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Estrada de terra em GO/MT tem pedágio de R$ 10 por eixo e revolta caminhoneiros

Pedágio em trecho sem asfalto na GO-454 gera polêmica após vídeo viral. Motoristas pagam para trafegar em estrada de terra na divisa entre Goiás e Mato Grosso.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Pedágio

Um vídeo divulgado nas redes sociais provocou um debate nacional sobre a cobrança de pedágio em trecho sem pavimentação na GO-454, rodovia que conecta Mozarlândia (GO) a Cocalinho (MT), na divisa entre Goiás e Mato Grosso. A situação foi apelidada por motoristas como “o pedágio mais injusto do Brasil”, pois o ponto de cobrança está instalado na ponte sobre o Rio Araguaia, mas boa parte do trecho de acesso à estrutura ainda é de terra batida, com buracos e lama.

No vídeo, um caminhoneiro mostra o trajeto sem asfalto, com atoleiros, e diz:
“Vou pagar R$ 70 para passar nessa estrada de terra.”

A repercussão trouxe à tona dúvidas sobre a legalidade da cobrança, o histórico da obra e os prazos para pavimentação do restante da rodovia.

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Onde fica o pedágio e quanto custa

Valores cobrados

Motoristas relatam que o pedágio é cobrado mesmo sem pavimentação completa nos acessos à ponte.

Tabela de cobrança

  • R$ 10 para automóveis
  • R$ 5 para motocicletas
  • R$ 10 por eixo para caminhões

O valor para caminhões pode ultrapassar R$ 70 por veículo, dependendo do número de eixos, o que gera forte impacto no transporte de cargas.

Localização estratégica

O pedágio está instalado somente sobre a ponte, que substituiu a antiga travessia de balsa sobre o Rio Araguaia. Dessa forma, qualquer motorista que precise cruzar a divisa entre Goiás e Mato Grosso é obrigado a passar pela estrutura.

Por que o pedágio é cobrado mesmo sem asfalto?

Base legal e contrato

Segundo a Goinfra (Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes), a cobrança está vinculada ao contrato de concessão que permitiu a construção da ponte, autorizada em 2004, no governo de Marconi Perillo. A obra foi financiada pela iniciativa privada e, em troca, o contrato permitiu a cobrança de taxa de utilização da ponte. A tarifa começou a ser cobrada em 2017.

O que diz o governo de Goiás

A Goinfra afirma que:

  • a cobrança é legal e prevista em contrato
  • o pedágio se refere apenas à travessia da ponte, e não à pavimentação da rodovia
  • a rodovia estadual é gratuita, exceto em obras executadas por permissionários ou concessão

Reclamações dos motoristas

Usuários alegam desequilíbrio entre tarifa e estrutura

Motoristas e caminhoneiros questionam o pagamento porque:

  • parte dos acessos ainda é de terra batida
  • há trechos com lama e atoleiros no período de chuvas
  • veículos sofrem maior desgaste e aumento no custo de manutenção

Relatos nas redes sociais

Nas redes, motoristas classificaram o ponto de cobrança como:
“O pedágio mais injusto do Brasil.”

Vídeos mostram caminhões atolados e veículos pequenos lutando para atravessar.

Pavimentação anunciada, mas não concluída

Promessa do governo

O governo de Goiás anunciou, a partir de 2019, um projeto para pavimentar 53 quilômetros da GO-454.

Até agora:

  • cerca de 41 km estão prontos
  • restam 12 km sem asfalto, justamente os mais críticos

Obstáculos técnicos e ambientais

Cheias do Rio Araguaia

A região é área de alagamento sazonal:

  • durante a cheia, o rio avança e dificulta a obra
  • parte da rodovia pode ficar interditada

Problemas herdados de gestões anteriores

A Goinfra afirma que houve:

  • descumprimento de condicionantes ambientais
  • multa aplicada pelo Ibama à época da construção

Esses entraves exigiram novos estudos técnicos e autorizações adicionais, atrasando o cronograma.

Novo projeto de engenharia e previsão de conclusão

A Goinfra informou que desenvolve um novo estudo de engenharia para garantir:

  • melhor drenagem
  • proteção contra erosões
  • durabilidade da pavimentação

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Prazo anunciado

A previsão é concluir o novo projeto até o primeiro semestre de 2026. Ainda não há data para o início da execução da obra ou entrega do trecho restante.

Consequências para a economia regional

Impacto no transporte e comércio local

Caminhoneiros relatam que os custos aumentam:

  • mais gasto com manutenção dos veículos
  • maior tempo de viagem devido à precariedade do trecho

Comerciantes afirmam que a situação prejudica:

  • abastecimento de mercadorias
  • escoamento da produção agropecuária

Especialistas em mobilidade dizem que o pedágio só faria sentido se a via fosse totalmente pavimentada.

Debate maior: o que é justo cobrar?

Argumentos dos usuários

  • pagar pedágio exige, no mínimo, condições adequadas de tráfego
  • a ausência de asfalto torna a cobrança desproporcional

Argumentos do governo

  • a cobrança se refere ao uso da ponte
  • a estrutura substituiu a balsa e reduziu o tempo de travessia

Situação atual

Enquanto a pavimentação não avança:

  • o pedágio continua sendo cobrado
  • motoristas seguem enfrentando poeira na seca e lama nas chuvas
  • a GO-454 permanece parcialmente sem asfalto

A polêmica permanece sem solução definitiva, e até que o asfalto seja concluído, o debate promete continuar.

Conclusão

A cobrança de pedágio na ponte do Rio Araguaia é legal e prevista em contrato, mas sem pavimentação nos acessos e com vídeos mostrando caminhões atolados, a percepção dos usuários é que o custo não condiz com a condição da via. A população segue aguardando a pavimentação completa, prevista apenas após 2026.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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