O passaporte brasileiro ganhou destaque internacional em 2026. O documento alcançou a 49ª posição no Global Passport Index, levantamento que avalia não apenas a quantidade de destinos acessíveis sem visto, mas também qualidade de vida e oportunidades econômicas ligadas à cidadania.
Na América do Sul, o Brasil aparece atrás apenas do Chile, colocado em 46º lugar. Argentina e Uruguai vêm logo depois, nas posições 52 e 53, respectivamente.
A principal vantagem brasileira está na mobilidade. Segundo o levantamento, o cidadão com passaporte do Brasil possui acesso totalmente livre de visto a 108 países. Quando entram na conta visto na chegada, autorização eletrônica e outros procedimentos facilitados, o alcance total chega a 176 destinos.
Isso não significa que brasileiros possam entrar livremente em qualquer país da lista. Mesmo quando não há exigência de visto consular antecipado, podem existir taxas, autorização eletrônica, limite de permanência e exigência de documentos na imigração.
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Em qual posição está o passaporte brasileiro?

O Brasil ocupa a 49ª posição geral no Global Passport Index de 2026, elaborado pela consultoria internacional Global Citizen Solutions.
O desempenho brasileiro é dividido em três indicadores:
| Indicador | Posição do Brasil |
|---|---|
| Classificação geral | 49ª |
| Mobilidade ampliada | 43ª |
| Oportunidades de investimento | 81ª |
| Qualidade de vida | 36ª |
Os números mostram que o documento brasileiro se sai melhor nos critérios de circulação internacional e qualidade de vida. O resultado pior em investimentos reduz a nota geral.
A posição foi confirmada na atualização de agosto de 2026 do Global Passport Index.
O Brasil é o segundo passaporte mais poderoso da América Latina?
A resposta depende da definição geográfica utilizada.
Entre os países da América do Sul destacados no relatório, o Brasil aparece em segundo lugar, atrás do Chile. Argentina e Uruguai completam o grupo sul-americano mais bem classificado.
Ao considerar todas as Américas, Estados Unidos, Canadá e alguns países do Caribe aparecem à frente. São Cristóvão e Névis, por exemplo, ocupa a 45ª posição mundial, acima de Chile e Brasil.
Por isso, é mais preciso afirmar que o passaporte brasileiro está entre os mais fortes da América Latina e é o segundo mais bem colocado da América do Sul nesse índice.
O Chile lidera a região sul-americana por apresentar uma combinação mais equilibrada entre mobilidade, qualidade de vida e ambiente econômico.
O que significa ter um passaporte poderoso?
Um passaporte é considerado poderoso quando permite viajar para muitos destinos com pouca burocracia.
Na definição mais tradicional, a força é medida pelo número de países que podem ser visitados sem solicitar um visto antecipadamente em embaixada ou consulado.
O Global Passport Index utiliza um conceito mais amplo. O ranking tenta medir as vantagens gerais relacionadas à cidadania do país emissor do documento.
A avaliação considera três pilares:
- mobilidade internacional;
- oportunidades econômicas e de investimento;
- qualidade de vida.
Assim, dois países com acesso semelhante a destinos podem ficar em posições diferentes. O ambiente econômico, a tributação, a liberdade, o custo de vida e outros indicadores podem alterar a classificação.
Para quantos países o brasileiro viaja sem visto?
O levantamento aponta 108 destinos com acesso sem visto para o portador do passaporte brasileiro.
Além deles, existem países que oferecem visto na chegada, autorização eletrônica de viagem ou visto eletrônico. Somadas as diferentes formas de acesso facilitado, o documento alcança 176 destinos.
A divisão apresentada pelo índice é a seguinte:
- 108 países com entrada sem visto;
- 68 com visto na chegada, autorização eletrônica ou procedimento semelhante;
- 19 com exigência de visto prévio tradicional.
Os números podem mudar a qualquer momento. Governos alteram suas políticas migratórias por questões diplomáticas, sanitárias, econômicas ou de segurança.
Antes de comprar a passagem, o viajante deve confirmar a regra na embaixada, no consulado ou no site oficial do governo do destino.
Quais destinos aceitam brasileiros sem visto?
O passaporte brasileiro permite viagens de curta duração sem visto prévio para boa parte da América do Sul e da Europa.
Entre os exemplos estão:
- Argentina;
- Chile;
- Colômbia;
- Peru;
- Portugal;
- Espanha;
- França;
- Itália;
- Alemanha;
- Suíça;
- Japão;
- Emirados Árabes Unidos;
- África do Sul;
- Marrocos.
