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Março terá saque de R$ 1.000 no Caixa Tem

Estudantes do ensino médio podem receber até R$ 1.000 pelo Pé-de-Meia. Veja quem tem direito e como funciona.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Caixa Tem

Uma nova rodada de depósitos do programa Pé-de-Meia começa a ser liberada nesta segunda-feira (2) para milhares de estudantes da rede pública. O valor pode chegar a R$ 1.000 e será creditado pelo aplicativo Caixa Tem.

A iniciativa faz parte de uma política do Governo Federal do Brasil voltada ao combate à evasão escolar no Ensino Médio, com foco em alunos de baixa renda.

Os depósitos seguem o calendário oficial e devem ser concluídos até o dia 5 de março.

Leia mais:

Pé-de-Meia confirma depósito de R$ 800 em 2026

O que é o programa Pé-de-Meia

Criado para incentivar a permanência e a conclusão do Ensino Médio, o programa funciona como uma espécie de poupança educacional.

O estudante recebe incentivos financeiros ao:

  • Manter frequência mínima nas aulas;
  • Participar de avaliações nacionais;
  • Concluir o ano letivo com aprovação;
  • Finalizar o 3º ano do Ensino Médio.

A lógica é simples: quanto maior o comprometimento com os estudos, maior o valor acumulado ao final do ciclo escolar.

Quem tem direito aos R$ 1.000

O pagamento de até R$ 1.000 é destinado aos alunos que concluíram com aprovação o 1º, 2º ou 3º ano do Ensino Médio em 2025.

Para receber, é preciso cumprir todos os critérios abaixo:

Requisitos obrigatórios

  • Ter entre 14 e 24 anos;
  • Estar matriculado na rede pública;
  • Possuir inscrição ativa e atualizada no CadÚnico;
  • Ter no mínimo 80% de frequência escolar;
  • Participar do Saeb;
  • Ser aprovado ao final do ano letivo.

O Cadastro Único é gerenciado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e é requisito central para programas sociais federais.

Caso o cadastro esteja desatualizado, o benefício pode ser bloqueado.

Como funciona o depósito no Caixa Tem

O valor é creditado automaticamente em conta aberta no aplicativo Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal.

Não é necessário solicitar o pagamento. A seleção é feita com base nas informações enviadas pelas redes de ensino ao Censo Escolar.

Atenção: o valor não pode ser sacado imediatamente

Embora o crédito apareça no aplicativo, o bônus de conclusão funciona como uma poupança vinculada.

O saque só poderá ser realizado após a apresentação do certificado de conclusão do 3º ano do Ensino Médio.

Ou seja:

  • Quem concluiu o 1º ou 2º ano acumula;
  • O valor só é liberado integralmente após terminar o 3º ano.

Parcelas mensais de R$ 200 continuam liberadas

Além do bônus anual, estudantes que permanecem matriculados em 2026 recebem parcelas mensais de R$ 200.

Esses valores, ao contrário do bônus de R$ 1.000, podem ser movimentados normalmente pelo Caixa Tem — inclusive para transferências via Pix, pagamentos e saques.

Bônus extra para quem faz o Enem

Alunos do 3º ano que participarem dos dois dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio recebem um adicional de R$ 200.

O pagamento é liberado após a confirmação oficial de presença no exame.

O objetivo é estimular o acesso ao ensino superior e ampliar as oportunidades educacionais.

Exemplo prático: quanto um aluno pode acumular

Um estudante que:

  • Mantém frequência adequada;
  • É aprovado nos três anos;
  • Participa do Enem;

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Pode acumular:

  • R$ 1.000 por ano concluído;
  • R$ 200 mensais durante o período letivo;
  • R$ 200 extras pela participação no Enem.

Ao final do Ensino Médio, o valor pode representar uma reserva importante para iniciar a vida adulta, pagar cursos técnicos ou investir na formação universitária.

E se o dinheiro não cair?

Caso o valor não apareça até 5 de março, o estudante deve:

  1. Procurar a secretaria da escola;
  2. Confirmar se o CPF está corretamente vinculado à matrícula;
  3. Verificar a atualização do CadÚnico;
  4. Conferir se houve envio correto dos dados ao Censo Escolar.

Problemas cadastrais são as principais causas de bloqueio.

Se necessário, também é possível buscar atendimento na Caixa Econômica Federal.

Por que o programa é estratégico

Dados do próprio governo mostram que a evasão no Ensino Médio atinge principalmente jovens de baixa renda, que precisam trabalhar para complementar a renda familiar.

Ao criar um incentivo financeiro condicionado à frequência e aprovação, o Pé-de-Meia busca reduzir essa vulnerabilidade.

Especialistas em políticas públicas apontam que programas de transferência condicionada costumam apresentar bons resultados quando há acompanhamento escolar e controle de frequência.

O que o estudante deve fazer agora

  • Verificar se atende a todos os critérios;
  • Manter o CadÚnico atualizado;
  • Acompanhar o aplicativo Caixa Tem;
  • Conferir informações junto à escola.

Manter os dados corretos evita atrasos e bloqueios desnecessários.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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