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Comportamentos impacientes em voos podem gerar punição, diz nova proposta

Saiba como passageiros apressados em voos podem ser multados. Descubra as novas regras e evite punições!

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro5 min de leitura
United Airlines

A cena é comum: o avião toca o solo e, antes mesmo da aeronave parar completamente, alguns passageiros já estão de pé, abrindo bagageiros e formando filas no corredor.

Esse comportamento, além de incômodo, pode colocar em risco a segurança dos ocupantes. Agora, esse tipo de atitude começa a ser tratado com mais rigor — ao menos nos voos da Turquia.

No dia 2 de junho, o Departamento de Aviação da Turquia anunciou uma nova legislação que prevê multas para passageiros impacientes em voos comerciais, especialmente aqueles que se levantam antes da autorização da tripulação.

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Por que a medida foi adotada para voos?

Pessoas sentadas dentro do avião
Imagem: Alex Desanshe / Shutterstock

De acordo com Kemal Yüsek, diretor-geral de Aviação da Turquia, a decisão visa aumentar a segurança dos voos e evitar acidentes no desembarque.

Riscos do comportamento imprudente

  • Quedas durante freadas bruscas no taxiamento;
  • Abertura acidental de compartimentos, causando ferimentos;
  • Tumultos e bloqueio de corredores, dificultando procedimentos da tripulação;
  • Interferência nas rotinas de segurança da cabine.

Esses fatores foram determinantes para que o governo turco passasse a tratar essas condutas em voos como infrações administrativas.

O que diz a nova legislação turca?

A norma sancionada estabelece que passageiros que desrespeitarem as orientações da tripulação poderão ser penalizados com multas de até 2.603 liras turcas, o equivalente a aproximadamente R$ 380.

Quais comportamentos serão punidos?

Comportamentos que podem gerar multa

Desafivelar o cinto antes da parada total

A atitude de soltar o cinto de segurança enquanto a aeronave ainda está taxiando será considerada infração.

Levantar-se para pegar bagagem

Abrir compartimentos de bagagem antes da autorização oficial está entre as ações que mais preocupam.

Formar filas nos corredores antes do permitido

O acúmulo de pessoas nos corredores dos voos, além de atrapalhar, gera riscos de acidentes e impede o fluxo correto dos procedimentos.

Desrespeitar prioridades de desembarque

Ignorar as instruções da tripulação sobre a ordem de saída também poderá resultar em sanções.

Regra pode ser aplicada em outros países?

Embora a legislação, por ora, seja exclusiva da Turquia, a medida abre um debate internacional sobre segurança no transporte aéreo.

E no Brasil, como seria?

No Brasil, não há, até o momento, uma legislação específica que puna esse comportamento. No entanto, órgãos como a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) reforçam que todos os passageiros devem obedecer às orientações da tripulação, sob risco de sanções administrativas mais amplas, como advertências, impedimento de embarque e, em casos extremos, até condução policial.

Segurança ou exagero? O que dizem especialistas

Argumentos a favor da medida

  • Aumenta significativamente a segurança dos passageiros.
  • Garante maior controle no fluxo de desembarque.
  • Evita acidentes comuns durante o taxiamento.
  • Valoriza o trabalho da tripulação e sua autoridade.

Críticas e desafios

  • A aplicação da multa pode gerar discussões e conflitos a bordo.
  • Passageiros podem questionar a eficácia da punição frente a atrasos ou má gestão das companhias.
  • Exigirá treinamento adicional para os comissários lidarem com passageiros insatisfeitos.

O que dizem as companhias aéreas?

Empresas de aviação, especialmente na Europa e Ásia, veem com bons olhos a medida. O argumento principal é que a disciplina a bordo não é apenas uma questão de educação, mas também de segurança operacional.

Já no Brasil, embora as empresas incentivem o cumprimento das normas, ainda não há movimentação concreta no sentido de propor legislações semelhantes.

Como os passageiros devem se comportar?

Boas práticas durante o desembarque

  • Permaneça sentado até o aviso sonoro e da tripulação para se levantar.
  • Mantenha o cinto afivelado até o desligamento completo dos motores.
  • Aguarde sua vez para se dirigir ao corredor.
  • Respeite prioridades, como pessoas com mobilidade reduzida, idosos e passageiros com crianças.

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Essas práticas não só evitam multas (onde aplicável), como também tornam o processo mais ágil e seguro.

Impacto no turismo e na cultura de viagem

Especialistas acreditam que medidas como essa podem, a longo prazo, mudar comportamentos culturais de viajantes em todo o mundo, especialmente em países onde é comum a pressa no desembarque.

No entanto, o debate permanece: até que ponto leis e multas são mais eficientes do que campanhas de conscientização?

Futuro das normas aéreas

Duas fileiras de poltronas no interior de um avião com poucos lugares ocupados
Imagem: Sorbis / shutterstock.com

Com o aumento global no volume de passageiros e na quantidade de voos, é provável que outras nações analisem medidas semelhantes. A tendência é que a segurança comportamental dentro das aeronaves passe a ser tão importante quanto os protocolos técnicos de voo.

Perguntas Frequentes

Passageiros podem ser multados por se levantar antes da hora?

Sim. Na Turquia, já existe uma lei específica para punir passageiros que se levantam antes da parada total da aeronave.

A multa vale para voos internacionais?

A medida vale para voos que estejam sob jurisdição da Turquia, sejam eles domésticos ou internacionais que envolvam aeroportos turcos.

O Brasil tem uma lei semelhante?

Atualmente, não. No Brasil, os passageiros devem seguir as orientações da tripulação, mas não há multa específica para este comportamento.

A regra é aceita por companhias aéreas?

Sim. Muitas companhias apoiam a medida, pois ela favorece a segurança dos passageiros e da operação.

Imagem: DC Studio / Freepik

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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