Os períodos de permanência variam. Em vários países do Espaço Schengen, brasileiros podem permanecer por até 90 dias dentro de um intervalo de 180 dias para turismo ou negócios.
Essa dispensa não autoriza emprego, residência permanente ou estudo prolongado. Para essas finalidades, normalmente é necessário solicitar o visto correspondente.
Visto na chegada e autorização eletrônica são a mesma coisa?
Não. Embora ambos reduzam a burocracia consular, os procedimentos são diferentes.
Visto na chegada
O visto na chegada, conhecido pela sigla VOA, é emitido no aeroporto ou no posto de fronteira do país de destino.
O viajante pode precisar preencher um formulário, apresentar documentos e pagar uma taxa. A autorização só é concedida depois da chegada.
Autorização eletrônica
A autorização eletrônica, ou ETA, precisa ser solicitada pela internet antes da viagem. Em geral, o processo é mais simples e rápido que um pedido de visto tradicional.
Reino Unido, Israel, Coreia do Sul e Nova Zelândia estão entre os destinos que podem utilizar autorizações eletrônicas para viajantes brasileiros, conforme as regras de cada país.
Visto eletrônico
O e-Visa também é solicitado pela internet, mas funciona como um visto formal. O viajante precisa esperar a análise e a aprovação antes de embarcar.
Essas diferenças explicam por que rankings de passaportes podem apresentar números distintos para o mesmo país.
Por que o Brasil se destaca em mobilidade?
O país ocupa a 43ª posição no indicador de mobilidade ampliada, resultado melhor que a classificação geral.
Essa força está relacionada à rede de acordos diplomáticos construída pelo Brasil e ao princípio de reciprocidade. Quando dois governos eliminam a exigência de visto entre seus cidadãos, o acesso se torna mais simples para os dois lados.
A participação do Brasil no Mercosul também facilita o deslocamento regional. Brasileiros podem viajar a diversos países sul-americanos utilizando apenas a carteira de identidade, desde que o documento esteja em bom estado e permita identificar claramente o titular.
A Carteira Nacional de Habilitação não substitui o documento de viagem em deslocamentos internacionais.
Qualidade de vida melhora a nota brasileira
O Brasil aparece na 36ª posição do indicador de qualidade de vida. Esse resultado contribui para elevar a classificação geral.
A metodologia considera elementos ligados à experiência de viver no país, como:
- custo de vida;
- liberdade individual;
- sustentabilidade;
- desempenho ambiental;
- felicidade;
- aceitação de migrantes;
- condições sociais.
O índice não afirma que todos os brasileiros possuem a mesma qualidade de vida. Ele reúne médias e indicadores nacionais para comparar diferentes cidadanias.
Desigualdade, violência e diferenças regionais podem não aparecer com toda a intensidade em uma nota geral. Por isso, o resultado deve ser interpretado como um indicador comparativo, não como um retrato completo da realidade brasileira.
Por que o Brasil perde posições em investimentos?
O desempenho mais fraco aparece no indicador de investimentos, no qual o país ocupa a 81ª posição.
Esse pilar analisa fatores relacionados à atividade econômica, como competitividade, tributação, liberdade para investir e condições oferecidas a quem possui ou pretende movimentar capital no país.
O Brasil possui um mercado consumidor amplo e uma economia diversificada, mas enfrenta entraves conhecidos:
- sistema tributário complexo;
- insegurança regulatória;
- burocracia;
- baixa renda per capita;
- dificuldades para abrir e operar negócios;
- instabilidade econômica.
Esses fatores reduzem a nota brasileira e impedem que o país se aproxime dos primeiros colocados, mesmo com bom desempenho em mobilidade.
Quais são os passaportes mais poderosos do mundo?
A Europa domina a edição de 2026 do Global Passport Index. Nove dos dez primeiros colocados são europeus.
As primeiras posições são ocupadas por:
- Suécia;
- Suíça;
- Finlândia;
- Alemanha;
- Países Baixos.
A Suécia lidera com 96,05 pontos. O país combina ampla liberdade de circulação com indicadores elevados de qualidade de vida.
Singapura é o único representante asiático no grupo dos dez primeiros. O país se destaca pela mobilidade e pelo ambiente econômico favorável.
