Recentemente, o Banco do Brasil recebeu uma nova presidente, Tarciana Medeiros – a primeira mulher a presidir a instituição financeira desde a sua criação. No mais, foi o seu levantamento de informações do banco que desvendou um possível ato de corrupção por parte de Paulo Guedes, realizado em 2020.
Se comprovada, a ação resultaria um prejuízo de R$ 2,7 bilhões para o Banco do Brasil.
A ação beneficiou diretamente o ex-ministro da Economia
Segundo os dados do Banco do Brasil, Paulo Guedes teria vendido crédito de recebíveis de R$ 3 bilhões da carteira do BB para um banco privado dirigido por ele mesmo, o BTG. Além disso, a soma recebida pela instituição com a venda foi de apenas R$ 300 milhões, o que geraria um prejuízo de R$ 2,7 bilhões para o Banco do Brasil.
Membros ligados ao sindicato da categoria reforçam que a ação não passará em branco, visto que se trata de uma corrupção grave no contexto financeiro.
Outra constatação observada durante o processo de levantamento foi que a venda teve admissão da diretoria do Banco do Brasil e não apresenta licitação. Se os atos forem confirmados, Paulo Guedes poderá, inclusive, ir para a prisão.
Funcionários defendem que a operação seja desfeita e o praticante, investigado
Considerando a apuração técnica de funcionários banco, Paulo Guedes enquadrou os recebíveis vendidos como “créditos podres”, ou seja, avaliou-os como ativos financeiros de pouca segurança e com alta possibilidade de “calote”. Entretanto, tratavam-se de créditos sadios, com muitas garantias asseguradas.
Assim, com uma possível entrega de documentação comprobatória, é possível que Tarciana solicite à Procuradoria-Geral da República que investigue o caso, em face da arrecadação de 80% do valor dos títulos de maneira suspeita.
Ademais, existe a possibilidade de a operação ser desfeita e temporariamente congelada, a fim de apurar responsabilidades e ilicitudes.
Desta forma, também permitirá reavaliar a relação de práticas público-privadas, como a ocorrida no possível escândalo.
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