Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condena partido que esbanjou verba pública a devolver milhões aos cofres públicos. O caso envolve o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) que, este ano, foi incorporado pelo partido Solidariedade.
Partido que esbanjou verba com churrasco e piscina devolverá milhões aos cofres públicos
TSE condena partido a devolver o dinheiro que esbanjou com carne, piscina, avião e helicóptero. Clique aqui e saiba mais
Neste mês, o TSE terminou de avaliar as contas do partido referente a 2017 e decidiu, por unanimidade, reprovar os gastos da organização. De acordo com o relatório do tribunal, as verbas públicas foram para a reforma da casa do presidente do partido e para a compra de um avião.
Assim, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, decidiu que o PROS deve devolver R$ 2,4 milhões para os cofres públicos. Esse valor se refere à punição máxima para esses casos, que é de 20% do valor das verbas do partido.
Partido que esbanjou verba pública comprou 4 toneladas de carne
Teoricamente, as verbas públicas que o governo destina aos partidos são para a manutenção da legenda e custeio de suas atividades políticas. Entretanto, em 2017, o PROS usou esse dinheiro para comprar quase 4 toneladas de carne.
Além disso, o partido comprou mercadorias e produtos suficientes para montar uma cozinha profissional, incluindo chefe e garçom. Contudo, todos os funcionários da legenda recebiam vale-alimentação e, além disso, os fiscais não encontraram nenhum restaurante na sede do PROS.
Por outro lado, a companheira do presidente do partido na época é dona de uma tradicional churrascaria em Planaltina, Goiás.
Reforma e avião
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De acordo com os fiscais do TSE, o partido esbanjou verba pública com a reforma da casa do presidente do PROS. Naquele ano, o imóvel ganhou uma nova piscina. O dinheiro também teria sido usado para comprar um avião bimotor e para manter um helicóptero.
Há indícios de que a verba acabou pagando pelo combustível das aeronaves, pelos serviços dos pilotos e pela manutenção de veículos. Para o tribunal, o partido não conseguiu provar a destinação do dinheiro público, principalmente, da comida e dos utensílios de cozinha.
Imagem: Cassiohabib / Shutterstock.com
