O setor de varejo do Brasil tem sofrido muito, principalmente nos últimos dois anos. Gigantes da área como a Magalu, Via, Marisa e Mobly viram suas vendas despencarem drasticamente no último biênio.
Perdas de Magalu, Via e outras varejistas na Bolsa equivalem ao PIB do Uruguai
%Resumo% Gigantes do setor de varejo têm visto suas vendas despencarem nos últimos anos. Entenda o que está acontecendo.
A queda dos lucros das varejistas está associada com a diminuição contínua do poder de compra dos brasileiros. As constantes taxas altas de inflação, juros elevados e estagnação da renda são alguns dos fatores que fazem com que a população vá às compras cada vez menos.
Desvalorização bilionária
A crise impactou negativamente nas ações das maiores marcas do setor, resultando em uma desvalorização histórica na Bolsa.
As grandes companhias de varejo do país perderam R$ 339,6 bilhões de valor de mercado no período de dois anos. Essa queda corresponde proporcionalmente ao PIB do Uruguai, país que tem uma população aproximada de 3,4 milhões de pessoas.
Nem o e-commerce sustentou o varejo
Com o início da pandemia, em 2020, as vendas online dispararam e foram no período uma ferramenta fundamental para muitas empresas, incluindo o mercado de varejo.
No entanto, os bons resultados obtidos com o e-commerce não foram suficientes para frear a queda significativa nos lucros. Ao olhar o panorama dos últimos anos das varejistas, o cenário indica claro enfraquecimento.
Queda impacta a economia e os empregos
O consumo em lojas e mercados representa 60% do PIB do Brasil. Dentro dessa porcentagem, o varejo possui uma parte significativa. O desempenho das gigantes do setor tem influência direta na taxa de desemprego e na produção industrial do país.
Isso porque o sucesso da área impacta diretamente na necessidade de vagas e no dinheiro movimentado pelas operações nesse mercado. Além disso, o setor costuma ser a primeira experiência de trabalho para muitos jovens pelo país.
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Assim, a retração da área indica uma diminuição na oferta de empregos. Estima-se que nessa área estão 1/5 dos trabalhadores formais do Brasil, o que equivale a 20% das pessoas com carteira assinada.
Outro impacto negativo para a economia é a queda de receitas relacionadas com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).
Imagem: Andrii Yalanskyi / Shutterstock.com
