Após a votação da última semana, que garantiu a inelegibilidade de Bolsonaro, deputados lançam Projeto de Lei pedindo a anistia do ex-presidente. Até o momento, mais de 72 parlamentares já assinaram a petição.
Pedido para ‘cancelar’ inelegibilidade de Bolsonaro é assinado por 72 deputados
Após a votação da última semana que garantiu a inelegibilidade de Bolsonaro, deputados lançam PL a favor do ex-presidente. Entenda o caso!
O PL foi apresentado por Ubiratan Sanderson (PL-RS) e teve grande apoio dos integrantes do partido em que ele e o ex-chefe do Executivo fazem parte. No entanto, após a repercussão, outros deputados de outros partidos – como União Brasil e MDB – também apoiam a anistia.
Agora, Sanderson está tentando ampliar a lista de “co-autores” do projeto que cancela a inelegibilidade de Bolsonaro, para que ele seja rapidamente votado na Câmara dos Deputados.
Veja o que fala o autor do PL
De acordo com Sanderson, em entrevista ao Estadão, a ideia com a aprovação deste Projeto de Lei é mostrar que a direita está articulada em suas ações, e a intenção é fazer a proposta avançar cada vez mais.
“O Parlamento tem o dever de enfrentar temas como o da anistia, proposto por mim e outros 70 parlamentares, de interesse nacional, evitando assim uma injustiça com alguém que em 2 eleições teve 120 milhões de votos e está sendo calado mesmo sem ter pratico crime algum”, declarou Sanderson.
Nesta próxima quinta-feira (06), os parlamentares devem se reunir para debater o andamento do projeto de Lei na Câmara que prevê o cancelamento do a inelegibilidade de Bolsonaro. Espera-se que a votação do texto aconteça com urgência.
No entanto, essa decisão cabe ao presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), que monta as pautas que a Câmara dos Deputados votará.
Outros desdobramentos do projeto de cancelamento da inelegibilidade de Bolsonaro
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Sanderson garante que, se o texto avançar, ele também poderá beneficiar outros políticos, como Deltan Dallagnol, que teve seu cargo de deputado federal cassado.
Por fim, o autor do PL ainda deixa claro que decisões sobre inelegibilidade devem ser de decisão do Congresso. Deixou claro, ainda, que o julgamento e votação que aconteceu no Tribunal Supremo Eleitoral é uma perseguição ao ex-presidente Bolsonaro.
Imagem: Alf Ribeiro / Shutterstock.com
