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Papa Francisco é a favor da taxação de super-ricos? Entenda o motivo da ida do Haddad ao Vaticano

O ministro Fernando Haddad apresentou ao Papa Francisco um plano brasileiro para um imposto global de 2% sobre bilionários. Saiba mais!

Durante uma visita de grande importância ao Vaticano, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teve um encontro significativo com o Papa Francisco nesta manhã de quinta-feira (06). Em foco principal, a discussão girou em torno de uma proposta emergente de imposto global, apresentada pelo Brasil durante sua presidência no G20, em fevereiro.

Esta medida visa direcionar recursos das grandes fortunas para o combate à fome e às mudanças climáticas. Entenda a seguir.

Ministro propõe taxa sobre patrimônio de bilionários em reunião com o Papa Francisco

Imagem: Divulgação / Mídia do Vaticano

Durante o encontro, o ministro explicou ao Papa a proposta de aplicar uma taxa de 2% sobre o patrimônio de cerca de 3.000 bilionários em todo o mundo. Os recursos obtidos seriam direcionados para ações urgentes de caráter global, visando tanto a preservação ambiental quanto a assistência humanitária.

Durante cerca de 25 minutos, Haddad procurou o apoio do Papa para essa iniciativa, esperando que a liderança de Francisco possa exercer influência sobre a opinião global a respeito do assunto.

O impacto da visita ao vaticano

Além de abordar o impactante tema tributário, Haddad também prestou homenagem ao Papa com uma cuia e uma bomba para chimarrão, símbolos culturais do Brasil e, mais especificamente, do Rio Grande do Sul, estado recentemente afetado por severas enchentes.

A escolha desses presentes visava reforçar a solidariedade, especialmente considerando que o próprio Papa Francisco doou 100 mil euros para auxiliar nas consequências das inundações.

Após sua visita ao Vaticano, Haddad prosseguiu seu itinerário na Europa, participando de conferências e reuniões, onde continuou a defender e disseminar a proposta de impostos sobre grandes fortunas.

Recepção internacional da proposta ao Papa

No circuito internacional, a ideia de Haddad já conseguiu apoio de países como França, Espanha e Alemanha. No entanto, alguns países, incluindo Itália e Estados Unidos, mostraram-se céticos quanto à viabilidade da medida.

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Essa divisão de opiniões destaca o desafio de implementar políticas fiscais que exigem ampla cooperação internacional, especialmente em tempos de política global fragmentada.

Imagem: Divulgação / Mídia do Vaticano