O relatório completo mostra que Estados Unidos e Canadá lideram as Américas, ocupando o 12º e o 13º lugares mundiais. Na América do Sul, Chile, Brasil, Argentina e Uruguai aparecem em sequência.
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Por que outros rankings mostram posições diferentes?
Não existe um ranking oficial e único de passaportes.
O Global Passport Index combina mobilidade, investimento e qualidade de vida. Já o Henley Passport Index se concentra na quantidade de destinos que podem ser visitados sem visto prévio, utilizando dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
Por isso, o Brasil pode aparecer em posições diferentes conforme a publicação consultada.
O Henley considera como acesso sem visto prévio tanto a entrada livre quanto o visto na chegada e determinadas autorizações eletrônicas. Já vistos eletrônicos que exigem aprovação formal antes da viagem são classificados como visto obrigatório.
Nenhum resultado está necessariamente errado. Cada índice responde a uma pergunta diferente:
- o Global Passport Index procura medir o valor mais amplo de uma cidadania;
- o Henley Passport Index mede principalmente liberdade de viagem.
Para quem está planejando férias, o indicador de mobilidade costuma ser mais útil que a posição geral.
Estar em um país sem visto garante a entrada?
Não. A dispensa elimina a necessidade de pedir visto antecipadamente, mas não assegura a admissão.
A decisão final pertence ao agente migratório do país de destino. O viajante pode precisar apresentar:
- passaporte válido;
- passagem de volta;
- comprovante de hospedagem;
- seguro-viagem;
- recursos financeiros para o período;
- justificativa da viagem;
- comprovante de vacinação;
- autorização eletrônica aprovada.
A validade mínima do passaporte varia. Alguns países exigem que o documento permaneça válido por três ou seis meses depois da data prevista para a saída.
Também pode haver restrições para quem permaneceu além do prazo em viagens anteriores ou possui determinados registros migratórios.
O ETIAS já é necessário para entrar na Europa?
O Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem, conhecido como ETIAS, é uma autorização eletrônica prevista para viajantes de países que não precisam de visto para entrar no Espaço Schengen.
Quando estiver em operação, brasileiros precisarão preencher o cadastro e pagar a taxa antes de determinadas viagens à Europa. O ETIAS não é um visto, mas uma autorização prévia.
Como o cronograma europeu já passou por adiamentos, o viajante deve consultar os canais oficiais da União Europeia perto da data do embarque.
A exigência de uma autorização eletrônica não significa necessariamente que o passaporte perdeu força. Ainda é um procedimento mais simples que solicitar um visto tradicional em consulado.
O que o avanço significa para o viajante brasileiro?
A 49ª posição mostra que o passaporte brasileiro continua oferecendo uma combinação relevante de mobilidade e acesso internacional.
Na prática, o viajante encontra menos custos e burocracia em muitos destinos. Não precisa marcar entrevista, apresentar grande quantidade de documentos ou esperar semanas por um visto consular para boa parte das viagens turísticas.
O resultado não muda as regras por si só. O ranking apenas organiza dados e indicadores existentes.
Antes de viajar, o brasileiro deve verificar a exigência específica do destino, conferir a validade do passaporte e providenciar eventuais autorizações eletrônicas. Essa consulta é mais importante que qualquer colocação em ranking.
Perguntas frequentes

Em qual posição está o passaporte brasileiro em 2026?
O Brasil ocupa a 49ª posição no Global Passport Index de 2026, elaborado pela Global Citizen Solutions.
Quantos países o brasileiro pode visitar sem visto?
O levantamento aponta 108 destinos com entrada sem visto. Considerando visto na chegada, autorização eletrônica e outras facilidades, o acesso total chega a 176.
Qual é o passaporte mais poderoso da América do Sul?
O Chile é o mais bem colocado da América do Sul no índice, na 46ª posição mundial. O Brasil aparece logo depois, em 49º.
Qual é o passaporte mais poderoso do mundo?
A Suécia lidera o Global Passport Index de 2026, seguida por Suíça e Finlândia.
Brasileiro precisa de visto para entrar na Europa?
Para viagens curtas ao Espaço Schengen, brasileiros normalmente não precisam de visto tradicional. Ainda assim, devem cumprir as condições de entrada e acompanhar a implementação do ETIAS.
Viajar sem visto garante a entrada no país?
Não. A imigração pode exigir passagem de volta, hospedagem, recursos financeiros e outros documentos. A decisão final de entrada pertence às autoridades do destino.



