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Pastores não poderão mais ter vínculo empregatício com igreja; entenda

De acordo com uma nova lei sancionada, os pastores de igrejas não poderão mais ter vínculo empregatício com as igrejas. Veja os detalhes!

Amanda SampaioPor Amanda Sampaio2 min de leitura
Imagem ilustrativa de um pastor de igreja com bíblia e microfone na mão

De acordo com nova decisão, os pastores de igrejas não poderão mais ter vínculo empregatício com as igrejas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que traz mudanças significativas para as igrejas e profissionais religiosos. A mudança deve entrar em vigor em breve e afetará diretamente esses profissionais.

A nova lei, parte da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), estabelece a inexistência de vínculo empregatício entre as entidades religiosas e seus ministros ou sacerdotes, o que inclui padres, pastores e outros cargos similares. Veja mais detalhes sobre essa nova mudança.

Saiba mais detalhes sobre a mudança na CLT

Com a novidade, declarou-se que a inexistência da relação empregatícia é válida mesmo que os pastores estejam exercendo atividades relacionadas à administração da entidade religiosa. A divulgação ocorreu oficialmente na segunda-feira (7) através do Diário Oficial da União com a publicação da Lei 14.647/23.

Como discutido pelos autores do projeto, a participação a uma confissão religiosa é fruto de um chamado de ordem espiritual, portanto não corresponde ao desejo de ser remunerado por um serviço, como acontece em trabalhos formais. O projeto surge com o propósito de distinguir entre o trabalho secular e o religioso.

Assim, com o surgimento dessa nova lei, os pastores não mais poderão ter o vínculo empregatício com as entidades religiosas, diferenciando as funções religiosas, das funções de trabalho realizadas por trabalhadores de setores tradicionais.

Mais detalhes sobre o projeto de desvinculação dos pastores como empregados das igrejas

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O texto tem origem no Projeto de Lei 1096/19, cujos responsáveis são o deputado Vinicius Carvalho, filiado aos Republicanos-SP, e o ex-deputado Roberto Alves. O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados no ano passado e, posteriormente, no Senado no último mês de julho.

Assim, segundo Carvalho e Alves, “a inexistência do vínculo empregatício se dá pelo fato de que o líder religioso exerce suas atividades em prol da fé, missão que abraça por ideologia, distinguindo-se, pois, do trabalhador da igreja com vínculo empregatício”.

Imagem: MVolodymyr/Shutterstock.com

Amanda Sampaio

Autor

Amanda Sampaio

Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho - Unesp, redatora há mais de 3 anos em diversos nichos.

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