além disso, segundo o ministro, isso ajuda a intervir contra aqueles que acham que a Argentina não tem capacidade econômica como Estado. Na terça-feira (25), o dólar “blue” chegou a ser vendido a 474 pesos, ante 495 do dia anterior.
O dólar “blue” é a taxa de câmbio paralela no mercado informal, que é não regulamentado, sendo ilegal. Assim, quando essa moeda sobe, significa que a nacional (peso) está se desvalorizando rapidamente.
Reservas Argentinas sob pressão
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As reservas internacionais da Argentina, apesar de registrarem US$ 36,5 bilhões na segunda-feira (24), estão sob constante pressão. No início deste ano, as reservas líquidas de livre disponibilidade chegavam a US$ 44,6 bilhões, indicando uma queda considerável no período recente.
Assim, ao adotar o yuan nas importações provenientes da China, o país não só busca preservar suas reservas internacionais, mas também fortalecer as relações comerciais entre os dois.
Dessa forma, a medida tomada pela Argentina é vista como um passo significativo nessa direção. Isso pois a China vem tentando ampliar a utilização de sua moeda no comércio internacional e reduzir sua dependência do dólar, principalmente em relação aos Estados Unidos.
Imagem: Roka / shutterstock.com
